Nova York, um lugar que respira arte

Chrysler Building

Algumas cidades do mundo respiram arte até pelos poros. Londres, Paris, Berlin, Chicago, mas nenhuma outra conseguiu democratizar o acesso de maneira tão intensa quanto Nova York. Quando digo arte, não estou falando somente a que está dentro dos museus, aquela dos grandes acervos e das grandes instituições que montam exposições e retrospectivas dos grandes mestres da arte. Nova York transpira arte e ela também está nas ruas e acessível a todos, mesmo aqueles que não estão dispostos a pagar US$ 15 para entrar num museu. É fácil estar em contato com a arte na cidade e acabamos esbarrando em arte pelas ruas e as vitrines das lojas a cada troca de coleção ou em datas comemorativas dão um banho criativo. Um tour só olhando a parte de fora das lojas e magazines já inspira e mostra que a criatividade está ali para todos e percebemos que na era digital das compras on-line, andar pelas ruas ganha um diferencial e alegra as caminhadas. Alguns ótimos exemplos são as vitrines da Bergdorf  Goodman, Tiffany`s, Saks Fifth Avenue, Barneys, entre muitas outras.

Tim Burton no Moma

Também costumo dizer que voltamos de Nova York com torcicolo. A arquitetura dos grandes edifícios históricos são verdadeiras aulas de equilíbrio estético. O grande movimento da arquitetura com os arranha céus começou na década de 30, e a competição era grande, e não somente pela disputa da altura, mas também pela ostentação. O Chrysler Buiding e suas gárgulas lá no alto foram a principal causa da minha dor de pescoço, e até mesmo da minha dor de cotovelo. E quando você entra na Grand Central Station e se depara com aquele gigantesco vão livre e o relógio central, ou então visita a New York Public Library não fica pasmo com todo aquele acervo histórico? Comparando com a cidade de São Paulo, onde atualmente o ápice da arquitetura são os edifícios neo clássicos sem estilos e fora de seu tempo, voltamos de viagem olhando pra baixo para nossos olhos não sofrerem com tal contraste desta pobre arquitetura e crise de identidade urbana que vivemos.

Painéis da Times Square

Mas voltando à arte, o incentivo é o que impulsiona. Além da população apreciar, isto é um legado atemporal e que ajuda a contar nossa história. A recente exposição do cineasta e artista Tim Burton no MOMA – Museu de Arte Moderna, atraiu um público imenso e foi a segunda exposição mais visitada de todos os tempos. E qual é a fórmula? O cara é bom mesmo, um verdadeiro gênio, mas trazer algo novo, com muita ideia e pensamento, foi o mix perfeito para esta explosão, além de atrair um público mais jovem. O ponto negativo foi que havia tanta gente dentro das salas (em 3 andares do museu), que foi impossível olhar com alguma atenção para as mais de 1.000 obras expostas. Mas não deixe se abalar por isto. O Guggenheim e seu prédio-arte projetado por Frank Lloyd Wright são uma das grandes atrações à beira do Central Park, assim como o Metropolitan Museum, ou Met para os novaiorquinos, o Whitney Museum e o Natural History Museum, todos ali na redondeza.
E no próprio parque, diversas esculturas estão ali para tornar nosso passeio mais cultural e provavelmente muito mais instigante. A escultura Alice no País das Maravilhas de 1959 e de 1892, a escultura também em bronze de Cristovão Colombo também é outro marco, mas essas são apenas duas das dezenas de obras que você vai encontrar caminhando.

Rockefeller Center e a escultura Atlas, 1937

Continuamos andando pelas ruas e quanto mais rumamos para o sul da ilha de Manhattan, mais a arte se torna presente e acessível. Agora nos bairros do Soho, Greenwich Village, Chelsea e Meat Packing District, além da arquitetura ser muito mais low profile, mas não menos interessante, os bairros são tomados por galerias de arte, pequenos espaços para exposições, designers de moda, ateliers e praticamente todos os tipos de comércio olhando para sua clientela com humor, irreverência e sempre trazendo algo novo e inusitado a oferecer, seja na “embalagem” ou no conteúdo. Para sociedades mais evoluídas em que o básico já está bem resolvido e a informação é democrática, essas manifestações criativas são mais aceitas e absorvidas pela sociedade.

Rodin até na calçada

Van Gogh e seus campos de milhos no Moma

E para fechar este assunto da arte, que na realidade não tem ponto final e é uma constante sempre em evolução e renovação na cidade, gostaria de deixar mais uma dica. Vá ao prédio da ONU por dois motivos, mesmo ele ficando um pouco fora de mão. O grande salão onde todos os países estão representados é um ícone e mesmo que não nos deixam sentar e admirar por muito tempo, vale para ticar da nossa lista de curiosidades. Mas para mim a grande surpresa foram mesmo as obras de arte, sejam elas peças rebuscadas que foram doados por representantes de governo de países longínquos e que ficam ali expostas ou clássicos que não deixam dúvida de seu valor artístico e nos presenteia com vitrais de Marc Chagall, painel de mosaico de Norman Rockwell ou grandes esculturas que fazem referência a um mundo mais humanizado, com menos violência e diferenças. Agora é torcer para que essas diferenças diminuam e que o entendimento da arte seja mais universal, inclusive para nós brasileiros.

Ale Ravagnani

Non Violence por Carl Fredrick Reutersward na ONU

Vitrais de Marc Chagall, ONU

Painel de mosaico de Norman Rockwell, ONU

Arte interativa na rua

Vitrine da loja Bergdorf Goodman

Quebrando a monotonia

Biscoitos da sorte viram decoração

Bom humor nas ruas

Loja da Apple, bela arquitetura e produtos

O Brasil mais perto da Ásia

Não é de hoje que a China está nos noticiários. Boom econômico e crescimento acima de dois dígitos e um país bastante distante do ocidente de maneira geral. De repente todo mundo começou a olhar pra lá e novas conexões aéreas, que diga-se de passagem com décadas de atraso, começaram a ligar o Brasil com diversos pontos na Ásia. Há pouco tempo, pra se chegar na China ou em qualquer outro lugar do continente, a ligação poderia ser via Los Angeles, África do Sul ou Europa, mas todas com muitas horas de espera e como consequência, aquele jet leg de derrubar qualquer viajante de econômica.

Suíte da 1ª classe na Singapore Airlines

Uma das boas notícias recentes é a chegada da conceituada companhia aérea Singapore Airlines no Brasil, que promete a partir de março começar a voar pra cá ligando São Paulo à Barcelona com 3 voos semanais, e de lá excelentes conexões via Cingapura. Com certeza eu quero voar na empresa aérea eleita como a número 1 do mundo. Os voos impecáveis da Korean Air ligam São Paulo à Los Angeles e de lá à Ásia toda e vale até mesmo se o destino final for somente os Estados Unidos. A Air China sai daqui e faz conexão em Madri para a China e diversos destinos asiáticos. Outra companhia aérea estrelada e aclamada pelo serviço é a Qatar, que liga o Brasil a Doha no Qatar. Dubai está firme e forte saindo daqui com seus voos lotados da Emirates, além das ligações até Istambul na Turquia pela Turkish Airlines e Tel-Aviv em Israel operado pela El-Al. O que isso traz de bom pra quem gosta de descobrir novos lugares é mesmo a comodidade, menos espera em aeroportos, maior concorrência e preços melhores, mais opções de voos e aquela vontade ainda maior de viajar.

Detalhe do restaurante China Grill em São Paulo

Mais do China Grill

Decoração trazida da China

Detalhes que preenchem o amplo espaço

Mas como culinária e viagem tem tudo a ver, quero ilustrar esse post com uma descoberta da culinária chinesa em São Paulo. Na verdade a descoberta foi de nossos amigos Ligia e Bill que nos trouxeram aqui. Os donos do restaurante vieram diretamente da China e o restaurante China Grill tráz novos sabores a terras tropicais. Iguarias como camarão crocante com coco, peixe na folha de lótus, legumes pra lá de tenros e frescos e um cardápio imenso digno de um banquete são servidos em fartas porções em ambiente moderno, bem decorado e com atendimento excelente.

Esperando pelo banquete

Cardápio didático old fashioned

Programe-se que o lugar fecha cedo e a maioria da clientela também é importada da China. Rua Bueno de Andrade, 508 São Paulo – 11 3203 1966

Ale Ravagnani