Hoje em dia a viagem também é digital

Esses são meus aplicativos de viagem favoritos que estão no meu iPhone. Num simples piscar de olhos, posso consultar e continuar viajando onde quer que eu esteja. Muitos destes aplicativos estão em sites na internet também, mas nada como a facilidade de estarem no seu bolso (ou bolsa) a qualquer hora do dia, pronto pra te ajudar no seu smartphone. Espero que possam facilitar suas viagens também.

American Airlines
Como acumulo milhas pelo AAdvantage, este aplicativo pode ser útil na sua busca por voos ou na simples consulta de suas milhas. Muitas companhias aéreas já possuem aplicativos para smartphones, então fique de olho no que você precisa.

Currency
Quer comparar os preços que você está pagando em outro país e converter em poucos segundos para a moeda do seu país? Este é o lugar.

Feriados 2011
Só pra você lembrar que no ano que vem temos pelo menos 12 bons motivos para programar uma viagem.

Fotopedia – Heritage
Todos os 3.000 lugares catalogados pela Unesco, os World Heritage Sites, estão aqui ao seu alcance com imagens e descritivos destas maravilhas do mundo. No Brasil, 16 lugares receberam tal honoraria, como a cidade de Brasília, Ouro Preto, Salvador e São Luís do Maranhão.

Foursquare
É um serviço de geolocalização que permite que você indique aonde está através de um aplicativo no seu celular. Ao entrar, já aparece a lista de lugares cadastrados ao seu redor e você indica o lugar em que chegou, aí escolhe se vai avisar seus amigos e se quer se esse check-in apareça no seu Facebook ou Twitter. Você pode compartilhar sua localização e seus check-ins com seus amigos para eles saberem que você está por perto, ver o review de outras pessoas que passaram pelo local, pode consultar lugares que estão perto de você ou de repente aproveitar de alguma promoção relâmpago que cafés e restaurantes do mundo estão começando a fazer. Não é necessariamente um aplicativo para ser usado somente quando se está viajando, mas vai ser divertido perceber como o mundo está conectado e ficou muito menor.

Frommer`s
Este é um dos maiores guias de turismo do mundo, com centenas de livros de todos os continentes do mundo. No aplicativo, ao invés de apenas mostrar os guias das cidades, usaram muito bem os recursos que a tecnologia pode trazer, como por exemplo conversor de moeda, calculadora de gorjeta, tradutor de fuso horário, lista para facilitar a arrumação das malas, ferramenta para criação de cartões postais, quizz games, além claro dos guias de viagem.

Google Earth
Temos que reconhecer que há alguns anos, quando surgiu este programa do Google em que foi mapeado o mundo com fotos de satélite para qualquer um acessar, que foi uma grande revolução e fez bastante barulho na internet. Agora no seu smartphone a diferença é pela mobilidade. Em qualquer lugar em que se esteja, estando perdido ou não, você se localiza e o Google Earth te guia para onde você precisar.

GPS Weather
Este aplicativo localiza automaticamente onde você se encontra e te dá a previsão do tempo para 3 dias, temperatura, condições meteorológicas completas e te ajuda a programar se você fica ou parte para o próximo destino da viagem.

Guia Quatro Rodas – 1001 Lugares
A intenção deste aplicativo não é entrar nos detalhes dos lugares, mas sim abranger o maior número de cidades, bares, restaurantes, pontos turísticos, locais para fazer compras e curiosidades norte a sul e leste a oeste do Brasil.

GuidePal – London
Este guia da cidade de Londres foi construído com informações e dicas dos próprios viajantes. Além disso, está conectado às principais redes sociais e antecipa uma tendência cada vez mais presente na web. Também usa realidade aumentada para trazer interação em tempo real com o local em que está sendo visitado. Na seção “Famous Profiles”, traz moradores ilustres da cidade como Kate Moss, Hugh Grant, Amy Winehouse, entre outros, e sua relação com a cidade.

Hotels Near Me
Foi viajar e não fez reserva de hotéis ou simplesmente está na estrada e precisa descansar, este App pode te ajudar no momento certo. Ele localiza onde você está via GPS e te mostra num raio de quilômetros todos os hotéis que estão ao seu redor.

Kayak
Consulta rápida e fácil de hotéis pelo mundo, voos e aluguel de carro mundo afora. Possui interface prática, bem resolvida e user friendly. Sou fã da busca de hotéis.

Lonely Planet
Criado em 1973 por Tony Wheeler, este foi meu guia de viagens predileto durante muito tempo. Além de trazer dicas acessíveis, porém pouco óbvias, mapearam quase todos os confins do mundo. No App mobile, a seção “When to go” se destaca pela facilidade para você se programar. Mês a mês as atrações do lugar aparecem com todas as dicas necessaries para a escolha da melhor época para ir a cada lugar.

NYC Way
Simplesmente tudo que você precisa (e que não precisa) de Nova York. Você vai encontrar de hotéis a tours, shows, teatros, compras, itinerários, tempo, estacionamentos, museus, dicas de outros viajantes e até mesmo acesso às imagens das câmeras que mostram o trânsito nas ruas.

Paris à Pied
Descobrir Paris tem que ser caminhando e o guia “Paris a Pé”, ajuda você a otimizar seu tempo. As principais categorias são Jardins, Museus, Igrejas e Mercados, mas muito mais está ali para você não perder nada dessa cidade maravilhosa.

Self-Guided Walking Tours – Rio de Janeiro
Dentre outras cidades, a cidade maravilhosa também foi mapeada para ajudar a você programar suas andanças pela cidade. Acho isso o máximo, num mundo tão dependente do carro em que vivemos. O App separa as caminhadas por bairros ou temas, como arquitetura, praia, vida noturna, etc. Além do número de paradas, ele indica quantas horas e kms duram os tours, além de trazer um descritivo do que se está vendo. Também existe para a cidade de São Paulo.

TAM Mobile
Por enquanto está em fase de testes, mas logo mais seu check-in pela TAM poderá ser feito pelo celular. Somente alguns voos com destino a Ribeirão Preto e S. José do Rio Preto podem usar o serviço, mas como um viajante frequente, espero que logo mais eu possa ganhar alguns minutos extras no check-in.

tb: – Buenos Aires
Um dos aplicativos de viagem mais bonito que eu já vi, com direção de arte impecável e lindas imagens, até mesmo para a tela restrita do celular. O conteúdo editorial é bastante sofisticado, priorizando os melhores lugares da cidade de Buenos Aires.

Trailhead – The North Face
A famosa marca de roupas e acessórios para esportes de aventura, adorada por 10 entre 10 viajantes, criou um aplicativo muito acertivo para seu público alvo. Ele localiza via GPS sua localização e te dá todas as trilhas disponíveis para você sair caminhando. Também pode-se fazer a busca pelos locais desejados para programar sua viagem com antecêdencia.

Translate
Morrer de fome ninguém morre quando está viajando, mas é muito mais divertido tentar falar a língua local do que sempre apelar para o inglês ou espanhol nas suas viagens. Este aplicativo pode te tirar até mesmo de enrrascadas em países como Albânia, Ucrânia ou Vietnam, além de dezenas de outros lugares nem tão complicados. Importante dizer é que o bom e velho português está ali pra te ajudar.

Trip Advisor
Se você está buscando um lugar, hotel ou restaurante, mas quer saber a opinião dos outros, veio ao lugar certo. São milhões de lugares cadastrados no Brasil e no mundo para você ver a pontuação que outros viajantes que já passaram por lá antes de você deixaram. Vale muito a pena antes de decidir sobre um hotel ou de marcar aquele restaurante que você não tem certeza se vale mesmo a pena cacifar.

Veja Comer e Beber
O famoso e conceituado guia gastronômico das principais regiões do Brasil agora está no seu celular e você pode consultar pelo tipo de comida ou o bairro em que deseja jantar.

Atlas 2010
Apesar da tela do celular ser pequena demais para o mundo, quebra o galho quando queremos lembrar qual é a capital da Mongólia ou onde mesmo fica o Lesotho.

World Lens – Rough Guides
Outro famoso guia de viagem, mas nesta versão trazendo um album de viagens inusitado pelos lugares mais inóspitos do mundo. As imagens são lindas e o olhar inusitado revela o objetivo de seus guias.

Wi-Fi Finder
Quer aproveitar todas as dicas acima sem ir a falência com seu pacote de dados? Este aplicativo ajuda a localizar todos os hot spots abertos na sua vizinhança para você se conectar fora do seu quarto de hotel.

Ale Ravagnani

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Descobri que o México fica a 15 minutos de casa

É certo que para se conhecer bem um país, nada melhor do que passar pela culinária, e quando pensamos na comida mexicana aqui em terra brasilis é que percebemos que não temos nenhum grande representante, ou melhor, não tínhamos. O casal de mexicanos Lourdes e Felipe reinventaram o que podemos chamar de restaurante. Apelidaram a casa onde moram de A Casa dos Cariris e, de vez em quando, abrem mediante reserva para simples mortais apreciadores de boas histórias e culinária. Nossos queridos amigos Martha e Eduardo nos presentearam numa dessas raras ocasiões em que um banquete original mexicano foi servido. Claro que eles foram um dos primeiros a descobrirem este lugar mágico. Agora, quando as saudades dos tempos de Cidade do México bate, eles respondem o convite no mesmo dia pra garantir seu lugar na casa da Babete, ou melhor, na casa da Lourdes e confirmam: culinária autêntica ou é nos Cariris ou está a 10 horas de voo de São Paulo.

Enquanto ela fica na cozinha aberta e praticamente junta da sala e das mesas dos comensais, Felipe passa pelas mesas, puxa conversa, conta histórias e nos entretém. Descobrimos que além de artista plástico (www.ehrenberg.art.br), seu filho é um famoso produtor de cinema… mas isso são outras histórias. A da vez é a comida, mas um bom contexto dá outro gostinho à refeição. Desde a entrada na casa amarela, nos damos conta que estamos em território mexicano. Tudo, absolutamente tudo vem de lá. Muita cor, caveiras, e todas as referências pop e artísticas desse rico país estão ali. Cada centímetro é uma lembrança e conta histórias, as pimentas estão espalhadas por todos os lados, secando ou decorando, e a arte e a inspiração dominam os ambientes. O início do banquete foi pelas bebidas. Mulheres nas margaritas e os homens na mistura total, como todo bom mexicano. Começamos com uma michelada, mistura de cerveja com limão, gelo e sal na borda, servido num grande caneco e junto, tequila Don Julio que acompanha sangrita, um pequeno suco de tomate meio adocicado. Junto a isso, como cortesia da casa, uma pequena cumbuca de barro com mezcal, uma bebida feita de agave e que o teor alcólico chega a 52,5%. Só de molhar o lábio parece que já entrou na corrente sanguínea.

Depois dos aperitivos, pra quem escolheu o menu 1, o rico “Arroz moreno”, que lembra de leve o nosso Carreteiro, iniciou o banquete. Para o prato principal, o “Bacalhau de Natal”, em lascas e servido com com um bolo de milho que traz um equilíbrio entre doce e salgado único e percebemos que um foi feito para o outro. Foi de comer de joelhos. Pra quem não tem medo de arriscar a ideia era encarar o “Mole Negro”, prato à base de frango preparado com dezenas de especiarias, à base de cacau e bastante chili. Na Cidade do México, experimentei esta iguaria, mas em outra versão, o “Mole Poblano” no restaurante La Valentina e este não deixou nada a dever, apesar do Felipe dizer que esta versão do prato da região de Oaxaca é completamente diferente das outras. Muitas risadas fecharam essa noite deliciosa em comemoração do meu aniversário. Agora, depois desta noite na Casa dos Cariris, ansiosos esperamos nossa próxima viagem ao México, que fica logo ali em Pinheiros. Ale Ravagnani

Natureza de sobra no norte da Califórnia

Se você estiver em São Francisco, que tal conhecer os arredores da cidade e investir mais alguns dias num dos lugares mais bonitos dos Estados Unidos? Não acredito que você vai voar 14 horas do Brasil e não vai aproveitar mais esse pedaço da Califórnia. Comece bem pertinho de São Francisco. Atravesse a ponte Golden Gate e vá conhecer Sausalito (um táxi da Union Square até lá dá uns US$ 35 ida) e passe umas horinhas pelas lojas, almoce à beira mar comendo frutos do mar e beba uma boa garrafa de vinho branco da região do Napa Valley ou Sonoma. Vale ir só pra fazer isso, ver a cidade de longe, mas com uma visão que não seria possível de outra maneira e voltar. Se estiver sol, melhor ainda, senão espere o tempo firmar para ir.

Sausalito

Sausalito

Em direção ao estado de Nevada, alguns parques nacionais merecem cada curva da estrada até chegar. Primeiro reserve dois dias para o Yosemite National Park, um bonito parque com muitas montanhas e picos de granito, marco mundial para muitos alpinistas ou turistas que preferem a vista de baixo mesmo. Além disso, cachoeiras no verão e ursos ocasionais para os sortudos. No inverno o visual muda radicalmente e o parque fica coberto de branco. Outra região bacana onde no inverno é uma badalada estação de esqui é o Lake Tahoe, bem na divisa com Nevada. Se esquiar não for sua praia, o verão é a estação ideal com muita natureza pela frente.

Yosemite National Park

Yosemite National Park

Yosemite National Park

Lodge no Yosemite

Depois as opções mais urbanas vão aumentando conforme você desce, mas já que falamos em vinho, antes vá um pouco para o norte e ainda próximo a São Francisco e conheça a região do Napa. O vinho da Califórnia vem sendo reconhecido mundialmente e é uma delicia ir parando pelas vinícolas e descobrir o que cada uma tem de melhor. Vá no estilo do filme Sideways e esteja preparado para muitas boas surpresas, pare nas cidadezinhas, curta o dia visitando os vinhedos e faça muitas degustações e à noite jante em lugares surpreendentes, inclusive o 3 estrelas Michelin, The French Laundry, que fica na cidade de Yountville. Uma das vinícolas mais famosas é a Robert Mondavi, mas as pequenas tem um charme bem especial e são menos industrializadas, apesar da visita ser muito instrutiva, onde começamos pelos vinhedos, depois passamos pelos processos do vinho, visitamos as adegas e terminamos na melhor parte, que é a degustação, porque ninguém é de ferro. Tente marcar com alguma antecedência um passeio de balão para sobrevoar os campos, mas confirme um dia antes porque o tempo pode trazer uma surpresa e o balão não levantar voo como foi em nosso caso.

Vinícola Robert Mondavi, Napa Valley

Vinícola Robert Mondavi, Napa Valley

Vinhedos no Napa Valley

Pinot Noir na Robert Mondavi

Descendo para o sul em direção a Los Angeles, 3 cidades são muito especiais no caminho, e ainda ficam próximas a São Francisco. Santa Barbara é uma antiga missão espanhola e hoje transborda em charme e é inevitável pensar como deve ser gostoso morar num lugar daqueles. Tudo é perfeito, os jardins das casas, a limpeza das ruas, a educação das pessoas. Escolha um hotel charmosinho, dos menores possíveis e faça uma lua de mel lá. Continuando, pare em Monterrey e visite o maior aquário da américa. Se for no meio do ano, é a melhor época para avistar baleias e vários barcos partem em direção a elas para você conhecer esse “bichinho” mais de perto. É avistar baleia ou ter seu dinheiro de volta. Posso garantir que quando visitei a Califórnia pela primeira vez há muitos anos atrás, eu não me decepcionei e várias saltaram bem na frente do nosso barco. E a última parada (se você quiser, senão continue até LA) é a cidade de Carmel, outra cidadezinha da classificação das mais charmosas do mundo, que também fica à beira mar e que merece a continuação da lua de mel. De dia um visual de tirar o fôlego pela estrada que vai margeando a costa, a número 1 e de noite gastronomia e a tranquilidade que o corpo precisa para se recuperar das ladeiras de S. Francisco. Ale Ravagnani

Chegada no Lake Tahoe

Lake Tahoe

Lake Tahoe

Lago congelado próximo ao Lake Tahoe

I left my heart in San Francisco

Ponte Golden Gate no por do sol

A Califórnia é um dos poucos lugares do mundo que transpiram liberdade e irreverência, as pessoas são mais leves, todo mundo parece estar de bem com a vida. Não sei se é a luz da cidade, ou se somos nós que enxergamos com outros olhos, mas que é diferente, isso eu não tenho dúvida. São Francisco são várias cidades em uma só. Pode ser dinâmica e movimentada com seus escritórios e toda a influência do Vale do Silício que traz para ela um ar de tecnologia e dinamismo. Aliás, em qualquer café ou restaurante que se entra, a internet é gratuita e grande parte das pessoas estão conectadas, inclusive eu que não perdia a oportunidade de ver meus emails na hora do almoço. Outro lado marcante da cidade são as compras, para deleite dos brasileiros que não perde uma boa oportunidade. A região da Union Square é super agitada e todas as lojas do mundo estão por ali. Mas vale ir lá também pela praça que é uma delícia e os prédios emolduram os quatro lados num conjunto arquitetônico que mistura o antigo e o moderno de maneira especial. Não há como não perceber turistas e locais fazendo da praça seu restaurante na hora do almoço. Mas já que você está ali perto, aproveite pra dar uma caminhada até a filial do MOMA, o Museu de Arte Moderna. O acervo é um dos melhores dos Estados Unidos, tem um café bem gostoso e claro, como estamos falando de compras em tempos de dólar baixo, a loja do museu é irresistível. Você vai encontrar livros e objetos de arte da mais alta qualidade e criatividade que não encontraria em nenhum outro lugar. O prédio do museu foi projetado por um arquiteto suíço chamado Mario Botta e é um dos marcos da cidade, mas para você ter a melhor visão dele, ande em direção ao Yerba Buena Gardens, que com mais distância o domo fica mais visível e as fotos ainda melhores. Aproveite os jardins e se jogue na grama ouvindo o barulho da água das fontes e a tranquilidade do lugar. O complexo também concentra outros museus menores que valem a pena.

"Heart Parade" na Union Square

San Francisco MOMA

Interior do Museu de Arte Moderna

Tai Chi no Yerba Buena Gardens

Agora é hora de se misturar com multidões de turistas e ver o lado mais turístico da cidade, mas já que somos turistas, que mal tem nisso? O destino é o Fisherman`s Wharf e o Pier 39. Mais lojas, restaurantes, cafés, mágicos, estátuas humanas, leões marinhos e uma vista linda da Baía de São Francisco fazem o lugar ter a fórmula completa para algumas horas serem gastas por ali. Já dá pra ver um pouquinho da ponte Golden Gate bem de longe, mas esta é a próxima parada. Se possível alugue uma bicicleta em um dos muitos lugares disponíveis da cidade, atravesse os 2,7 km pedalando na ponte mais famosa e bonita do mundo e volte de barco. É só embarcar com a magrela que está tudo bem, assim você tem duas visões distintas da ponte que não é dourada, apesar do nome. Se não enjoar de andar de barco, recomendo tomar outro até a Ilha de Alcatraz, onde funcionou o presídio e hoje é um museu. Já escrevi sobre ele no Blog e recomendo muito a visita.

Região do Fisherman`s Wharf

Pescador e Ilha de Alcatraz ao fundo

Ponte Golden Gate

Mas São Francisco ainda tem mais pra se ver. Vá ao bairro Haight-Ashbury e conheça a antiga rua hippie Haight Street. Alguns ainda dão as caras por lá, mas como ela foi um ícone nos anos 60, é divertido andar por ali. Repare na arquitetura vitoriana das casas que estão por todos os lados é dá um charme todo especial na cidade. Com certeza você vai passar por várias ladeiras, que é outro marco, mas aí espero que você esteja dirigindo, porque a pé ninguém aguenta. Chegue até Russian Hill e passe pela Lombard Street, a rua com mais curvas que existe. Este trecho pitoresco é de apenas um quarteirão que rendem boas fotos. Suba a pé e desça de carro. Na vizinhança ao lado, em Telegraph Hill fica a torre art deco de 64 metros Coit Tower e, se você estiver bem de fôlego, suba a pé para ter uma linda vista da cidade. E não podia me esquecer de falar sobre o meio de transporte imperdível que são os bondinhos e um deles pode te levar da badalada Market Street que fica próxima a Union Square até a parte de cima da Lombard. Recupere o fôlego, deixe o preconceito de lado e passeie pelo Castro, o bairro gay da cidade mais liberal do mundo e veja como realmente ali as coisas acontecem de maneira diferente e a liberdade de expressão fala mais alto. Depois de andar tanto na cidade das ladeiras, termine no Golden Gate Park, que é uma enorme área verde da cidade, cheio de atrações mas sem dúvida muito relaxante. Ale Ravagnani

Coit Tower em Telegraph Hill

 

Manobra do bondinho na Market Street

Skyline de São Francisco

A cidade vista da Coit Tower

Mural interno na Coit Tower

Barcos no Pier

Escultura na cidade

Área interna no MOMA

A irreverência da Califórnia

O colorido da arte

Show aéreo no Fisherman`s Wharf, Columbus Day

Congestionamento no Moscone Center

Museu Yerba Buena

Pose no Jardim Japonês, Golden Gate Park

Amelia Earhart cruza o mundo quando o mundo ainda era grande

Amelia Earhart e seu avião Beech-Nut

A história de vida da pioneira da aviação americana Amelia Earhart até hoje fascina pela coragem e ousadia. Numa época em que a aviação comercial estava começando a engatinhar, ela foi a primeira mulher a voar sozinha pelo Oceano Atlântico em 1930, depois foi novamente pioneira ao cruzar os Estados Unidos costa a costa em 32, além de ser a 1ª pessoa a cruzar do Havaii para a Califórnia em 35, dentre outros grandes feitos e recordes que ela alcançou. Hoje ela é lembrada como ícone feminista talvez por sua independência e pelo apoio que dava a outras mulheres, mas mais do que tudo, ela era inspirada e fascinada pelo mundo, uma viajante que queria chegar o mais longe possível numa época que não haviam meios para isso, então ela foi por conta própria, aliás, por sua conta e risco. Em 2 de julho de 1937 Amelia desapareceu no Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo. No ano passado foi lançado o filme Amelia dirigido por Mira Nair e muito bem interpretado por Hilary Swank como a aviadora, além dos atores Richard Gere e Ewan McGregor. Para ver e viajar com esta grande inspiradora de todos os viajantes. Ale Ravagnani

“ Todo mundo tem oceanos para cruzar, desde que tenha a coragem de fazê-lo. É irresponsável? Talvez. Mas que sonho conhece fronteiras? ” Amelia Earhart, 1897-1937

Amelia e seu Electra

Na cabine do Electra

A triste notícia de julho de 1937

 

Parque Yellowstone. O Zé Colméia mora aqui

Juro que desta vez vou tentar falar menos e mostrar mais. O parque Yellowstone dispensa muito blá blá blá para descrevê-lo. Basta ver as imagens para se dar conta disso. As cores parecem que foram mexidas no photoshop de tão fortes e improváveis que são. É uma região de extremos dos Estados Unidos, começando pela localização no estado de Wyoming, lá em cima quase no Canadá e fronteira com Montana, Utah e Idaho.

Jackson, Wyoming. De volta ao velho oeste

Entrada do parque nacional Grand Teton, Wyoming

As grand tetons, do parque de mesmo nome criado em 1929

Cuidado com os ursos!

Bald Eagle, águia símbolo do país

Vista do Jackson Lake, Grand Teton

Tudo começa na cidade de Jackson, no verão porta de entrada dos parques e no inverno uma das melhores neves para esquiar. Dirija do aeroporto de Salt Lake City, sim a cidade além de ser famosa pelos mormons, fica à beira de um grande lago de sal, e pare por uma ou duas noites em Jackson para conhecer o Parque Grand Teton com suas montanhas altíssimas e visual deslumbrante. Por ser vizinho do Yellowstone, não perca de jeito algum e faça a escala. Chegando ao 1º parque nacional americano, criado em 1872, você está entrando em outro mundo e irá ver o que nunca pensou existir na terra, ou melhor, que está ainda se formando. Seja pelos contrastes de quente e frio ou da terra em constante ebulição numa área de intensa atividade vulcânica. Tudo ferve logo ali pertinho da gente e do lado de fora, mesmo no verão, o frio é de rachar. E dizem este ser o maior vulcão ativo da terra! Geysers por todos os lados jorram água fervendo há muitos metros de altura, piscinas que brotam da terra com cores impensáveis, canyons com tonalidades que vão do branco, passando por amarelo, vermelho e marrom, cachoeiras altíssimas, vida animal abundante (dizem até que o urso Zé Colméia mora ali, apesar de não ter topado com ele) e uma estrutura com tudo que precisamos para uma viagem memorável. Prepare a retina, a câmera fotográfica e o corpo, já que se chega a todos os lugares de carro, mas sempre uma caminhada nos espera pela frente, sem contar a altitude que já sentimos de leve em nosso fôlego. O programa noturno no parque é descansar pra começar um novo dia de descobertas, mas sem antes provar a ótima truta dos rios gelados da região e um céu com tantas estrelas que não vimos há muito tempo. E isso é só um pouquinho do que tem por lá. Ale Ravagnani, com a colaboração de Rino e Marcio

Entrada oeste de Yellowstone no estado de Montana

Congestionamento de bisões

O geyser Old Faithful entrando em ação de hora em hora

Cromatic pools, Yellowstone

Mammoth Hot Springs Terraces, Yellowstone

Atividade termal e o lago Yellowstone ao fundo

Lower Falls, Grand Canyon do Yellowstone

Grand Prismatic Spring, Yellowstone

Grand Prismatic Spring, Yellowstone

Great Fountain Geyser, Yellowstone

Mule Deer, Yellowstone

Norris Geyser Basin, Yellowstone

Cromatic Pools, Yellowstone

Cromatic Pools, Yellowstone

Great Fountain Geyser, Yellowstone

Cromatic Pools, Yellowstone

Bull Elk, lago Yellowstone

Lower Geyser Basin, Yellowstone

Pronghorn, Yellowstone

Steamboat Point, Yellowstone

Transporte coletivo no parque

Muitos motivos para você ir a Chicago logo

Skyline visto do Millennium Park

Civilidade em Chicago

Willis Tower, prédio mais alto dos EUA

A primeira opção de metrópole nos Estados Unidos que vem na cabeça quando pensamos em viajar é Nova York, mas até você conhecer Chicago. Não que a primeira não seja sempre surpreendente, mas Chicago é diferente. É uma grande cidade, mas sem a bagunça da cidade grande. A maneira como ela está organizada não amedronta e faz a gente se sentir mais acolhido, mas a melhor definição é que Chicago é linda. Grandes arquitetos deixaram um skyline de fazer inveja e uma grande atração é sair a procura dos grandes ícones, seja caminhando pela cidade ou fazendo sob um outro ponto de vista, através de um passeio de barco pelos canais e que termina no grande Lago Chicago. O guia do tour conta a história detalhada de cada edifício, fatos atuais, datas e curiosidades. O edifício mais alto dos Estados Unidos e o 5º maior do mundo com 110 andares é o antigo Sears Tower, hoje com novo nome e chamado Willis Tower, e depois do passeio de barco não deixe de subir lá em cima para ter uma fantástica visão 360º da cidade. Outro grande marco é o par de edifícios redondos Marina City, uma mistura de prédio comercial e residencial construído em 1964 pelo arquiteto Bertrand Goldberg. Mas o maior arquiteto da antiga cidade do Obama é Frank Lloyd Wright. Num suburbio bacana de Chicago chamado Oak Park, Wright começou sua carreira e construiu sua primeira casa em 1898 no estilo Prairie, o único estilo arquitetônico genuinamente americano. A casa-estúdio é aberta para visitação e nos damos conta de cada detalhe que só grandes arquitetos poderiam pensar. Na vizinhança várias outras casas de sua autoria podem ser vistas pelo lado de fora. No total o arquiteto fez mais de 1.000 projetos, sendo que 500 deles foram executados.

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Nathan G. Moore House, Frank Lloyd Wright 1895

O que também faz a diferença na cidade são as atrações ao ar livre espalhadas por toda parte, pelo menos para serem curtidas no verão, como o Navy Pier que se estende sobre o lago e é um passeio gostoso numa tarde ensolarada e o Millennium Park, que daria um capítulo à parte. O “feijão”, apelido da escultura interativa do artista Anish Kapoor (o nome oficial é Cloud Gate), é um exemplo de como a arte pode se aproximar das pessoas. De maneira lúdica, não tem quem não fique intrigado com essa obra e não brinque com os reflexos. Ao lado, a Crown Fountain é outro grande exemplo. Além de ser arte, ela é puro entretenimento. Caminhando mais um pouco, chegamos no Jay Pritzker Pavillion, auditório projetado por Frank Gehry e que traz sua marca que vemos em tantos outros projetos, o metal parecendo maleável e orgânico. Quando a luz estiver indo embora e a arquitetura não ficar mais tão interessante, corra para o Chicago Art Institute, um dos museus mais completos e importantes do mundo.

Cloud Gate, Millennium Park

Crown Fountain, Millennium Park

Navy Pier

Navy Pier, roda gigante de 1893

E quando a luz do dia estiver definitivamente ido embora, é hora de curtir a noite. A cidade é famosa pelos clubes de jazz e blues e boas opções não faltam para os notívagos. Fomos ao Back Room, casa pequena e intimista, ficamos cara a cara com uma das vozes femininas mais bonitas que já ouvimos e tivemos uma noite maravilhosa ao som de clássicos do soul music, pagando a barganha de US$ 20 por pessoa com bebidas.

Union Station, set de filmagem de Os Intocáveis

Agora, se você quiser conhecer Chicago pelos olhos de alguns diretores de cinema, não deixe de ver os seguintes filmes, todos filmados na cidade. Atenção, câmera, ação!

• Inimigo Público – 2009
• Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) – 2008
• Estrada da Perdição (Road to Perdition com Tom Hanks) – 2002
• Alta Fidelidade (High Fidelity de Nick Hornby e dirigido por Stephen Frears) – 2000
• O Casamento do meu Melhor Amigo (Julia Roberts) – 1997
• O Fugitivo (The Fugitive com Harisson Ford) – 1993
• Candyman – 1992
• Cortina de Fogo (Backdraft com Robert de Niro) – 1991
• Esqueceram de Mim (Home Alone com Macaulay Culkin) – 1990
• Harry e Sally: Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally) – 1989
• Os Intocáveis (The Untouchables de Brian de Palma) – 1987
• A Cor do Dinheiro (The Color of Money) – 1986
• Ordinary People (dirigido por Robert de Niro e Oscar de melhor filme) – 1980
• Intriga Internacional (North by Northwest de Alfred Hitchcock) – 1959

Marina City

Canais e caiaques em Chicago

Vista de barco dos canais

Ale Ravagnani com a colaboração de Rino, Marcio, Beto e Mila