Tiradentes. Êta trem bão, sô!

Tiradentes e suas ladeiras

Rua vista da Igreja Matriz

Cair da noite

Rua típica da cidade

Nenhuma outra cidade do interior do Brasil, conseguiu aliar características tão bacanas quanto a pequena Tiradentes, no interior de Minas Gerais. Motivos de sobra para atrair visitantes de todos os gostos.
Agora que as chuvas passaram e tudo volta ao normal, quem não conhece esta jóia da arquitetura barroca, vai se encantar.
Tenho muitos motivos para convencer a qualquer um e vou listar o que pra mim é de mais evidente, mas sempre digo que cada pessoa faz suas próprias descobertas ao viajar, e com certeza outros atrativos surgirão quando você for a Tiradentes.

1. Arquitetura colonial intacta

Matriz de Santo Antônio

Matriz de Santo Antônio

Interior de ouro da Matriz

Relógio de Sol em pedra sabão

Casario colonial típico

Chafariz de S. José

Poucas cidades do Brasil tem um patrimônio artístico tão impresssionante que se manteve ao longo dos séculos. A cidade cresceu de maneira ordenada e bem preservada. O casario colonial continua lá como foi concebido no início de 1700, graças à abundância do ouro. A Matriz de Santo Antônio construída em 1710 é a segunda igreja com mais ouro do Brasil e o órgão de tubos de 1788 é considerado um dos mais importantes do mundo e acontecem recitais às sextas-feiras à noite para ajudar você a voltar no tempo.

Muitas outras igrejas, também históricas, estão pela cidade inteira, e outros marcos históricos como o Chafariz de São José, o calçamento original, museus e monumentos estão ao seu alcance bastando uma simples caminhada pela cidade. Uma curiosidade é que a Rede Globo e muitos diretores de cinema utilizam a cidade como um cenário a céu aberto e fazem dela uma locação autêntica de época. Nenhuma outra cidade foi tão filmada, talvez graças ao bom estado de preservação, à fiação subterrânea dos postes que não deturpa o visual ou ao simples motivo de que passear por Tiradentes é quase que viver em outra época.

2. Uma região que respira arte

Atelier em Bichinho

Artesão de pedra sabão

Loja em Tiradentes

Arte em tecido

Flores de metal e sucata

Diferença no detalhe

Cerâmica do Vale do Jequitinhonha

Prepare-se para entrar nas lojas de móveis, antiguidades e visitar os ateliers de arte. São muitos e estão por todos os lados. No centro histórico bons ateliers que produzem arte como bordados, esculturas em madeira, estanho e pedra sabão e bons móveis dominam o comércio. No início da cidade, antes de acabar a estrada, boas opções de antiquários e fabricantes de móveis estão nos dois lados da via.

– Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

A vila de Bichinho, a poucos quilômetros de Tiradentes, sofreu uma completa mudança depois que a Oficina de Agosto, do artista plástico Toti chegou e começou a desenvolver os habitantes locais para criar um artesanato mais elaborado e criativo. Dezenas de outros ateliers surgiram e deram uma cara de Vila Madalena (bairro paulistano com muitos artistas, galerias e lojas criativas) para o sertão de Minas, mudando completamente o que é produzido e agregando valor e personalidade ao local. Hoje são dezenas e pequenos ateliers e lojas onde é fácil passar o dia visitando e se inspirando.

Outras cidades vizinhas se especializaram em ramos diversos e oferecem o que de melhor se produz na região.

– Resende Costa

Esta pequena cidade tem o tear como sua melhor expressão, com uma grande produção de tapetes, cortinas e tudo mais que se pode se fazer em tecido de tear.

– Coronel Xavier Chaves

O Engenho Boa Vista é considerado o mais antigo em atividade no Brasil e produz boa cachaça. Além disso, se você procura esculturas ou objetos utilitários em pedra sabão, está no lugar certo, mesmo que seja somente para apreciar o trabalho dos artesãos.

– São João del Rei

Igreja projetada por Aleijadinho

Rua das Casas Tortas, S. João del Rei

Aqui a atração não é somente o artesanato, mas se esta for sua intenção, procure pelos produtores de estanho. São vários fabricantes e estes possuem lojas de fábrica. Mas não deixe de visitar o casario barroco e seus antigos solares, como o dos Neves, as igrejas que o Aleijadinho projetou e caminhar pela rua das Casas Tortas.

3. Ótima gastronomia

A simpatia da Chef Beth Beltrão, Viradas do Largo

Não é só pelo Festival Gastronômico que acontece todo mês de agosto, que a fama de se comer bem em Tiradentes correu por aí. Além da maravilhosa comida mineira como o excelente Viradas do Largo comandado pela super chef Beth Beltrão, mas também pela diversidade da culinária local. Cuidado com os preços altos e muitas vezes é obrigatório fazer reserva para jantar, mas alguns italianos chamam a atenção como a Trattoria Via Destra, a pizza do Atrás da Matriz é bem gostosa para os domingos, o restaurante Tragaluz e sua comida mais elaborada surpreende na apresentação, cenário e a comida é de qualidade e o Theatro da Villa principalmente pelos altos preços, apesar de ter uma culinária bastante inspirada. Mas no fim da viagem, percebemos que todos os caminhos nos levavam à Beth. Obrigado pelo carinho e amor com que você faz seus banquetes.

4. Atrativos para todas as idades

Maria Fumaça saindo de Tiradentes

Como antigamente...

Museu do automóvel

Não é só para os mais velhos que Tiradentes costuma ser atrativa. Uma autêntica Maria Fumaça, numa rota que liga a cidade até São João del Rei, parte aos finais de semana numa volta ao tempo do pouco que sobrou do transporte ferroviário no Brasil. A viagem na composição puxada pela locomotiva construída na Filadélfia tem um ar de antigamente e nos dá a oportunidade e viver algo em esquecimento por aqui. Mas outros atrativos não faltam, como diversos cavalos que puxam charretes pelo centro histórico, um tour noturno patrocinado pelo Museu do Automóvel perto de Bichinho, o Festival de Cinema de Tiradentes que acontece em janeiro ou simplesmente o não fazer nada e aquela preguiça de depois do almoço que este tipo de lugar convida. Não que o tutu de feijão não tenha parte da culpa…

5. Natureza privilegiada

Vista da Serra de São José

Vista da cidade do Morro da Igreja S. Francisco de Paula

Natureza até na cidade

A Serra de São José domina a paisagem e o paredão de mais de mil metros de altura emoldura a cidade e dá uma vasta opção de passeios ecológicos e caminhadas. No caminho, uma vegetação bastante rica e cachoeiras para se refrescar. Sem contar com trechos da antiga Calçada do Ouro, onde os escravos passavam com os carregamentos de ouro. Os passeios são mais apropriados para serem feitos com guias locais e podem ser feitos a pé ou de Land Rover por outras trilhas.

6. Excelente infraestrutura

Hotel Solar da Ponte

Pousada Lis Bleu

As pousadas surgiram por todos os lados e para todos os bolsos. Você tem a opção de ficar no majestoso Solar da Ponte, um dos casarões mais bonitos de Tiradentes, onde é servido um autêntico chá inglês com sotaque mineiro todas as tardes ou ainda ficar com muito conforto em lugares menos ostensivos como a novíssima Pousada Lis Bleu, que um casal de paulistanos montaram a cerca de um ano com muito bom gosto e romantismo. Os quartos ficam espalhados pelo terreno, em pequenos conjuntos com bastante privacidade, o café da manhã é indescritível e um queijo da Serra da Canastra está à disposição para ser derretido na chapa do fogão à lenha que está sempre à postos. Além disso, sucos naturais, bolos, pães, tudo super caseiro e com gostinho de Minas. Se sobrar tempo, aproveite a pequena piscina e a sauna localizados na parte mais alta da pousada e com uma linda vista de toda a Serra e parte da cidade.

Nos finais de semana o apito da Maria Fumaça soa logo abaixo, já que estamos vizinhos da antiga estação de trem.

Êta trem bão, sô!

Ale Ravagnani

São Paulo vista num voo panorâmico ou dos edifícios mais altos da cidade


Região do bairro do Sumaré e da Paulista

Edifício Itália no centro de São Paulo

Quase não conseguimos mais perceber a cidade. Seja pela pressa por que passamos por ela, seja pela alta concentração de tudo, de pessoas, carros, concreto e a dificuldade de separar o joio do trigo, a bagunça da boa arquitetura. Tudo é superlativo numa das maiores metrópoles do mundo e na maior cidade brasileira. Do alto conseguimos prestar atenção em detalhes que nosso dia a dia não permite, e melhor, o ângulo é único.

Se você não tiver oportunidade de fazer um voo panorâmico pela cidade, alguns outros pontos podem ajudar a ter aquela visão de tirar o fôlego, e ver aquele mar de prédios de cima e longe da multidão. No alto do 41º andar do Edifício Itália ou a 165 metros do chão, no centro da cidade, um jantar no Terraço Itália vale pela vista e hoje em dia também pela comida que recentemente foi renovada pelo chef italiano Samuele Oliva (ex-chef do restaurante Piselli). Outro lugar que vale tanto pela vista quanto pela refeição é o Arola Vintetres, do estrelado chef catalão Sergi Arola, que fica no alto do Hotel Tivoli Mofarrej, na região da Av. Paulista. Nesse caso a experiência gastronômica é tão elevada que quase se esquece de olhar pela janela para admirar os prédios da Paulista. E uma última opção, mas numa escala menor porém não menos bonita, o alto do Hotel Unique abriga um restaurante aberto também para quem não está hospedado, o Skye. Almoçar ou jantar à beira da piscina vermelha do hotel e emoldurado pela vista do Jardim Europa, um dos bairros residenciais mais arborizados de São Paulo, apresenta uma cidade numa escala muito mais acessível e menos agressiva. Seja qual for suas escolhas, São Paulo combina com uma boa refeição. Escolha pelos dois, começe com o voo e termine com um bom jantar.

Bairro do Brooklin e região da Berrini

Ponte Estaiada e o Rio Pinheiros

Shopping Market Place e Morumbi

Estação Elevatória no Rio Pinheiros

Esporte Clube Pinheiros

Ponte do Morumbi e ciclofaixa do Rio Pinheiros

Bairro do Morumbi

Auditório do Parque do Ibirapuera

Estádio e clube do Palmeiras

Igreja

Viaduto do Chá no Vale do Anhangabaú

Carga e Descarga

Tenda do Cirque du Soleil no Parque Villa Lobos

Rotatória

Playcenter

Auditório do Anhembi

Ale Ravagnani

Brasil. A 31ª “marca” mais forte do mundo

Parece estranho, mas sim, os países são avaliados como marcas e acaba de sair o ranking da FutureBrand, que avaliou a força da “marca” de 113 nações do mundo, o Country Brand Index (CBI), e o Brasil ficou em 31º colocado, ou seja, o nome Brasil mundo afora e o que ele significa para as pessoas está representado nesta avaliação e no incrível crescimento de 10 posições em apenas um ano desde a última avaliação.

Diversos fatores são analisados, entre eles a qualidade de vida no país, facilidade para geração de novos negócios, consciência ambiental, cultura, liberdade política, sistema jurídico, liberdade de expressão e o turismo, no qual o Brasil aparece como o segundo País com as melhores praias, perdendo somente para a Austrália, e como o terceiro no ranking de vida noturna, atrás de Estados Unidos e Grã-Bretanha.

Entre os Brics, a liderança é da Índia, que fica com a 29º posição, mas o relatório afirma que “o Brasil é a estrela em ascensão do grupo”. Sediar grandes eventos como Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, além do crescimento da economia, explicam a performance do Brasil.

Na América Latina, o único país à frente do Brasil é a Costa Rica, que ocupa a 24ª posição.
E as marcas-país mais fortes do mundo são o Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Japão, Austrália, Estados Unidos, Suécia, Finlândia, França e Itália que ocupam as 10 primeiras posições no ranking feito através de entrevistas realizadas em julho de de 2011 com 3,5 mil turistas e empresários, além de dados de 102 especialistas e 14 pesquisas de mercado.

Baia dos Porcos e Morro Dois Irmãos em Fernando de Noronha

Fernando de Noronha ajuda à ótima classificação do Brasil no quesito praias

Porto de St. Antônio em Noronha no pôr do sol

Porto de St. Antônio e Morro do Pico ao fundo

Morro do Pico, cartão postal de Noronha

Praia do Cachorro na Vila dos Remédios, Noronha

Praia da Cacimba do Padre, Noronha

Lagarto que compõe a fauna da ilha

Morro do Pico em Fernando de Noronha

Ale Ravagnani

Halloween, Dia de los Muertos ou Dia das Bruxas. É hoje!

Seja onde for, hoje é dia 31 de Outubro e dia de comemorar o Halloween nos Estados Unidos ou o Dia dos Mortos no México no dia 02 de novembro. No Brasil as escolas de inglês acabaram aderindo às brincadeiras da comemoração e pouco lembram do Feriado de Finados que vem 3 dias depois. Mas é no México que as tradições falam mais alto e a população comemora festejando nos feriados, com comidas típicas, muitas flores, caveiras, doces e acredite se quiser, alegria. Trick or treating? Ale Ravagnani

Artesanato típico feito com recortes de papel no México

Vitrine de loja na Cidade do México

Oferendas no bairro de San Angel, Cidade do México

Típico Dia de los Muertos, México

Dia de los Muertos, San Angel

Mais oferendas ao dia dos mortos no México

Sábado de novembro no mercado de San Angel

Doces em formato de caveira, México

Quer ser enterrado vivo? Aqui você pode

A morte virou arte pop

Rua "enfeitada" na Cidade do México

Decoração do restaurante mexicano temporário A Casa dos Cariris, São Paulo

Dean & Deluca no bairro do Soho, Nova York

Oferta de abóboras para Halloween em Boston

Estoque para o Halloween, Boston

31 de outubro, Halloween

De volta ao tempo entre Paraty e o Rio de Janeiro

Viajar ao estado do Rio de Janeiro vai além de sol e belas paisagens, é beber da nossa história direto da fonte.

A pouco mais da metade do caminho entre São Paulo e o Rio, meio que escondida na Serra do Mar, fica a bela cidade histórica de Paraty. Fundada em 1667, a cidade passou por momentos áureos, primeiro como um grande centro produtor de cachaça, chegando a ter mais de 250 engenhos de cana de açúcar para a produção da aguardente e no século XVIII, foi um importante porto por onde se escoava o ouro e as pedras preciosas que vinham de Minas Gerais e iam em direção a Portugal. Mais recentemente, com a descoberta pelos turistas, principalmente após a abertura da Rodovia Rio-Santos na década de 70. Espremida entre a Serra da Bocaina e a Serra do Mar, Paraty é única no Brasil. São ilhas e mais ilhas, algumas completamente intocadas e um mar de cor verde sem igual. No lado da Bocaina, a impressão é de se estar no campo, e muito longe do mar, mas basta achar uma brecha entre as montanhas pra encontrar o mar ao longe. E de barco, quanto mais se distancia da costa, mais preservada se encontra a natureza. Na cidade, são Igrejas centenárias e casarões históricos por todos os lados. Símbolos maçons são vistos em muitas de suas construções, mas seus significados hoje em dia são muito mais estéticos do que qualquer outra coisa. Um dia nublado na cidade pode significar um grande dia de caminhadas e descobertas pelas pedras desiguais das ruelas de Paraty e um grande dia tanto quanto se você estivesse nas praias das ilhas logo ali em frente. É uma troca sem perda alguma.

Ilha do Cedro na Baia de Paraty

Vista da Pousada Arte Urquijo em Paraty

Casario histórico de Paraty

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, Paraty

Casa próxima ao cais de Paraty

Vendo o tempo passar, Paraty

Já chegando ao Rio de Janeiro e continuando sua busca pela história, uma parada no centro convida uma volta ao tempo. A Confeitaria Colombo foi fundada em 1894 e não é só pelo concorrido salão de chá que fica apinhado de cariocas e turistas. Sua arquitetura impressiona e na época só rivalizava com as confeitarias de Paris ou Londres. Hoje impressiona muito mais, já que seus mais 100 anos de história não ofuscaram seu glamour, pelo contrário, é uma ilha no meio da cidade, um lugar para parar e esperar o tempo passar, ou até mesmo voltar nele, e tentar se transportar para sua época de ouro, imaginando como eram as pessoas e o que aquilo tudo representava. Hoje em dia, a disputa por uma mesa é grande, assim como as opções do cardápio. Num fim de tarde corrido, depois de desistir de enfrentar a fila para sentar, recorri ao balcão mesmo e provei um gostoso bolinho de bacalhau e para recuperar as energias, uma torta doce mil folhas de cair o queixo. Mas as opções são muitas e um desfile de chás, doces e salgados estão à espera daqueles sortudos de verdade que estão ali sem pressa e sem precisar olhar para o relógio, assim como era a vida 100 anos atrás.

Confeitaria Colombo, Rio de janeiro

Belle Époque da Confeitaria Colombo

Linda arquitetura Art Nouveau

Disputado salão da Confeitaria

Vitrais do teto da Colombo

Mosteiro de São Bento fundado em 1590 no Rio de Janeiro

Mosteiro, a casa dos monges beneditinos

Ale Ravagnani

Oscar Niemeyer deixa Curitiba ainda mais bonita

Museu do Olho - MON em Curitiba

Curitiba vem ao longo dos anos se tornando mais do que uma cidade com índices invejáveis em civilidade e qualidade de vida. Desde quando o prefeito Jaime Lerner estava na ativa, revolucionando e trazendo soluções para a cidade, o urbanismo é assunto levado muito a sério na cidade.

Em 2002, quando o Museu Oscar Niemeyer – MON, vulgo Museu do Olho, projetado por Oscar Niemeyer foi inaugurado, este olhar para o futuro volta a pairar na cidade. Além de ser uma obra realmente diferenciada do arquiteto, trouxe mais personalidade para Curitiba e ajudou grandes exposições terem uma casa à altura de seus artistas. Localizado no Centro Cívico de Curitiba, tendo ao fundo o Bosque do Papa, o traço do mestre está ali mais do que presente.

Lateral do prédio de Oscar Niemeyer

Desafiando a lei da gravidade

Descobrindo Niemeyer em cada detalhe

Estive dezenas de vezes na cidade, mas sempre à trabalho, e para mim a viagem não estava completa se no caminho aeroporto-agência-cliente-aeroporto, ao menos eu não colocasse meus olhos neste olho que estava sempre onipresente. Algumas vezes tive a felicidade de ver grandes exposições, como a dos grafiteiros Os Gêmeos e a do escultor inglês Henry Moore, guiado pelo criativo e meu amigo Eto Bastos, além da equipe de criação da agência em ótimos momentos de descompressão. Finalmente os grandes artistas tem a melhor moldura que eles poderiam imaginar em Curitiba.

Qualquer semelhança com Brasilia não é mera coincidência

Interior do Olho e os desenhos do arquiteto

Se estiver pela cidade, não deixe de ver por nada.
Até o dia 14 de agosto, está em cartaz no MON a exposição Dores da Colômbia do maior artista do país, Fernando Botero. São 67 obras, incluindo 6 aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas, produzidas entre 1999 e 2004.

Retrospectiva dos Gêmeos realizada no MON

Os Gêmeos brincando com as proporções

Exposição do Botero em Curitiba - foto por Gerson Klaina

Ale Ravagnani

Feliz Dia dos Namorados

Praia do Amor na Pipa, Rio Grande do Norte

São Francisco, Califórnia

Fonte da artista Niki de Saint Phalle, Centro George Pompidou, Paris

Union Square em São Francisco, California

Jardins de rosas do Regent`s Park, Londres

Balcão da Julieta do Romeu, Verona, Itália

Alter do Chão. A praia mais bonita do Brasil fica num rio

Num país com 8.000 kilômetros de costa, dizer que a praia mais bonita do Brasil fica num rio no meio da Amazônia é quase uma ironia. Não qu eu não seja fã de nossos praias, de norte a sul, só as favoritas não cabem nas duas mãos. São muitas top ten e quase sempre bastante distintas, ou seja, tem praia pra tudo quanto é gosto. Porém, o jornal britânico The Guardian, elegeu a praia de Alter do Chão situada na beira do Rio Tapajós na parte amazônica do Pará, como a mais bonita do Brasil e uma das dez praias mais bonitas do mundo.

Lago Verde no Rio Tapajós

Vila de Alter do Chão

Estive neste paraíso de água doce por uma semana, e não tinha a menor vontade de ir embora. Distante 30 Km de Santarém, a vila de Alter fica na margem direita do imenso Rio Tapajós, que é quase um mar de tão imenso e suas praias se formam após a época das chuvas, que vai de janeiro a maio. Entre os meses de setembro a janeiro, as praias de areia super brancas são formadas nas margens do rio. Além das belas praias, no período das cheias (que vai de março a agosto), podemos avistar a Vitória-Régia, uma das maiores plantas aquáticas do mundo. No período das águas baixas (que vai de setembro a fevereiro) as revoadas dos passáros são de perder o fôlego.

Ilha do Amor ainda submersa na cheia

Vista para o Rio Tapajós no Morro da Piroca

Muitas vezes chamada de Caribe brasileiro, ajuda a compor sua beleza a impressionante localização da praia, onde as águas do Tapajós formam o Lago Verde ou Lago dos Muiraquitãs. Seu cartão postal é a Ilha do Amor, onde se chega em meros 5 minutos de catraia, barquinhos equivalentes à nossos taxis, que se pode tomar no centrinho da Vila. Ao chegar na ilha, escolha o quiosque que achar mais agradável, peça seu peixe (pode ser um Pirarucu, Tucunaré ou a fantástica costela de Tambaqui) e combine o horário que deseja almoçar. Aí é só relaxar na praia, mergulhar ou alugar um caiaque para remar pelo Lago Verde. Vida difícil, não é? Quer ver tudo por outro ângulo? Então suba até o Morro da Piroca e depois de um pequeno trekking veja a grandiosidade do Tapajós visto do alto. Outros passeios imperdíveis são pela Floresta Nacional do Tapajós, a Flona, uma reserva florestal de 600 mil hectares repleta de florestas primárias, praias, comunidades e igarapés. A experiência de navegar num pequeno barco passando pelo Rio Amazonas parece completamente for a de cogitação, mas ali é possível. Além de encontrar uma fauna e flora únicas, chegamos na Comunidade Urucureá no Rio Arapiuns, famosa pelo colorido artesanato de palha. O almoço vinha do próprio rio que os barqueiros pescavam e assavam, e para dormir, nada mais que uma rede pendurada no barco. Não era preciso nada mais.

Uma observação: o restaurante mais badalado do Brasil, o D.O.M., é considerado o sétimo melhor do mundo e grande parte dos ingredientes de seus deliciosos e intrigantes pratos vem do Pará.

Por do sol privilegiado visto de Alter do Chão

Passeio em barco Amazônico

Nossa casa por 2 dias no Rio Jari

Projeto peixe-boi

Projeto peixe-boi

Em Santarém, cidade no meio do estado do Pará e equidistante de Manaus e Belém, não deixe de ver o encontro das águas do transparente Rio Tapajós com o barrento Rio Amazonas, que devido às suas diferentes densidades e velocidades das águas, fluem lado a lado sem se misturarem. Se sua escala da viagem for a cidade de Belém, não pense duas vezes em optar por parar ali e curtir alguns dias. Seja pelos contrastes, pela culinária, pelo Mercado Ver o Peso ou por tantos outros bons motivos desta bela cidade. Mas isto já é outra história que depois eu conto aqui.

Visão de camarote

Descobrindo o Mercado Ver o Peso, Belém

Mercado Ver o Peso, Belém

Ale Ravagnani

Rio de Janeiro. Aproveite antes da turma chegar

Vista do Forte de Copacabana

O Rio tem tudo para ser uma das grandes estrelas mundiais do turismo e que agora, pós nominação para as Olimpíadas em 2016 e final da Copa do Mundo em 2014, os olhos se voltarão para ela e o mundo poderá redescobrí-la. Já era tempo para isso acontecer! Como um dos cenários mais espetaculares da terra atraia menos turistas se comparado com outras cidades de porte similar ou até mesmo menor? O Rio não deixa nada a dever a Barcelona na Espanha, Cancun no México, Dubai nos Emirados Árabes e Istambul na Turquia, todas cidades também banhadas pelo mar e com suas dinâmicas ligadas diretamente com a água E todos os 4 destinos citados recebem um número de turistas maior que a nossa tão querida cidade maravilhosa e nenhuma é tão completa ou possui tantos atrativos como aqui.

Vista do Jardim Botânico

Palmeiras Imperiais do Jardim Botânico

O Rio é para se ir sempre, mesmo que somente em um fim de semana. Entre na rotina dos cariocas pra sentir a verdadeira vibração, compre biscoito Globo na praia, caminhe no calçadão pela manhã, ande de bicicleta na Lagoa, tome café da manhã na filial da tradicional Confeitaria Colombo no Forte de Copacabana, passe em alguma das muitas frutarias e peça seu suco feito na hora, nunca pule o happy hour (pode ser no Braca ou em muitos outros), e repita isso todos os dias que você será eternamente mais feliz e muito menos estressado. Se ainda der tempo, aproveite que domingo tem menos trânsito e dirija atá Grumari para tomar a melhor caipirinha de tangerina do mundo e comer uma moqueca no meio de muita vegetação e com vista de perder o fôlego para a Barra de Guaratiba. Procure pelo restaurante da Tia Pamira ou do Bira. Aproveite a viagem e visite o sítio onde viveu o maior paisagista brasileiro, Roberto Burle Marx.

Se bater preguiça de ir longe, o caminho te leva para as ladeiras de Santa Teresa, a Montmartre carioca. A impressão é que se voltou no tempo e o clima bucólico só é quebrado quando se olha para uma das melhores vistas do Rio de Janeiro. O exclusivo Hotel Santa Teresa montado num casarão de 1850 tem um ótimo restaurante, o Térèze, pra se apreciar o clima, o visual e uma culinária de primeira. Procure saber a história do local, que foi o antigo Hotel dos Descasados, além do que os funcionários já irão falar da passagem de Amy Winehouse pelo local. Ou você pode optar pelo restaurante Aprazível, que faz juz ao nome e fica ali pertinho. Em Santa Teresa se encontra o museu Chácara do Céu, onde arte, história e natureza convivem em harmonia. No interior da casa modernista você poderá ver obras de Matisse, Dalí, Miró, Picasso, Debret, Portinari e Di Cavalcanti.

Diversidade no calçadão de Copacabana

Mas o Rio tem muito além das grandes atrações turísticas que todos saber de cor e não preciso escrever aqui. O Jardim Botânico é o grande quintal dos cariocas e andar por seus jardins luxuriantes recupera qualquer mortal de um dia estressante. Repare que pelas árvores centenárias encontram-se macaquinhos, tucanos e muitas outras aves tropicais. Ali perto fica o Parque Lage, que é ótimo para um café da manhã no fim de semana ou quando se tem um pouco mais de tempo pra curtir sem pressa.

Piscina do Copacabana Palace

Vista do Hotel Fasano no entardecer

Porém seu tour ainda não terminou. Caminhar pela orla pode render um dia espetacular. Do calçadão de Copacabana, passando pelo lindo visual do Arpoador, depois Ipanema e finalmente Leblon. Aí entre para o bairro, passeie pela Dias Ferreira e suas charmosas livrarias, tenha uma refeição balanceada, porém muito saborosa no Celeiro ou na filial carioca do paulistano e contemporâneo Carlota e chegue até a Lagoa para terminar de fazer a digestão. Na volta, o happy hour pode ser no badalado hotel Fasano que fica de frente para o mar no metro quadrado mais caro do Brasil. A vista compensa o preço dos drinks ou então rume para a beira da piscina do Copacabana Palace, outra alternativa também classuda. E mesmo que você não esteja hospedado em nenhum desses lugares, termine sua viagem em grande estilo, porque o Rio compensa qualquer extravagância e muitas e muitas idas para viver como um bom carioca da gema.

Os famosos biscoitos de polvilho Globo nas versões doce ou salgado

Ale Ravagnani

Ushuaia, a era do gelo e a cidade do fim do mundo

Tipos de pinguins da Patagônia e da Antarctica

Qual é a sensação de se chegar no fim do mundo? É achar que dali em diante não tem mais nada? Nos esquecemos que a terra é redonda e que isto é um simples ponto de vista. Mas a cidade de Ushuaia localizada no extremo da Patagônia Argentina e da América do Sul, exibe este título e se gaba disso sempre que pode. Como não poderia deixar de ser, talvez por resquícios da antiga briga fronteiriça com o Chile, cada um dos países defende sua cidade como a mais ao sul do mundo. O Chile diz que Puerto Willians é sua resposta e que fica mais ao sul, e realmente é. Mas a Argentina defende Ushuaia para o título dizendo que a cidade chilena é uma simples base naval. De longe e de dentro de um barco, pude notar que Puerto Willians realmente é diminuta e que raramente deve atrair algum visitante. A verdade é que ambas as cidades são praticamente a última povoação da América do Sul antes de chegar à Antarctica. Elas ficam quase uma em frente à outra, situadas na Terra do Fogo com o Canal de Beagle separando-as e fazendo a estratégica ligação entre o Oceano Atlântico e o Pacífico.

Ushuaia e seu aeroporto vistos de cima

Puerto Willians no Chile e o Canal de Beagle

E é justamente a localização de Ushuaia que traz tanta mística e lendas sobre ela. As águas frias atraem uma diversificada fauna com aves como cormorões, pinguins, lobos marinhos e a apreciada centolla, um caranguejo gigante que é uma das grandes estrelas dos cardápios patagônicos. Além dela, que você não vai enjoar mesmo se comer todos os dias, intercale com a fantástica merluza negra (nada a ver com a nossa daqui) e bom apetite! Antes agende um passeio de barco na região do porto e zarpe no horário da tarde para avistar a vida marinha e o Farol do Fim do Mundo, com opção de descer na ilha dos pinguins. Mas o motivo do horário é que na volta, já bem no fim da tarde, o por do sol é um presente com cores que só existem ali.

Porto de Ushuaia

Endurance de 1912 que levou Shackleton à Antarctica

Farol do Fim do Mundo

Ilha dos pinguins no Canal de Beagle

Pinguins no Canal de Beagle

Em Ushuaia opte por um hotel confortável à beira do Beagle e relaxe. Mesmo se você optar por um mais afastado do centro da cidade, o visual compensa. Se der sorte com o tempo, como foi em minha viagem com meu pai, o sol mostra que a natureza está ali bastante intocada e a exploração ainda não está massificada. Se sua viagem for no inverno, siga em frente se você realmente viajar para esquiar, mas não espere grandes infra-estruturas como as estações de esqui mais centrais da Argentina ou do Chile. Gorro, cachecol, luvas e casaco corta-vento tem que fazer parte de sua viagem em qualquer época do ano e prepare-se que o tempo muda sem avisar. Outro atrativo é o Parque Nacional da Terra do Fogo, que você pode fazer em um tour ou então combinar com um motorista de taxi para passar algumas horas ali com você. O início pode ser pelo Trem do Fim do Mundo, uma pequena locomotiva a vapor que passa por um trecho do parque e depois a viagem continua por terra, parando em mirantes e fazendo pequenas caminhadas. Um dos principais atrativos ficam por conta dos castores que foram introduzidos na região por um descuido e hoje fazem barragens imensas, cortando árvores e desviando rios para melhor abrigar sua ninhada e descendentes. Apesar de destruírem a natureza, é uma atração pra nós turistas.

Canal de Beagle perto de Ushuaia

Osso de baleia em restaurante de Ushuaia

Praia em Ushuaia e o Chile ao fundo

Hotel Los Cauquenes, Ushuaia

Casa em Ushuaia

Castoreiras, Parque Nac. Terra do Fogo

Trem do fim do mundo

Mas como esta viagem teve um gostinho especial para mim, em que minha companhia foi ninguém menos que meu pai, optamos por dividí-la em duas partes, o extremo sul que acabei de contar e a região das geleiras, um pouquinho mais ao norte e na fronteira com o Chile e que eu já havia visitado algumas vezes. Ali fica localizado o Campo de Gelo Sul, a maior massa de gelo das Américas e resquício verdadeiro da era do gelo e do que sobrou das glaciações. A partir da cidade de El Calafate (não quero ser repetitivo, portanto veja o post “Patagônia Argentina é logo ali” no blog), e acessível tanto de carro quanto de barco às imensas geleiras e paisagens brancas. Mas desta vez, para mim a novidade nesta viagem foi o Glaciar Upsala, um dos maiores do Parque Los Glaciares, região que concentra grande parte das geleiras na Argentina. Hoje em dia o imenso glaciar está com o acesso mais difícil. O braço do Lago Argentino, onde se chegava de catamarã, está bloqueado por imensos icebergs que não deixam mais os barcos chegarem nem perto de sua base. O caminho ficou mais longe porém muito mais divertido. O barco chega até a Estância Cristina, uma antiga fazenda de ingleses produtores de ovelhas, de lá jipes 4×4 estão esperando para te levar numa sacolejante viagem montanha acima até não haver mais trilhas para carros. A partir daí você está por si próprio e uma caminhada relativamente fácil te leva até a mais bonita de todas as vistas, que se dá para o imenso Glaciar Upsala. É de tirar o fôlego se deparar com tanto contraste e beleza, mas compensa cada tranco no jipe ou escorregada na trilha. Vá com muita expectativa e volte ainda assim surpreendido. Já o famoso Glaciar Perito Moreno é mais fácil de chegar e conhecê-lo, e ainda assim é extremamente belo e parte imperdível da viagem à região. A cidade de El Calafate, base para esta parte da Patagônia, é muito bem organizada e tem toda a infra-estrutura e conforto para o viajante. Aqui o prato principal é o cordeiro patagônico feito no fogo de chão e sempre de comer de joelhos. Só assim pra recuperar seu fôlego e se preparar para mais um novo dia de aventuras que nunca mais sairão de suas memórias. Ale Ravagnani

Icebergs no Lago Argentino

Chegada à Estância Cristina

Trekking para o Glaciar Upsala

Trekking Glaciar Upsala

Glaciar Upsala visto do alto na Estância Cristina

Glaciar Upsala

Praia dos Carneiros é a praia mais perfeita da nossa costa

A uma hora e meio do Recife no município de Tamandaré, esta espetacular praia de Pernambuco é uma preciosidade do nosso litoral e pronta para ser descoberta por muitos. Até a pouco tempo, a praia pertencia a uma única família e pouquíssimas pousadas dividiam os 5 km de areias brancas entre a praia e o Rio Formoso que se juntam confundindo água doce ou salgada. A procura foi aumentando, as pousadas se profissionalizando e ficando mais transadas e aos poucos chamava a atenção dos investidores. Um grande condomínio de luxo, financiado por um grupo espanhol, já está sendo construído no pedaço da praia de rio e planos de alguns resorts já estão no papel, portanto corra antes que o paraíso não seja mais só seu.

Nascer do sol em Carneiros

Dia cheio na praia, perto do Pontal

Piscina natural em frente à pousada Pontal dos Carneiros

Imagine uma imensa fazenda de coqueiros margeando uma praia inteira para nos dar a sombra perfeita. Somado a isso, curvas sinuosas quebram a monotonia da paisagem, piscinas naturais que dependendo da maré chamam para um banho em diferentes horas do dia e um rio perfeito de águas claras que se confundem com o mar tranquilo. É a soma disso tudo que faz da Praia dos Carneiros um dos lugares mais perfeitos do Brasil. Caminhar pelas areias brancas e se deparar com uma pequena igrejinha à beira mar, emoldurada pelos coqueiros e pela água azul, é um cenário mais que perfeito. A Capela de S. Benedito do XVIII está ali pra gente não esquecer que o lugar tem um toque divino.

Capela de S. Benedito

Praia em frente ao Sítio da Prainha

Transporte na praia

Preparado para o sol

O maior luxo por lá é poder desfrutar de cenário tão privilegiado. A maioria das pousadas tem um grande jardim gramado na frente da praia com espreguiçadeiras, redes, sombra e água fresca. Durante o dia quando se cansar da areia, a pousada é o refúgio perfeito. De noite, o restaurante Beijupirá, na altura do Pontal, é a melhor pedida e opção imperdível para peixes e frutos do mar. Este é uma filial da matriz de Porto de Galinhas e a bem sucedida grife está se expandindo. No final do ano passado chegou a Fernando de Noronha junto com sua ótima pousada. Dependendo da época, não deixe de reservar e vá sem pressa curtir o paraíso gastronômico de Carneiros.  Mas antes de voltar para seu bangalô, fuja das luzes da pousada e olhe para cima. Um céu infinito de estrelas te presenteia com uma noite que não se vê mais por aí. Aproveitem enquanto esse pedacinho do paraíso pode quase ser só seu.

Bangalôs da pousada Pontal dos Carneiros

Restaurante Beijupirá

Restaurante Beijupirá

Pousadas recomendadas:
Pontal dos Carneiros
– excelente localização próxima das piscinas naturais e possui charmosos bangalôs. O ponto baixo são os preços mais salgados. Sítio da Prainha – pousada bastante confortável mas sem luxo. Fica um pouco mais distante, porém num ponto tranquilo da parte de rio da praia. Tem uma piscina gostosa e um jardim de frente para o mar. Ale Ravagnani

Piso de mosaico da Capela

Painel do ceramista Brennand no aeroporto do Recife

Por do sol inesquecível em Carneiros

A minha Buenos Aires pra você

Floralis Generica

Parece que ficou mais fácil pegar um avião até a capital portenha do que descer pro litoral norte em feriado. Os voos saem o dia todo e agora ainda podemos escolher pousar no Aeroparque, o equivalente ao nosso Congonhas ou Santos Dumont da cidade. Aliado a bons preços, o resultado disso tudo é que nunca tantos brasileiros foram para lá. Mas neste post, minha ideia não é chover no molhado e mostrar o que todo mundo conhece ou já ouviu falar. Praça de Maio, Casa Rosada, Caminito, tangos, tudo está lá e invariavelmente todos os turistas irão descobrir. Mas aquelas pequenas lojas de design, os achados de Palermo, o bairro mais fashion de Buenos Aires hoje em dia ou aquela barraquinha da Feira da Recoleta, isso sim acho que deveria contar pra vocês. Prepare o bolso que vale a pena investir seu dinheiro no que custaria até 3x o valor no Brasil ou até mesmo nunca encontraria por aqui. Bem, não é bem investir, mas economizar, certo? E já que você vai andar bastante em busca dos seus recuerdos, compense à noite nos bons restaurantes que não param de abrir pela cidade, principalmente por Palermo. Buen Viaje.

PARA PASSEAR (e talvez comprar)

Feira da Recoleta aos sábados (Recoleta) http://www.barriorecoleta.com.ar
Este é o dia pra passear na praça e fuçar nas barraquinhas. Tem um pouco de tudo e quem garimpa acha.

Feira de San Telmo aos domingos (San Telmo) http://www.buenosaires.com.ar
O antigo bairro abriga há anos uma grande feira de antiguidades aos domingos. Além das barracas que ficam concentradas na Plaza Dorrego, há muitos antiquários, lojas de roupas, acessórios, design e cafés tradicionais. Nas ruas acontecem vários shows com artistas locais de todos os gêneros, desde dançarinos de tango a mímicos e shows de marionetes.

Dedoches da feira da Recoleta

Antigas garrafas de água em San Telmo

Cultura pop em San Telmo

PARA COMPRAR

– Sabater Hnos (Palermo Soho) http://www.shnos.com.ar
Esta pequena loja de sabonetes caseiros é muito divertida. As barras são feitas de todas as fragrâncias e cores imaginadas, alguns até mesmo com divertidos textos em alto relevo impressos e formatos diferentes.

Loja de design do Museu Malba (Palermo Viejo) http://www.malba.org.ar
O museu é lindo e o acervo da coleção Constantini uma das mais ricas do país. A Tienda, além de livros de arte, esta loja tem objetos de design para casa com nomes como Irmãos Campana e Alessi, Lomos, que são as máquinas fotográficas mais cool e divertidas do mundo, joalheria, luminárias, e muitos dos objetos à venda vem da loja do MOMA de NY.

Morph – Shopping Buenos Aires Design (Recoleta) morph.com.ar / http://www.designrecoleta.com.ar
Uma vez na Recoleta, aproveite para passar nesta grande loja de design moderno. São muitos acessórios e tudo a um preço bastante convidativo. A loja fica no shopping de design, que pode render outras compras em lojas específicas.

La Martina (Palermo e mais 14 endereços em BsAs) http://www.lamartina.com
A grife mundial de roupas da Argentina que tem o pólo como tema.

Papelaria Palermo (Palermo Soho) http://www.papelerapalermo.com.ar
Diretores de arte, designers, artistas e apreciadores da boa e velha papelaria estão no paraíso. Tudo é de extremo bom gosto e vale a pena ir nem que seja para admirar e se inspirar.

Elementos Argentinos (Palermo Soho) http://www.elementosargentinos.com.ar
Tecidos artesanais de cores lindas e muito bom gosto. O forte são os tapetes, mas o acervo possui mantôs, pufes, almofadas e pequenos objetos decorativos, mas tudo feito de tecido artesanal.

Paul (Palermo Soho) http://www.pauldeco.com
O comprido corredor não entrega de cara o que esta loja propõe. O branco e os tons pastéis são as cores predominantes nesta loja romântica e aqui se encontra muitos objetos de vidro, cerâmicas, fragrâncias para ambiente, velas e algumas antiguidades. Na entrada ainda tem uma floricultura e uma casa de chás especiais. Depois que se passa o corredor, a sensação é que se entrou em outro mundo.

Pehache (Palermo Soho) http://www.pehache.com
Outra loja da moda na cidade e aqui a mistura de roupas com objetos para casa é bastante interessante. Se pode comprar desde uma clássica banheira, daquela de filmes, a objetos insólitos de acrílico recortado. Você não vai conseguir sai de lá sem nada. No fundo da loja, um charmoso café com espelho d`água convida para o ócio numa tarde ensolarada.

Sabonetes da Sabater Hnos

Loja de design do Museu Malba

Morph, Buenos Aires Design

La Martina

Papelaria Palermo

Tecidos da Elementos Argentinos

Elementos Argentinos

Loja Paul

Loja Paul

Pehache

Café na Pehache

PARA ALMOÇAR (ou matar a larica)

Restaurante do Museu Malba (Palermo Viejo) http://www.malba.org.ar
Saladas deliciosas e bom café para um almoço leve e rápido.

El Sanjuanino (Recoleta) http://www.elsanjuanino.com
Considerada a melhor empanada de Buenos Aires e você não pode ir embora sem experimentar. Peça qualquer uma, mas desde que seja de forno. A sangria é deliciosa e assim como cerveja, acompanha super bem a refeição.

La Esquina de las Flores (Palermo Soho) http://www.esquinadelasflores.com.ar
Esta loja e restaurante de produtos naturais também tem boas empanadas integrais, mas esqueça a carne aqui.

Nucha (Palermo Soho) http://www.nuchacafe.com
Este moderno e movimentado café é um sucesso e parada obrigatória de muitos portenhos. Seja só pelo café ou um salgado, a escolha já é boa, mas quando você decide ir pra cima dos doces, aí não tem igual. As mesas da calçada são deliciosas, mas no calor do verão o ar condicionado do salão fica convidativo.

Freddo (Puerto Madero e em quase todas as esquinas da cidade) www.freddo.com.ar
Pra mim é o melhor sorvete de BsAs, mas nada melhor do que provar se é mesmo verdade. Framboesa, doce de leite, blueberry, são tantos os sabores que você vai ter que voltar muitas vezes. Só vai ter que encarar nos horários de pico a senha que acaba sendo quase sempre obrigatória.

Restaurante do Museu Malba

Empanadas do El Sanjuanino

La esquina de las Flores

Nucha

PARA JANTAR

Tegui (Palermo Hollywood) tegui.com.ar
Uma das melhores refeições dos últimos tempos. Por for a uma grande porta fechada e uma parece toda grafitada. Por dentro, deliciosos coquetéis para começar a noite, e pratos inventivos e muito saborosos. Tudo vale a pena e é muito bem feito. O pato veio no ponto e a carne desmanchava na boca. De entrada várias surpresinhas do chef que vem aos poucos à mesa. Reserve com alguma antecedência.

Cabaña Las Lilas (Puerto Madero) http://www.laslilas.com
A grande churrascaria da cidade. Grande em todos os sentidos. O Ojo de Bife é enorme e as batatas suflê (que quase só se encontra na Argentina) acompanha super bem junto com um dos muitos Malbec da excelente carta de vinhos. Se for pedir café, deixe a sobremesa de lado porque vem com uma infinidade de pequenas guloseimas. Reserve ou espere muito por sua mesa.

El Mercado – Hotel Faena (Puerto Madero) http://www.faenahotelanduniverse.com
Vá nem que seja só para conhecer o hotel Faena. Philippe Starck dá um show de excentricidade em todos os ambientes, mas chegue antes para tomar um drink no bar The Library Lounge ou na bela piscina de fundo infinito e espreguiçadeiras vermelhas. Além do restaurante El Mercado, o hotel possui outro mais formal e muito mais ambicioso, o El Bistrô. Repare nos unicórnios brancos pendurados nas paredes.

Fachada do restaurante Tegui

Hotel Faena

PARA A BALADA

Bar 6 (Palermo Soho) http://www.barseis.com
Espaço bastante eclético que mistura gastronomia e bar. Vale ir mais cedo para jantar e ficar para o agito da noite que muda bastante o perfil do lugar.

El Cabaret – Hotel Faena (Puerto Madero) www.faenahotelanduniverse.com
Lounge para shows e tango num ambiente bonito e inspirador.

Bar 6

PARA DORMIR

Mine Hotel (Palermo Soho) http://www.minehotel.com
São muitos os novos hotéis que estão surgindo em Buenos Aires. Na grande maioria são pequenos, com cerca de 20 apartamentos e estão no bairro de Palermo. O Mine não é excessão e prima pelo bom gosto e excelência. Os apartamentos são espaçosos, alguns deles com varanda e hidromassagem, o hotel possui uma charmosa e piscina, e uma coisa muito importante numa cidade que não é a sua, o staff da recepção está sempre pronto para ajudar e consegue reserva em tudo que é solicitado.

Hotel Faena (Puerto Madero) www.faenahotelanduniverse.com
Este é o hotel-cenário de Philippe Starck e a recuperação deste antigo armazém de 1902, inteiro construído de tijolos aparentes e madeira, virou um símbolo na hotelaria da cidade. Tudo tem cenografia, ambientação e iluminação impecável e o estilo rococó-moderno do designer dá um tom especial de surrealismo sem deixar de ser muito confortável e aconchegante.

Mine Hotel

Mine Hotel

Hotel Faena

Ale Ravagnani

Araxá é pra se desconectar

Cúpula de vitral das Termas de Araxá

Atrium central das Termas

A antiga cidade mineira de Araxá, terra da Dona Beja, imortalizada em minissérie na TV e estrelada por Maitê Proença, foi palco também de muita história, glamour e ficou no imaginário de tantas outras que ouvimos. Sabe-se que Beja tornou-se uma cortesã cercada de luxo e escravos além de ter sido uma negociante poderosa e respeitada na cidade. A história conta que ela tinha o costume de tomar banho em uma fonte próxima a Araxá, cujas águas seriam o segredo de sua beleza. A história antiga vem dos anos de 1800, quando a cidade estava se formando e a história se desenhando em seus casarões centenários, alguns deles preservados até os dias de hoje, como por exemplo a casa da Dona Beja que foi transformado em museu em 1965 por Assis Chateubriand e vale a pena ser visitado. Uma segunda retomada foi quando o governo de Getúlio Vargas, em um acesso de megalomania, inaugurou em 1944 o Grande Hotel e Termas de Araxá. E grande não era força de expressão. Projetado pelo arquiteto campineiro Luis Signorelli, em estilo “missões”, a monumental obra teve início em 1938 e concluída em 1945, meses antes da deposição de Vargas. Para a construção, foram recrutados os mais renomados engenheiros, técnicos, artistas plásticos e especialistas em hidrologia do Brasil, da Alemanha e da Itália, num total de 3.000 trabalhadores.

Vista do lago e do Grande Hotel de Araxá

Mirante da fonte Dona Beja

Fonte Dona Beja

Interior da Fonte Dona Beja

Hoje em dia, continua um grande hotel. Em 2007, depois de 8 anos fechado e de R$ 60 milhões investidos, reabriu em grande estilo e totalmente restaurado. Seus antigos salões, antes muitos deles voltados para o jogo já que ali funcionava um cassino, agora abrigam restaurantes com lustres de cristal da Boêmia, Scotch bar em estilo inglês, salões de baile, cine-teatro, salões de jogos, salas de leitura, e muitas outras em 33 mil metros quadrados de área construída. O acabamento continua impecável como antes, e para se ter uma ideia, mármore de Carrara é o piso de todas as dependências. Os lagos e os jardins também são luxuriantes e a natureza reina como a maior obra de arte nas áreas externas. O projeto paisagístico é de ninguém menos que Burle Marx. A grande vedete ainda hoje e que nos desconecta da vida terrena e insana que levamos, são as termas. Poderíamos chamar de spa ou até mesmo terapia da alma, mas o que sei é que voltei de lá muito mais leve (claro que não pelas boas e fartas refeições), mas pelo nível de relaxamento que o hotel nos propõe. São salas de banho dos mais variados tipos, massagens relaxantes, tratamentos diversos, duchas, saunas, e mais uma infinita lista de opções que nos transportam para um outro mundo, o mundo que não existe mais na cidade grande em que vivemos. Tudo isso emoldurado numa arquitetura impecável e estonteante, num ambiente sereno e de paz total. É só se deixar levar e lavar a alma para encarar mais um ano pela frente.

Sala de leitura do Grande Hotel

Scotch Bar do Grande Hotel

Detalhe dos salões

Detalhe dos jardins

O projeto arquitetônico das Termas do Grande Hotel recebe a presença do número “oito” que representa os ensinamentos do Buda, o número do infinito, que pode ser visto representado em todos os ambientes: são oito entradas de banho, oito afrescos, oito vitrais na cúpula central, oito painéis, oito colunas e oito pontas na mandala, que hoje em dia todas as tardes recebe uma cantora recitando mantras para colocar todos em outra sintonia.

“Uma semana em Araxá, um ano de vida a mais”, era um dos slogans vigentes na época do apogeu da estância.

Entrada das Termas

Atrium central das Termas

Piscina emanatória

Relaxando nas Termas

Água por todos os lados

Piscina emanatória

Detalhe do atrium

Banho de lama? Esse eu não encarei

Detalhe do atrium

Como chegar: Araxá fica a 375 km de Belo Horizonte, a 581 km de São Paulo, a 650 km de Brasília e a 797 km do Rio. A rodovia BR-262 liga o município à capital do Estado, Vitória (ES) e Corumbá (MT) e a MG-428 liga Araxá à divisa com o Estado de São Paulo. Com a reinauguração do aeroporto de Araxá, a 4 km do centro, é possível chegar ao município de avião. Há companhias aéreas que têm vôos regulares para a cidade.

Museu Dona Beja

Museu Dona Beja

A dieta começa na 2ªf

O que visitar:
– Museu Dona Beja, praça Coronel Adolfo, 98
– Museu Calmon Barreto (rua Franklin de Castro, 160), que reúne várias telas e esculturas do artista plástico contemporâneo nascido em Araxá e ex-diretor da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro
– Igreja de São Sebastião, capela em estilo colonial construída em 1820, que abriga também o museu sacro (av. Vereador João Sena, s/n)
Onde ficar: Além do Tauá Grande Hotel Termas de Araxá (www.taua.com.br/araxa), algumas pousadas podem ser uma boa opção mais low profile.
O que comprar: doces caseiros, cachaça, sabonetes terapêuticos e artesanato em geral

Ale Ravagnani

Hoje em dia a viagem também é digital

Esses são meus aplicativos de viagem favoritos que estão no meu iPhone. Num simples piscar de olhos, posso consultar e continuar viajando onde quer que eu esteja. Muitos destes aplicativos estão em sites na internet também, mas nada como a facilidade de estarem no seu bolso (ou bolsa) a qualquer hora do dia, pronto pra te ajudar no seu smartphone. Espero que possam facilitar suas viagens também.

American Airlines
Como acumulo milhas pelo AAdvantage, este aplicativo pode ser útil na sua busca por voos ou na simples consulta de suas milhas. Muitas companhias aéreas já possuem aplicativos para smartphones, então fique de olho no que você precisa.

Currency
Quer comparar os preços que você está pagando em outro país e converter em poucos segundos para a moeda do seu país? Este é o lugar.

Feriados 2011
Só pra você lembrar que no ano que vem temos pelo menos 12 bons motivos para programar uma viagem.

Fotopedia – Heritage
Todos os 3.000 lugares catalogados pela Unesco, os World Heritage Sites, estão aqui ao seu alcance com imagens e descritivos destas maravilhas do mundo. No Brasil, 16 lugares receberam tal honoraria, como a cidade de Brasília, Ouro Preto, Salvador e São Luís do Maranhão.

Foursquare
É um serviço de geolocalização que permite que você indique aonde está através de um aplicativo no seu celular. Ao entrar, já aparece a lista de lugares cadastrados ao seu redor e você indica o lugar em que chegou, aí escolhe se vai avisar seus amigos e se quer se esse check-in apareça no seu Facebook ou Twitter. Você pode compartilhar sua localização e seus check-ins com seus amigos para eles saberem que você está por perto, ver o review de outras pessoas que passaram pelo local, pode consultar lugares que estão perto de você ou de repente aproveitar de alguma promoção relâmpago que cafés e restaurantes do mundo estão começando a fazer. Não é necessariamente um aplicativo para ser usado somente quando se está viajando, mas vai ser divertido perceber como o mundo está conectado e ficou muito menor.

Frommer`s
Este é um dos maiores guias de turismo do mundo, com centenas de livros de todos os continentes do mundo. No aplicativo, ao invés de apenas mostrar os guias das cidades, usaram muito bem os recursos que a tecnologia pode trazer, como por exemplo conversor de moeda, calculadora de gorjeta, tradutor de fuso horário, lista para facilitar a arrumação das malas, ferramenta para criação de cartões postais, quizz games, além claro dos guias de viagem.

Google Earth
Temos que reconhecer que há alguns anos, quando surgiu este programa do Google em que foi mapeado o mundo com fotos de satélite para qualquer um acessar, que foi uma grande revolução e fez bastante barulho na internet. Agora no seu smartphone a diferença é pela mobilidade. Em qualquer lugar em que se esteja, estando perdido ou não, você se localiza e o Google Earth te guia para onde você precisar.

GPS Weather
Este aplicativo localiza automaticamente onde você se encontra e te dá a previsão do tempo para 3 dias, temperatura, condições meteorológicas completas e te ajuda a programar se você fica ou parte para o próximo destino da viagem.

Guia Quatro Rodas – 1001 Lugares
A intenção deste aplicativo não é entrar nos detalhes dos lugares, mas sim abranger o maior número de cidades, bares, restaurantes, pontos turísticos, locais para fazer compras e curiosidades norte a sul e leste a oeste do Brasil.

GuidePal – London
Este guia da cidade de Londres foi construído com informações e dicas dos próprios viajantes. Além disso, está conectado às principais redes sociais e antecipa uma tendência cada vez mais presente na web. Também usa realidade aumentada para trazer interação em tempo real com o local em que está sendo visitado. Na seção “Famous Profiles”, traz moradores ilustres da cidade como Kate Moss, Hugh Grant, Amy Winehouse, entre outros, e sua relação com a cidade.

Hotels Near Me
Foi viajar e não fez reserva de hotéis ou simplesmente está na estrada e precisa descansar, este App pode te ajudar no momento certo. Ele localiza onde você está via GPS e te mostra num raio de quilômetros todos os hotéis que estão ao seu redor.

Kayak
Consulta rápida e fácil de hotéis pelo mundo, voos e aluguel de carro mundo afora. Possui interface prática, bem resolvida e user friendly. Sou fã da busca de hotéis.

Lonely Planet
Criado em 1973 por Tony Wheeler, este foi meu guia de viagens predileto durante muito tempo. Além de trazer dicas acessíveis, porém pouco óbvias, mapearam quase todos os confins do mundo. No App mobile, a seção “When to go” se destaca pela facilidade para você se programar. Mês a mês as atrações do lugar aparecem com todas as dicas necessaries para a escolha da melhor época para ir a cada lugar.

NYC Way
Simplesmente tudo que você precisa (e que não precisa) de Nova York. Você vai encontrar de hotéis a tours, shows, teatros, compras, itinerários, tempo, estacionamentos, museus, dicas de outros viajantes e até mesmo acesso às imagens das câmeras que mostram o trânsito nas ruas.

Paris à Pied
Descobrir Paris tem que ser caminhando e o guia “Paris a Pé”, ajuda você a otimizar seu tempo. As principais categorias são Jardins, Museus, Igrejas e Mercados, mas muito mais está ali para você não perder nada dessa cidade maravilhosa.

Self-Guided Walking Tours – Rio de Janeiro
Dentre outras cidades, a cidade maravilhosa também foi mapeada para ajudar a você programar suas andanças pela cidade. Acho isso o máximo, num mundo tão dependente do carro em que vivemos. O App separa as caminhadas por bairros ou temas, como arquitetura, praia, vida noturna, etc. Além do número de paradas, ele indica quantas horas e kms duram os tours, além de trazer um descritivo do que se está vendo. Também existe para a cidade de São Paulo.

TAM Mobile
Por enquanto está em fase de testes, mas logo mais seu check-in pela TAM poderá ser feito pelo celular. Somente alguns voos com destino a Ribeirão Preto e S. José do Rio Preto podem usar o serviço, mas como um viajante frequente, espero que logo mais eu possa ganhar alguns minutos extras no check-in.

tb: – Buenos Aires
Um dos aplicativos de viagem mais bonito que eu já vi, com direção de arte impecável e lindas imagens, até mesmo para a tela restrita do celular. O conteúdo editorial é bastante sofisticado, priorizando os melhores lugares da cidade de Buenos Aires.

Trailhead – The North Face
A famosa marca de roupas e acessórios para esportes de aventura, adorada por 10 entre 10 viajantes, criou um aplicativo muito acertivo para seu público alvo. Ele localiza via GPS sua localização e te dá todas as trilhas disponíveis para você sair caminhando. Também pode-se fazer a busca pelos locais desejados para programar sua viagem com antecêdencia.

Translate
Morrer de fome ninguém morre quando está viajando, mas é muito mais divertido tentar falar a língua local do que sempre apelar para o inglês ou espanhol nas suas viagens. Este aplicativo pode te tirar até mesmo de enrrascadas em países como Albânia, Ucrânia ou Vietnam, além de dezenas de outros lugares nem tão complicados. Importante dizer é que o bom e velho português está ali pra te ajudar.

Trip Advisor
Se você está buscando um lugar, hotel ou restaurante, mas quer saber a opinião dos outros, veio ao lugar certo. São milhões de lugares cadastrados no Brasil e no mundo para você ver a pontuação que outros viajantes que já passaram por lá antes de você deixaram. Vale muito a pena antes de decidir sobre um hotel ou de marcar aquele restaurante que você não tem certeza se vale mesmo a pena cacifar.

Veja Comer e Beber
O famoso e conceituado guia gastronômico das principais regiões do Brasil agora está no seu celular e você pode consultar pelo tipo de comida ou o bairro em que deseja jantar.

Atlas 2010
Apesar da tela do celular ser pequena demais para o mundo, quebra o galho quando queremos lembrar qual é a capital da Mongólia ou onde mesmo fica o Lesotho.

World Lens – Rough Guides
Outro famoso guia de viagem, mas nesta versão trazendo um album de viagens inusitado pelos lugares mais inóspitos do mundo. As imagens são lindas e o olhar inusitado revela o objetivo de seus guias.

Wi-Fi Finder
Quer aproveitar todas as dicas acima sem ir a falência com seu pacote de dados? Este aplicativo ajuda a localizar todos os hot spots abertos na sua vizinhança para você se conectar fora do seu quarto de hotel.

Ale Ravagnani

Descobri que o México fica a 15 minutos de casa

É certo que para se conhecer bem um país, nada melhor do que passar pela culinária, e quando pensamos na comida mexicana aqui em terra brasilis é que percebemos que não temos nenhum grande representante, ou melhor, não tínhamos. O casal de mexicanos Lourdes e Felipe reinventaram o que podemos chamar de restaurante. Apelidaram a casa onde moram de A Casa dos Cariris e, de vez em quando, abrem mediante reserva para simples mortais apreciadores de boas histórias e culinária. Nossos queridos amigos Martha e Eduardo nos presentearam numa dessas raras ocasiões em que um banquete original mexicano foi servido. Claro que eles foram um dos primeiros a descobrirem este lugar mágico. Agora, quando as saudades dos tempos de Cidade do México bate, eles respondem o convite no mesmo dia pra garantir seu lugar na casa da Babete, ou melhor, na casa da Lourdes e confirmam: culinária autêntica ou é nos Cariris ou está a 10 horas de voo de São Paulo.

Enquanto ela fica na cozinha aberta e praticamente junta da sala e das mesas dos comensais, Felipe passa pelas mesas, puxa conversa, conta histórias e nos entretém. Descobrimos que além de artista plástico (www.ehrenberg.art.br), seu filho é um famoso produtor de cinema… mas isso são outras histórias. A da vez é a comida, mas um bom contexto dá outro gostinho à refeição. Desde a entrada na casa amarela, nos damos conta que estamos em território mexicano. Tudo, absolutamente tudo vem de lá. Muita cor, caveiras, e todas as referências pop e artísticas desse rico país estão ali. Cada centímetro é uma lembrança e conta histórias, as pimentas estão espalhadas por todos os lados, secando ou decorando, e a arte e a inspiração dominam os ambientes. O início do banquete foi pelas bebidas. Mulheres nas margaritas e os homens na mistura total, como todo bom mexicano. Começamos com uma michelada, mistura de cerveja com limão, gelo e sal na borda, servido num grande caneco e junto, tequila Don Julio que acompanha sangrita, um pequeno suco de tomate meio adocicado. Junto a isso, como cortesia da casa, uma pequena cumbuca de barro com mezcal, uma bebida feita de agave e que o teor alcólico chega a 52,5%. Só de molhar o lábio parece que já entrou na corrente sanguínea.

Depois dos aperitivos, pra quem escolheu o menu 1, o rico “Arroz moreno”, que lembra de leve o nosso Carreteiro, iniciou o banquete. Para o prato principal, o “Bacalhau de Natal”, em lascas e servido com com um bolo de milho que traz um equilíbrio entre doce e salgado único e percebemos que um foi feito para o outro. Foi de comer de joelhos. Pra quem não tem medo de arriscar a ideia era encarar o “Mole Negro”, prato à base de frango preparado com dezenas de especiarias, à base de cacau e bastante chili. Na Cidade do México, experimentei esta iguaria, mas em outra versão, o “Mole Poblano” no restaurante La Valentina e este não deixou nada a dever, apesar do Felipe dizer que esta versão do prato da região de Oaxaca é completamente diferente das outras. Muitas risadas fecharam essa noite deliciosa em comemoração do meu aniversário. Agora, depois desta noite na Casa dos Cariris, ansiosos esperamos nossa próxima viagem ao México, que fica logo ali em Pinheiros. Ale Ravagnani

Conservatória e a Ponte dos Arcos, RJ

O interior do Rio de Janeiro pode trazer boas surpresas pra quem gosta de natureza e ao mesmo tempo de história. Há poucos meses, ao participar da campanha de meu cliente Nextel, tive a grata surpresa ao me deparar com esta locação para as fotos que é a cidade de Conservatória, distrito do município de Valença. Passando por Barra do Piraí e pela região de muitas fazendas do ciclo do café chega-se a este pequeno lugarejo, conhecida como a cidade das serestas. A grande descoberta é encontrar uma ponte de pedra com seus arcos simétricos e que nos faz voltar ao tempo em séculos. Se não fosse a vegetação tropical, juramos que estaríamos em alguma parte da Europa com sua construção medieval. Em nenhum outro lugar do Brasil existe outra ponte como esta e é fácil criar em nossas cabeças lendas e imaginações. A ponte, inaugurada em 1884, possui 100 metros de comprimento, 12 de altura e 4 de largura e foi construída de pedra, cal e óleo de baleia. Ela se encontra encaixada numa fenda na montanha que esconde essa pequena maravilha da arquitetura, esquecida e preservada no interior fluminense, que servia para o escoamento da produção de café. Não perca também um giro pelas fazendas históricas que compõem diversas localidades centenárias de Conservatória, como a Fazenda Veneza, Fazenda Juréa, Fazenda Florença, Fazenda São Lourenço, Fazenda São José, Fazenda Paraíso, São Pedro dos Rochedos, São Fernando, Santa Bárbara, São Marcelo. Para ficar, a Pousada do Ariel é uma ótima opção. Apesar de ficar bem perto do centro, a impressão é que se está no meio da serra, com direito a macacos e tucanos espalhados pelas árvores. O próprio Ariel prepara uma excelente comida e a pousada além de ter conforto, é muito aconchegante. O site www.conservatoria.com.br é bem completo e conta a história do lugar. Ale Ravagnani

Patagônia Argentina é logo ali. E você, não vai?

Trânsito típico da Patagônia

Mais uma vez vou falar sobre um dos lugares mais fascinantes da terra, e só de pensar que o país é nosso vizinho, já dá vontade de voltar. Estive lá em 3 oportunidades e todas foram fascinantes, vi coisas diferentes e posso afirmar que voltaria ainda outras vezes. Antigamente eu não queria voltar para um mesmo lugar mais de uma vez, mas depois quando você começa a ficar mais seletivo é que se percebe que voltar para um lugar que se gostou muito, é voltar para fazer novas descobertas e redescobrir o lugar, e quando falo de um lugar como o sul da Patagônia, bem na pontinha da América do Sul, sempre haverão surpresas, novos caminhos e descobertas. Diferente de Torres del Paine no Chile, aqui saímos na vantagem pela facilidade de chegar. De Buenos Aires ou Santiago, pega-se um voo direto para El Calafate, cidadezinha muito agradável e base para muitas explorações.

Navegação no Lago Argentino

Côndor, a maior ave da terra

Canal bloqueado por icebergs

Língua de gelo do Glaciar Spegazzini

Gelo à vista!

Paredão de gelo do Perito Moreno

"Caverna" no Perito Moreno

A maior de todas as aventuras é o Parque Los Glaciares e a geleira monumental Perito Moreno. Ela é tão grande e o paredão de gelo que se forma na beira do lago tão alto, que parecemos ínfimos nessa maravilha da natureza. Se está derretendo, provavelmente sim. Não é à toa que muito frequentemente ouvimos estrondos do gelo que vão se desprendendo e caem no lago formando ondas bastante altas. Em aproximadamente 1 hora, numa viagem por uma boa estrada, se chega ao glaciar e as opções dos passeios são muitas. Pelas passarelas, que ficam em uma península bem em frente, se tem uma visão privilegiada em diversos pontos e podemos visitá-la caminhando em terreno firme. Também se pode caminhar sobre o glaciar, munido de grampões e guia especializado. Saindo de barco de El Calafate, também se chega no mesmo lugar, mas por uma viagem pelo Lago Argentino e seu azul quase irreal. No percurso, montanhas dos dois lados e a passagem pelo canal dos icebergs, com suas inúmeras formas, tamanhos e cores até chegar Glaciar Spegazzini e no Onelli, menores que o Perito, mas também impressionantes. A empresa operadora do barco também prometeu parada no Glaciar Upsala, outro gigante do gelo, mas o caminho estava praticamente fechado pelos icebergs e foi impossível chegar perto. Vimos só mesmo de longe e aí acreditamos no aquecimento global e seus efeitos imediatos. Apesar da viagem ser longa, é uma experiência inesquecível e o barco, aliás muito confortável, passa praticamente raspando pelo gelo. A disputa no deck para fotografar é grande, mas você vai ficar tão hipnotizado pela paisagem surreal que nem vai ligar. De volta a El Calafate, invista numa boa churrascaria para provar muita carne argentina e o verdadeiro cordeiro patagônico. Diferente do Chile ou das cidades costeiras, aqui o forte são as carnes. A Casimiro Biguá não nos decepcionou e nossas noites eram a base de um bom Malbec para esquentar as noites frias do curto verão patagônico. Ou seja, pense bem no mês de sua viagem. Para dormir na cidade, são inúmeras as opções, desde hotéis a pequenas hospedarias. Nas duas vezes que estivemos na cidade, optamos pelos chalés Santa Mônica Aparts. Fica bem localizado, perto de tudo e os chalés no estilo “log house” são um charme.

Chegada em El Chaltén

Fitz Roy no meio das nuvens

Glaciar Viedma

Glaciar Viedma

Glaciar Viedma

Se você está buscando um visual ainda mais selvagem e realmente isolado do mundo, siga para El Chaltén para ver uma das montanhas mais impressionantes da região. O Fitz Roy é quase um prêmio para trekkers e andarilhos do mundo inteiro que escolhem para suas caminhadas de dias no meio da natureza selvagem. O visual das montanhas é bastante parecido com o de Torres del Paine, com formações pontiagudas e algumas geleiras penduradas nas entranhas de seus picos rochosos. O pequeno vilarejo de Chaltén é bem simpatico, mas a impressão é que se chegou no fim do mundo. Muitas vezes a simples tarefa de andar é quase impossível, dada a velocidade do vento. Além de muita caminhada no meio da natureza, o Lago Viedma e a geleira de mesmo nome está ali não muito distante. Chegando no porto, toma-se uma embarcação de menor porte que em El Calafate para chegar na beira do glaciar. Até pensei que seria mais do mesmo, o mesmo tipo de formação das outras geleiras, mas apesar dela não ser muito grande, pelo menos a parte que está acessível aos nossos olhos, o contraste com o azul da água, a coloração do gelo e o tom amarronzado único das pedras transforma o momento numa viagem inesquecível. Pode se preparar para chacoalhar no barco e sentir a força do vento, mas não vai dar pra se arrepender.

Paisagem de El Chaltén

Fim do dia no Lago Argentino

A minha viagem termina por aqui, mas já está na cabeça novas andanças, desta vez chegando até Ushuaia. Também está na pauta a viagem que fiz para a Patagônia mais central, tanto no Chile quanto na Argentina. Essa viagem começa em Bariloche, desce até onde ainda existe Estrada, cruzamos a cordilheira dos Andes para entrar no Chile e subimos até Puerto Montt. Tudo isso de carro pela Carretera Austral. Mas isso é uma outra história que depois eu conto. Ale Ravagnani

Praia do Forte. Onde a Bahia não ouve Axé

Por do sol no Farol

Este pedaço do litoral norte da Bahia, a 55 Km do aeroporto de Salvador, é um trecho pra lá de privilegiado do Brasil. Não estou sendo preconceituoso com o gosto musical de ninguém, mas quem busca um pouco de sossego, praia bonita e conforto, veio ao lugar certo. Acredito que esta seja a praia da nossa costa que conseguiu crescer e melhor se organizar. Chega-se ao ponto de nos perguntarmos se estamos mesmo na Bahia, ou em Ilha Bela, Búzios ou Paraty, famosas praias do Brasil com excelente infra-estrutura e organização. Além disso tudo, o litoral da região da Praia do Forte é privilegiado em belezas naturais e tem praia para todos os gostos. Para os surfistas, tem onda de sobra, mas pra lá da barreira de corais, para as famílias as piscinas naturais que se formam na maré baixa é melhor que qualquer piscina de hotel e pra quem procura sossego, também encontra. Basta caminhar pra baixo ou pra cima da vila que logo vai encontrar seu pedaço de areia deserta. Além disso, agrega o charme da vila, com ótimas opções em gastronomia ou para um simples expresso ou sorvete. Passear pela ruela principal depois da praia é o passeio predileto de 9 entre 10 pessoas. Além de um projeto urbanístico que limita as contruções a uma altura de dois andares, lojinhas de todos os tipos, onde a grande maioria é de bom gosto, chamam para a caminhada antes ou depois do jantar.

Igrejinha da Vila à beira-mar

Praia do Forte na maré baixa

Vendedora de cocada

Piscinas naturais

Praia de rio ao lado do EcoResort

Rua principal da Vila

Bike-Riquixá, o meio de transporte local

Mas a Praia do Forte tem uma herança na conservação do meio ambiente que começou na época que o então EcoResort foi instalado pelo paulista Klaus Peters na década de 80 (hoje da rede portuguesa Tivoli) quando ainda mal se falava em consciência ecológica, e isto pode ser notado na visita ao Projeto Tamar, onde se conhece um pouco mais sobre a preservação das tartarugas marinhas da região. A base da vila foi a primeira do Brasil e hoje eles já bateram o número de 10 milhões de tartarugas devolvidas ao mar. Além de ver os bichos de perto, a lojinha é também uma grande atração e para aquela fome de larica-fim-de-tarde-pós-praia, o Bar do Souza com seus bolinhos de peixes são imperdíveis. Com certeza irão entrar para minha lista de comidas de viagens inesquecíveis. A vista do bar no Tamar é linda, com os barquinhos emoldurando o melhor pôr do sol do local e o farol ao lado que em poucas horas começará sua jornada. Se este Souza estiver muito disputado não tem problema porque no fim da Vila tem outro com direito a saguis pelas árvores durante o dia e música ao vivo à noite. Além do Tamar, o Projeto Baleia Jubarte é outro importante centro de pesquisa e de preservação ambiental.

Projeto Tamar e suas bases

Projeto Tamar

Tanque com tartarugas no Tamar

Bolinho de peixe do Bar do Souza no Tamar

A Praia do Forte ainda tem mais. Sei que é difícil deixar um dia de sol pra ficar fora da praia, mas o Castelo Garcia D`Ávila também tem uma das melhores vistas, e melhor, da Praia do Forte. No fim da Vila você pode pegar um tuc-tuc no melhor estilo sudeste asiático pra te levar até lá em 10 minutos mas segure firme que os motoristas são pé de chumbo. Ele foi construído em 1551 e foi a primeira construção portuguesa de grande porte do Brasil e a única das Américas com características medievais. Suas janelas (ou pelo menos o que um dia foram) rendem ótimas fotos, emoldurando vistas lindas e o passeio trazem um lado histórico à sua viagem a uma das melhores praias do Brasil. Ale Ravagnani

Castelo Garcia D`Ávila

Picnic no Castelo Garcia D`Ávila

Vista do Castelo para a Praia do Forte

Preparação para a pescaria

O Farol da Praia do Forte

Pra ficar:

– Pousada Farol das Tartarugas. Uma das únicas pé na areia e uma boa opção. Os chalés são ótimos e espaçosos mas a piscina fica meio muvucada.
– Pousada Refúgio da Vila. Tem arquitetura bacana e esbanja charme, mas não tem a praia aos seus pés.

Pra comer e beber:

– Bar do Souza do Tamar ou da Vila. O forte do cardápio são os frutos do mar, mas o bolinho de peixe com cerveja ultra gelada… sem palavras
– Terreiro da Bahia. Suas ótimas moquecas e é considerado o melhor restaurante da Praia do Forte
– Bistrô Gourmet. Tem um cardápio reduzido, mas aprovado
– Tango Café. As sobremesas são excelentes e serve um expresso bem tirado
– Casa da Farinha. Vale enfrentar a fila na rua pra comer a tapioca mais disputada da região

Rota Ecológica de Alagoas

Praia de Japaratinga vista da Pousada do Alto

Pousada do Alto, Japaratinga

Pousada do Alto, Japaratinga

O trecho do litoral alagoano, que fica entre Maragogi e Barra de Santo Antônio ainda é uma parte do litoral do Brasil que não sofreu o boom imobiliário e nem a onda de resorts que vem sendo erguidos por toda a orla do Nordeste. Praias e mais praias desertas e inexploradas, com apenas uma ou outra pousada e poucas casas emolduram um mar azul esverdeado que mesmo num dia nublado é claro e imaculado. São cerca de 40 km de praias que devem ser descobertas dirigindo e parando naquela que mais lhe agradar. A vontade acaba sendo em escolher uma das excelentes pousadas e ficar por ali relaxando sem a menor pressa. A nossa escolhida foi a bela Pousada do Alto, que claro, fica no alto de uma montanha-falésia à beira da praia de Japaratinga, e que é infinitamente mais bela de cima do que de baixo. A vista é de perder o fôlego, e o conforto da pousada convida para relaxar à beira da piscina de fundo infinito com a melhor vista do nosso litoral e quem sabe do mundo! Exageros à parte, vá ver de perto a Praia da Lage, que tem aquela forma quando imaginamos uma praia perfeita, além de formar uma baía linda, os coqueiros emolduram um mar de cor única. Para se hospedar por ali, a Aldeia Beijupirá é uma excelente opção, com conforto, charme e o restaurante Beijupirá, que também é aberto a não-hóspedes e já provou que sabe fazer culinária de primeira com um toque de nordeste também em Porto de Galinhas e na Praia dos Carneiros no litoral de Pernambuco.

Praia da Lage

Outra praia para se ver e ficar, é a Praia do Toque, também pouco explorada e como a maior parte deste pedacinho de paraíso, vem crescendo pouco, mas com muito charme. Vários estrangeiros vem investindo em hotelaria, mas sem os grandes grupos que acabam fechando a praia inteira e fazendo ali seu quintal particular. A Pousada do Toque é uma das mais bonitas do Brasil, mas prepare o bolso, já a Pousada do Caju, a Amendoeira e a Côté Sud também são excelentes e mais acessíveis. Se não estiver hospedado numa delas, comer o bacalhau no Caju é um programão depois de um dia de sol. Os portugueses que tocam a pousada trouxeram o melhor da terrinha pra gente. Outra praia muito gostosa é São Miguel dos Milagres. Ela surge quase que como uma miragem e caminhar por ali, passando de praia em praia, é uma benção para os olhos e para a alma, quase um milagre de nosso litoral já tão movimentado. Mais alguns passeios que devem ser feitos são as piscinas naturais, que estão nas praias do Toque, Patacho, Japaratinga e Porto da Rua e também visitar Tatuamunha e subir o rio para ver os peixes-bois que vivem no mangue. Além dos bichinhos que são uma grande atração, o por do sol é lindo.

Visual de Japaratinga

Farol em Porto de Pedras

O inglês reinventado da balsa

Varal

Salvador busca renovação com hotelaria, gastronomia e arte

Sem dúvida alguma não faltam a Salvador motivos para uma ótima viagem. Muita história e cultura, um conjunto arquitetônico de fazer inveja, culinária e um faixa de mar esverdeado que atrai brasileiros, europeus e recebe todos como ninguém. Nos últimos tempos vem acontecendo uma renovação na cidade que deve ajudar a atrair um novo tipo de turista, que não é o acostumado a viajar em excursões e nem ficar hospedado em hotéis impessoais ou sem charme, mas que tenha estilo, personalidade e sem abrir mão do conforto. Mas Salvador vem se munindo de charme e se diferenciando até mesmo em suas mais novas atrações turísticas. Por exemplo o Museu Rodin instalado no Palacete das Artes é um grande avanço para a cidade e num feito único, a matriz de Paris topou ceder 62 peças. O prédio foi minuciosamente restaurado para abrigar as obras do artista e um anexo foi construído, trazendo um contraste da arquitetura antiga com a moderna na 1ª filial do museu mundo afora, que fica na imponente Rua da Graça.

Jardim do Museu Rodin

Obra de Rodin e o Palacete das Artes

Anexo do Museu Rodin

O Solar do Unhão é outra construção imperdível de Salvador e foi restaurado pela arquiteta Lina Bo Bardi abrigando o Museu de Arte Moderna. Vale visitar pela casa, pela vista da Baía de Todos os Santos, para ver a capela e pelo acervo, que tem obras internas e outras espalhadas pelos jardins, e uma coleção com Carybé, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Siron Franco, entre mais de mil obras.

Solar do Unhão

Obra nos jardins do Solar do Unhão

Salvador vem dando uma guinada nas opções de hotéis e a restauração do Convento do Carmo, localizado na ladeira do Carmo trouxe o turista de volta para se hospedar no Pelourinho. O convento começou a ser erguido em 1586 e hoje abriga o melhor hotel da cidade e um dos melhores do Brasil, pertencente ao The Leading Hotels of the World. Se a conta for muito alta para seu bolso, passe lá para um descanso e um aperitivo como eu fiz. Eles servem a cerveja mais gelada da cidade e bolinhos de bacalhau imperdíveis. O café espresso, coisa rara no pedaço, e a volta ao tempo, são garantidos.

Hotel Pestana Convento do Carmo

Hotel Pestana Convento do Carmo

Hotel Pestana Convento do Carmo

Outra excelente opção no Pelourinho, e bem mais em conta é o charmoso Hotel Villa Bahia, ao lado da Igreja de São Francisco. Cada quarto é de um jeito diferente, trazendo decoração caprichada e muito conforto também, além dos quartos terem vista para a torre da Igreja que está ali ao lado. Ah, e o restaurante é comandado por premiado chef francês que faz uma mistura bacana com os ingredientes baianos. Fazendo um contraponto à tradição e localização em Salvador, o Zank Hotel em Rio Vermelho traz ares modernos perto da boemia soteropolitana. O elegante casarão foi ampliado com um anexo moderno trazendo um contraste muito bem vindo para a criação deste pequeno hotel. O branco predomina nos ambientes, o serviço é impecável e a piscina no último andar tem uma vista privilegiada.

Restaurante do Hotel Villa Bahia

Vista da varanda Hotel Villa Bahia

Zank Hotel

Detalhe do quarto Zank Hotel

Quer experimentar a reivenção da moqueca? Não deixe de conhecer o Paraíso Tropical no bairro do Cabula. Numa antiga rinha de galo, a casa rústica do restaurante fica no meio de um sítio com centenas de árvores e mais de 120 tipos de frutas, onde o também premiado chef Beto Pimentel prepara moquecas mais leves com ingredientes orgânicos e tudo colhido na hora que vai direto para a mesa. Vá com tempo e experimente as caipirinhas para não se irritar com a demora porque vale a pena. Agora se você quer jantar com a melhor vista da cidade ouvindo o barulho do mar, o lugar é o Amado, do chef Edinho Rangel, o mesmo do restaurante Manacá de Camburi no litoral de São Paulo. Melhor noite impossível e Salvador vai ficar na memória como a cidade mais antenada e gostosa do Brasil, pelo menos para quem está disposto a se aventurar e ir atrás do que não está só nos guias de viagem. Ale Ravagnani

Restaurante Paraíso Tropical

Frutas para 2! Restaurante Paraíso Tropical

Claustro da Igreja de S. Francisco, 1743

Obra de arte na rua

Igreja do Bonfim

Vendo a vida passar no Carmo

Brechó no Pelourinho

Torres del Paine. Onde as torres tocam o céu

O parque nacional de Torres del Paine, no extremo da Patagônia chilena e reserva da Biosfera pela Unesco, com certeza é uma das grandes paisagens da Terra. Seu ecossistema único no meio da desértica Patagônia possui um microclima que nos presenteia com espécies só ali encontradas, montanhas altíssimas, geleiras e vida animal abundante. Isso tudo com uma ótima infra-estrutura de transporte, hotéis e excelentes guias. O início dessa viagem se dá depois de um voo de 4 horas de Santiago a Punta Arenas, cidade mais extrema do Chile. Aproveite para ver o Estreito de Magalhães e mesmo navegar por ele até a pinguineira de Isla Madalegna, que depois de uma viagem de barco de 2 horas, nos deparamos com milhares desses bichinhos engraçados, barulhentos e mal cheirosos (mas isso você tenta ignorar). A época ideal da viagem é o verão, que vai de dezembro a março, e mesmo assim espere encontrar frio razoável mas suportável, vento e quem sabe até mesmo um pouco de neve dependendo da altitude que você estiver. De volta à cidade de Punta Arenas, vale a pena dar uma volta pela cidade com suas casinhas coloridas, visitar o Museu Salesiano, que nos conta muita história da região, da fauna e da flora e escolher um dos bons restaurantes que servem frutos do mar, especialmente a centolla, caranguejo desajeitado e gigante da região e os peixes das águas geladas. Deixe o cordeiro para depois para não enjoar, pois este será o prato principal daqui pra frente. Mas se prepare que o tempo pode virar a qualquer momento e o vento gelado que vem direto da Antárctica te pegar de jeito.

Punta Arenas e o Estreito de Magalhães

Casa em Punta Arenas, Patagônia chilena

Pinguineira Isla Madalegna, Estreito de Magalhães

O parque, destino de nossa viagem, ainda está a 400 km de distância. Para deixar a viagem menos cansativa, prepare-se para parar e ficar um dia em Puerto Natales, pequena cidade pesqueira, à beira de um fiorde e encravada no meio das montanhas. Uma maneira pra lá de diferente de continuar a viagem é seguir de barco a partir da cidade. Primeiro toma-se um pequeno barco, porém com parte coberta e algum conforto passando por diversos glaciares como o Serrano e o Balmaceda e lagos cobertos de icebergs que dão show para qualquer aprendiz de fotógrafo. Quando se está mais próximo do parque, trocamos de barco para um bote chamado zodiac e começamos a sentir a verdadeira natureza selvagem da Patagônia navegando pelo Rio Serrano. Sabe quando a viagem até o lugar é o passeio? Neste caso isso é verdade.

Glaciar Serrano, Puerto Natales

Torres del Paine é enorme e provavelmente seu hotel providenciará os passeios com transporte e guias. Na primeira vez que estivemos lá, ficamos na Hosteria Grey, bem em frente ao lago Grey e à geleira de mesmo nome que fica ao longe. Quase não a notamos, mas quando vemos os icebergs chegando relativamente perto das margens do lago, nos damos conta de onde estamos. Na última vez ficamos no Hotel Las Torres, bastante confortável e profissional, com uma localização boa, mas não tão impressionante quanto o Grey. Quando se caminha o dia inteiro em uma região com clima hostil, escolha um lugar para ficar com um mínimo de conforto. Uma boa noite de sono é garantia de um dia com energia e disposição. Alguns hotéis do parque envelheceram e é bom checar as condições antes de reservar. Para o primeiro dia, faça um tour chamado Full Paine, que dá um giro completo de reconhecimento pelo parque, passando por diversos lagos cor azul, verde, cinza e mais tantas outras cores, cachoeiras cristalinas (Salto Grande, Salto Chico e Saltos del Paine), mirantes, o Maciço Paine, com mais de 3.000 metros de altura, e muita vida animal com condores (a maior ave existente com evergadura que pode chegar a 3 metros), ñandu (um tipo avestruz local), huemul (espécie de alce que está em perigo de extinção), guanacos, o temido e arredio puma, além de muitas espécies de aves. Se der tempo, vale a pena pegar o barco para visitar o Glaciar Grey e fechar o dia em grande estilo. Este é o dia de reconhecimento da região e daqui em diante, as expedições poderão ser mais específicas para partes do parque e muitas caminhadas com diferentes níveis de dificuldades. As opções são infinitas e a cada hora do dia, dependendo da luz, as torres del Paine vão mudando de cor e ao entardecer estão avermelhadas refletindo a luz do sol. Uma coisa é certa, você não vai enjoar desse cenário. Tente ficar alguns dias no parque para que seu contato com esta natureza formidável não seja superficial, mas programe-se já que os hotéis lotam com meses de antecedência. Cada parte em que se caminha é uma surpresa, as flores estão em seu auge, os animais com seus filhotes recém nascidos e o dia é longo o suficiente para você ter a luz do dia a seu favor. Anoitece muito tarde no verão só pra gente aproveitar muito mais. Mas ainda tem muito mais da Patagônia. Logo vou falar da parte que está na Argentina e suas geleiras incríveis já que a região merece muitas e muitas viagens. Ale ravagnani

Maquete de Torres del Paine, Hotel Las Torres

Torres del Paine

Whisky com gelo milenar, Glaciar Grey

Saltos del Paine

Cavalos do Hotel Las Torres

Lupinos, flor da Patagônia

Papoulas, Torres del Paine

Ponte estreita, caminho do hotel Las Torres

Achados de viagem

Tem gente que só viaja pra comprar. Eu viajo para conhecer, mas não resisto a um achado de alguma preciosidade, algo que representa o local, que é especial e não vou encontrar em mais nenhum outro lugar. Na volta, o objeto acaba sendo um elo entre a viagem e nossa vida terrena, e quase me transporto quando penso na história daquilo, volto a viajar novamente e o efeito é ainda mais forte que o de olhar uma fotografia. É trazer um pedacinho da viagem e do país comigo. Ale Ravagnani

Guias de lugares que já fui ou que ainda irei

Coleção de fósforos

Boneco de madeira de Burma

Luminária loja do MOMA, NY

Mão linhas da vida, mercado Camden Town, Londres

Trena da história da arte, Museu Reina Sofia, Madri

Enfeites vintage da cozinha, Centro Pompideau, Paris

Coleção de Flip Books

Azeite trufado da França

Cestaria da Amazônia, Pará

Toy Art, Malba, Buenos Aires

Escultura de madeira, Camboja

Quadro da Oficina de Agosto, Tiradentes

Cerâmica do Panamá

Pôster de filme do Jacques Tati, Paris

Chapéu de Londres

Esculturas em metal, México

Personagens Tim Burton, NY

Casal de ratos, Dublin

Carneiros da Patagônia, Argentina

Maple Syrup, Canadá

Escultura de papel, Montmartre, Paris

Fitas do Bonfim, Salvador

Kiwi, Nova Zelândia

Girafa, África do Sul

Pratos da Associação da Boa Lembrança, Gramado, RS

 

Você re(conhece) São Paulo?

Ponte Estaiada

Este é um ponto de vista que dificilmente temos da cidade. O máximo que vemos é quando pousamos em Congonhas, que dependendo do lado da pista, sobrevoamos por alguns minutos essa megalópole impossível de se conhecer por completo. Recentemente tive a oportunidade de fazer um trabalho na agência que literalmente nos deu asas, ou melhor, hélices. Brifei meu amigo e fotógrafo Thomas Susemihl e lá fomos nós atrás de nossa grande foto da campanha, a Ponte Estaiada no Brooklin vista de cima. Provavelmente ela está virando um ícone e um marco moderno de São Paulo, mas até chegar lá do Campo de Marte, descobri que são muitas as referências que se perdem no meio da selva de pedras. A cidade tem muitas belezas, mas ao mesmo tempo ela cresce tanto que o concreto acaba engolindo tudo, quase como uma grande onda. Deveriam existir muitos mirantes e pontos de observação, porque somente de cima conseguimos enxergar o que há muito nem percebemos mais. A lista é grande, passando pelo Masp, Avenida Paulista, Anhembi, Praça da Sé, Edifício Copan, Memorial da América Latina, Jóquei Clube, Cidade Universitária, Estádio do Pacaembu, Parque do Ibirapuera, e ainda tem muito mais. Agora eu recomendo para qualquer pessoa, seja turista ou nativo, invista num voo e ganhe asas você também. Imagens: Ale Ravagnani

 

Thomas Susemihl, e nosso helicóptero

Trens na Barra Funda

Raia olímpica da USP

Jóquei Clube

Hípica Paulista, Brooklin

Aeroporto de Congonhas

Shopping Morumbi

Catedral Ortodoxa, Paraíso

Praça e Catedral da Sé

Edifício Copan

Santa Casa

Estádio do Pacaembú

Cemitério da Consolação

Ginásio do Ibirapuera

Parque do Ibirapuera

Obelisco e Oca, Ibirapuera

Avenida Paulista

Avenida Paulista

Masp, Avenida Paulista

Capela

Memorial da América Latina

Telhado do Anhembi

São Francisco Xavier é fim de semana garantido

Pousada A Rosa e o Rei

Pousada A Rosa e o Rei

Agora com o final do inverno, a charmosa São Francisco Xavier volta a ter sua tranquilidade habitual, sem contar que fica muito mais fácil conseguir reserva naquela pousadinha escolhida a dedo e pagando menos por isso. É a típica viagem de fim de semana em que esquecemos de tudo, até mesmo da senha do computador. A impressão é a de estar muito longe, mesmo estando a duas horas de São Paulo, na Serra da Mantiqueira. Vá para namorar e lavar a alma na natureza. Uma pousada que te ajuda a relaxar é A Rosa e o Rei, e garanto que você vai mesmo se sentir um rei. Ofurô na varanda, vista para o vale ou para a cachoeira, alimentação balanceada, taichi-chuan de manhã e uma fogueira para esquentar a noite. Se estiver sol e calor suficiente pra quebrar o gelo das cachoeiras, procure uma perto da sua pousada (ou na própria), respire fundo e enfrente, porque no verão ou no inverno, a água sempre é fria. Quer sair e passear gostoso pela cidade? Vá ao Photozofia Bar, onde de dia é um gostoso café e à noite quase que vira uma balada, com música boa ao vivo com jazz, blues e MPB e um movimentado bar. A decoração é incrível e um ótimo programa para uma noite na serra.

Photozofia Bar, São Francisco Xavier

Para comprar, a cerâmica se destaca em São Xico (para os íntimos). A Vera da Oficina Vagalume tem peças exclusivas e faz uma cerâmica feita a mão bastante moderna e atual. Depois deste fim de semana em que comemorei meu aniversário lá, voltei um ano mais velho, mas com o corpo e a mente renovados que pareciam por anos. Ale Ravagnani

 

 

 

 

 

Cerâmica da Oficina Vagalume

Vista em São Xico

 

Paraty é para todos

Quando pensamos em Paraty, a primeira coisa que vem à cabeça é o casario colonial e aquelas ruas de pedras difíceis de caminhar. Não que isso não seja verdade. A história está mesmo lá, impregnando cada esquina, igreja e principalmente os moradores que guardam e passam adiante o que ouviu da mãe, do avô, da vizinha e foi passando adiante. A cidade é linda, cenográfica, mas de noite fica ainda mais mágica, iluminada por lampiões, sem a luz fria que impregnou nossas vidas e tirou as nuances das cores, chapando tudo que vemos. Portanto, deixe a cidade para a noite. O dia é do mar e das ilhas, para se descobrir de barco.

Barco no porto de Paraty

Graças aos nossos queridos amigos e velejadores Guilherme e Kátia, tivemos o privilégio de fazer várias descobertas pela Baía de Ilha Grande. O Bistrô nos leva ao final do dia a uma praia que nunca vimos antes, num azul de mar idem, e aí vem a revelação que seu nome não foi em vão. Depois de um dia no mar, a fome é implacável e as panelas começam a fumegar com o talento digno de um chef de cozinha chamado Guilherme. Mas não quero restringir a viagem de ninguém. Quantas e quantas vezes eu e a Carol chegamos no porto logo cedinho e negociamos com algum barqueiro nosso passeio do dia. O valor é pelo tempo que se fica fora, mas vale cada centavo. O barco não tem luxo, mas o suficiente para nos deixar felizes. Sempre tem espreguiçadeiras para esperar a chegada de alguma parada, um isopor que ele providencia cheio de gelo pra garantir a cerveja e nada mais. Só o vento e o barulhinho do motor, que é amenizado com nosso iPod e nossas trilhas prediletas. Não importam as paradas, mas com certeza serão muitas. Lembre da Ilha do Mantimento, da Bexiga, do Cedro, do Algodão, da Cotia, que é super abrigada e segura para ancorar. Bateu aquela fome? O barqueiro (ou seus amigos velejadores) te levam para um ótimo restaurante, o Hiltinho da Ilha do Algodão. A matriz fica em Paraty, mas comer com esta vista, não tem preço. Peça o camarão casadinho e divirta-se.

Vista do Hiltinho da Ilha, Paraty

Ostras a domicílio, Ilha da Cotia

Hora de voltar pra cidade (nada de viajar até lá só pra passar o dia e voltar), e curtir a noite, mas como ainda é fim do dia, um grande programa é degustar a melhor cachaça da cidade, a Maria Izabel. O sítio, que fica à beira mar e a poucos quilômetros de Paraty, já é um programa e tanto e ainda com a degustação da própria Maria Izabel, o programa se torna imperdível e único. Eleja o motorista da vez e é hora de voltar. Já é quase noite, mas todas as lojinhas e ateliers ficam abertos até tarde, e fazer a siesta caminhando, é o melhor programa de todos.

Cachaça Maria Izabel, sítio Santo Antônio

Pra comer são muitas as opções, mas prefira os frutos do mar. O gostoso Thai Brasil é uma boa opção e eles maneram na pimenta. As pousadas também são muitas, e algumas delas estão se renovando, como a Pousada da Marquesa (prefira os quartos que não dão para a praça por causa do barulho), a Arte Urquijo que é super tranquila e tem muito charme, ou se orçamento não for problema, opte pelo design único da Casa Turquesa. Já deixe o programa combinado para o dia seguinte com o barqueiro. Vem aí mais um grande dia pela frente na cidade de tantos estrangeiros que vem ao Brasil, da Flip, de Amyr Klink, minha, sua e de todos nós. Ale Ravagnani

 

 

 

 

 

Paraty, RJ

Hora de voltar e curtir Paraty