Paris vs Nova York

Uma pitada de ironia e bom humor para retratar duas grandes cidades.

Nunca ninguém antes pensou em comparar duas metrópoles tão marcantes e únicas como Nova York e Paris, cada uma marcada por ícones fortes e caracterizados com muita personalidade, fazendo-as únicas e deleite de todo turista. O designer e diretor de arte Vahram Muratyan encontrou uma forma criativa e divertida de mostrar os aspectos cotidianos ao brincar com as duas cidades fazendo uma viagem pelas peculiaridades e marcando o comportamento dos parisienses e nova-iorquinos.

“Paris versus New York – A Tally of Two Cities”, que virou blog (www.parisvsnyc.blogspot.com) e livro estão recheadas de boas ilustrações que por si só são uma viagem pelas cidades e suas características que as tornam tão diferentes e antagônicas e ao mesmo tempo, ambas essenciais para o viajante.

As artes não costumam ser autoexplicativas, o que acaba exigindo algum conhecimento sobre aspectos das cidades. Para quem não as conhece, cada ilustração vira uma “city-tour” sobre a cultura e pelo dia-a-dia de cada cidade.

Bon voyage / Have a nice trip

Ale Ravagnani

Tiradentes. Êta trem bão, sô!

Tiradentes e suas ladeiras

Rua vista da Igreja Matriz

Cair da noite

Rua típica da cidade

Nenhuma outra cidade do interior do Brasil, conseguiu aliar características tão bacanas quanto a pequena Tiradentes, no interior de Minas Gerais. Motivos de sobra para atrair visitantes de todos os gostos.
Agora que as chuvas passaram e tudo volta ao normal, quem não conhece esta jóia da arquitetura barroca, vai se encantar.
Tenho muitos motivos para convencer a qualquer um e vou listar o que pra mim é de mais evidente, mas sempre digo que cada pessoa faz suas próprias descobertas ao viajar, e com certeza outros atrativos surgirão quando você for a Tiradentes.

1. Arquitetura colonial intacta

Matriz de Santo Antônio

Matriz de Santo Antônio

Interior de ouro da Matriz

Relógio de Sol em pedra sabão

Casario colonial típico

Chafariz de S. José

Poucas cidades do Brasil tem um patrimônio artístico tão impresssionante que se manteve ao longo dos séculos. A cidade cresceu de maneira ordenada e bem preservada. O casario colonial continua lá como foi concebido no início de 1700, graças à abundância do ouro. A Matriz de Santo Antônio construída em 1710 é a segunda igreja com mais ouro do Brasil e o órgão de tubos de 1788 é considerado um dos mais importantes do mundo e acontecem recitais às sextas-feiras à noite para ajudar você a voltar no tempo.

Muitas outras igrejas, também históricas, estão pela cidade inteira, e outros marcos históricos como o Chafariz de São José, o calçamento original, museus e monumentos estão ao seu alcance bastando uma simples caminhada pela cidade. Uma curiosidade é que a Rede Globo e muitos diretores de cinema utilizam a cidade como um cenário a céu aberto e fazem dela uma locação autêntica de época. Nenhuma outra cidade foi tão filmada, talvez graças ao bom estado de preservação, à fiação subterrânea dos postes que não deturpa o visual ou ao simples motivo de que passear por Tiradentes é quase que viver em outra época.

2. Uma região que respira arte

Atelier em Bichinho

Artesão de pedra sabão

Loja em Tiradentes

Arte em tecido

Flores de metal e sucata

Diferença no detalhe

Cerâmica do Vale do Jequitinhonha

Prepare-se para entrar nas lojas de móveis, antiguidades e visitar os ateliers de arte. São muitos e estão por todos os lados. No centro histórico bons ateliers que produzem arte como bordados, esculturas em madeira, estanho e pedra sabão e bons móveis dominam o comércio. No início da cidade, antes de acabar a estrada, boas opções de antiquários e fabricantes de móveis estão nos dois lados da via.

– Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

A vila de Bichinho, a poucos quilômetros de Tiradentes, sofreu uma completa mudança depois que a Oficina de Agosto, do artista plástico Toti chegou e começou a desenvolver os habitantes locais para criar um artesanato mais elaborado e criativo. Dezenas de outros ateliers surgiram e deram uma cara de Vila Madalena (bairro paulistano com muitos artistas, galerias e lojas criativas) para o sertão de Minas, mudando completamente o que é produzido e agregando valor e personalidade ao local. Hoje são dezenas e pequenos ateliers e lojas onde é fácil passar o dia visitando e se inspirando.

Outras cidades vizinhas se especializaram em ramos diversos e oferecem o que de melhor se produz na região.

– Resende Costa

Esta pequena cidade tem o tear como sua melhor expressão, com uma grande produção de tapetes, cortinas e tudo mais que se pode se fazer em tecido de tear.

– Coronel Xavier Chaves

O Engenho Boa Vista é considerado o mais antigo em atividade no Brasil e produz boa cachaça. Além disso, se você procura esculturas ou objetos utilitários em pedra sabão, está no lugar certo, mesmo que seja somente para apreciar o trabalho dos artesãos.

– São João del Rei

Igreja projetada por Aleijadinho

Rua das Casas Tortas, S. João del Rei

Aqui a atração não é somente o artesanato, mas se esta for sua intenção, procure pelos produtores de estanho. São vários fabricantes e estes possuem lojas de fábrica. Mas não deixe de visitar o casario barroco e seus antigos solares, como o dos Neves, as igrejas que o Aleijadinho projetou e caminhar pela rua das Casas Tortas.

3. Ótima gastronomia

A simpatia da Chef Beth Beltrão, Viradas do Largo

Não é só pelo Festival Gastronômico que acontece todo mês de agosto, que a fama de se comer bem em Tiradentes correu por aí. Além da maravilhosa comida mineira como o excelente Viradas do Largo comandado pela super chef Beth Beltrão, mas também pela diversidade da culinária local. Cuidado com os preços altos e muitas vezes é obrigatório fazer reserva para jantar, mas alguns italianos chamam a atenção como a Trattoria Via Destra, a pizza do Atrás da Matriz é bem gostosa para os domingos, o restaurante Tragaluz e sua comida mais elaborada surpreende na apresentação, cenário e a comida é de qualidade e o Theatro da Villa principalmente pelos altos preços, apesar de ter uma culinária bastante inspirada. Mas no fim da viagem, percebemos que todos os caminhos nos levavam à Beth. Obrigado pelo carinho e amor com que você faz seus banquetes.

4. Atrativos para todas as idades

Maria Fumaça saindo de Tiradentes

Como antigamente...

Museu do automóvel

Não é só para os mais velhos que Tiradentes costuma ser atrativa. Uma autêntica Maria Fumaça, numa rota que liga a cidade até São João del Rei, parte aos finais de semana numa volta ao tempo do pouco que sobrou do transporte ferroviário no Brasil. A viagem na composição puxada pela locomotiva construída na Filadélfia tem um ar de antigamente e nos dá a oportunidade e viver algo em esquecimento por aqui. Mas outros atrativos não faltam, como diversos cavalos que puxam charretes pelo centro histórico, um tour noturno patrocinado pelo Museu do Automóvel perto de Bichinho, o Festival de Cinema de Tiradentes que acontece em janeiro ou simplesmente o não fazer nada e aquela preguiça de depois do almoço que este tipo de lugar convida. Não que o tutu de feijão não tenha parte da culpa…

5. Natureza privilegiada

Vista da Serra de São José

Vista da cidade do Morro da Igreja S. Francisco de Paula

Natureza até na cidade

A Serra de São José domina a paisagem e o paredão de mais de mil metros de altura emoldura a cidade e dá uma vasta opção de passeios ecológicos e caminhadas. No caminho, uma vegetação bastante rica e cachoeiras para se refrescar. Sem contar com trechos da antiga Calçada do Ouro, onde os escravos passavam com os carregamentos de ouro. Os passeios são mais apropriados para serem feitos com guias locais e podem ser feitos a pé ou de Land Rover por outras trilhas.

6. Excelente infraestrutura

Hotel Solar da Ponte

Pousada Lis Bleu

As pousadas surgiram por todos os lados e para todos os bolsos. Você tem a opção de ficar no majestoso Solar da Ponte, um dos casarões mais bonitos de Tiradentes, onde é servido um autêntico chá inglês com sotaque mineiro todas as tardes ou ainda ficar com muito conforto em lugares menos ostensivos como a novíssima Pousada Lis Bleu, que um casal de paulistanos montaram a cerca de um ano com muito bom gosto e romantismo. Os quartos ficam espalhados pelo terreno, em pequenos conjuntos com bastante privacidade, o café da manhã é indescritível e um queijo da Serra da Canastra está à disposição para ser derretido na chapa do fogão à lenha que está sempre à postos. Além disso, sucos naturais, bolos, pães, tudo super caseiro e com gostinho de Minas. Se sobrar tempo, aproveite a pequena piscina e a sauna localizados na parte mais alta da pousada e com uma linda vista de toda a Serra e parte da cidade.

Nos finais de semana o apito da Maria Fumaça soa logo abaixo, já que estamos vizinhos da antiga estação de trem.

Êta trem bão, sô!

Ale Ravagnani

Brasil. A 31ª “marca” mais forte do mundo

Parece estranho, mas sim, os países são avaliados como marcas e acaba de sair o ranking da FutureBrand, que avaliou a força da “marca” de 113 nações do mundo, o Country Brand Index (CBI), e o Brasil ficou em 31º colocado, ou seja, o nome Brasil mundo afora e o que ele significa para as pessoas está representado nesta avaliação e no incrível crescimento de 10 posições em apenas um ano desde a última avaliação.

Diversos fatores são analisados, entre eles a qualidade de vida no país, facilidade para geração de novos negócios, consciência ambiental, cultura, liberdade política, sistema jurídico, liberdade de expressão e o turismo, no qual o Brasil aparece como o segundo País com as melhores praias, perdendo somente para a Austrália, e como o terceiro no ranking de vida noturna, atrás de Estados Unidos e Grã-Bretanha.

Entre os Brics, a liderança é da Índia, que fica com a 29º posição, mas o relatório afirma que “o Brasil é a estrela em ascensão do grupo”. Sediar grandes eventos como Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, além do crescimento da economia, explicam a performance do Brasil.

Na América Latina, o único país à frente do Brasil é a Costa Rica, que ocupa a 24ª posição.
E as marcas-país mais fortes do mundo são o Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Japão, Austrália, Estados Unidos, Suécia, Finlândia, França e Itália que ocupam as 10 primeiras posições no ranking feito através de entrevistas realizadas em julho de de 2011 com 3,5 mil turistas e empresários, além de dados de 102 especialistas e 14 pesquisas de mercado.

Baia dos Porcos e Morro Dois Irmãos em Fernando de Noronha

Fernando de Noronha ajuda à ótima classificação do Brasil no quesito praias

Porto de St. Antônio em Noronha no pôr do sol

Porto de St. Antônio e Morro do Pico ao fundo

Morro do Pico, cartão postal de Noronha

Praia do Cachorro na Vila dos Remédios, Noronha

Praia da Cacimba do Padre, Noronha

Lagarto que compõe a fauna da ilha

Morro do Pico em Fernando de Noronha

Ale Ravagnani

Halloween, Dia de los Muertos ou Dia das Bruxas. É hoje!

Seja onde for, hoje é dia 31 de Outubro e dia de comemorar o Halloween nos Estados Unidos ou o Dia dos Mortos no México no dia 02 de novembro. No Brasil as escolas de inglês acabaram aderindo às brincadeiras da comemoração e pouco lembram do Feriado de Finados que vem 3 dias depois. Mas é no México que as tradições falam mais alto e a população comemora festejando nos feriados, com comidas típicas, muitas flores, caveiras, doces e acredite se quiser, alegria. Trick or treating? Ale Ravagnani

Artesanato típico feito com recortes de papel no México

Vitrine de loja na Cidade do México

Oferendas no bairro de San Angel, Cidade do México

Típico Dia de los Muertos, México

Dia de los Muertos, San Angel

Mais oferendas ao dia dos mortos no México

Sábado de novembro no mercado de San Angel

Doces em formato de caveira, México

Quer ser enterrado vivo? Aqui você pode

A morte virou arte pop

Rua "enfeitada" na Cidade do México

Decoração do restaurante mexicano temporário A Casa dos Cariris, São Paulo

Dean & Deluca no bairro do Soho, Nova York

Oferta de abóboras para Halloween em Boston

Estoque para o Halloween, Boston

31 de outubro, Halloween

Eu e o cozinheiro. Uma história no Camboja

Esta é uma história improvável para os dias de hoje, mas que aconteceu há 16 anos, num dos países mais isolados do mundo (pelo menos naqueles tempos). Até parece mentira, mas aconteceu e é esse tipo de coisa que acontece quando se viaja, é que faz um certo lugar ficar marcado para sempre em nossa memória.

Uma viagem é feita por vários aspectos, são os lugares que visitamos, o povo local, coisas inusitadas que vemos e claro, a comida do lugar, que também diz muito a respeito daquela cultura, os hábitos, clima e mais um pouco.

Era uma noite quente e úmida numa cidadezinha do interior do Camboja chamada Siem Reap. Um vilarejo que fica à beira do Rio Mekong, um dos maiores rios do mundo e também porta de entrada dos magníficos templos de Angkor, construídos a partir do século IX. Cheguei na cidade já no fim do dia vindo de Phnom Penh, a capital do país, num voo da Royal Air Cambodia que parecia saído da União Soviética pós Guerra e pós tudo, um Tupolev sujo, mal cuidado, mas o pior mesmo era quando estava no ar, parecia que não ia conseguir chegar a lugar algum e a turbulência do clima tropical era brutal e não ajudava em nada.

Ainda por cima, na minha estada anterior em Bangkok, um tanque de Guerra praticamente havia me atropelado por dentro. Estava passando mal do estômago de verdade, onde credito essa intempérie à minha curiosidade pela magnífica culinária tailandesa e às quantidades cavalares de pimenta que meu corpo recebeu.

Superei a viagem sem muita coisa no estômago pra passar mal e cheguei são e salvo no Camboja, meio que de ressaca e felizmente recuperado dos problemas estomacais recentes. Como dizem que tenho estômago de avestruz, e tenho mesmo, fui para meu pequeno e singelo hotel, situado numa das poucas ruas da cidade, com pouca iluminação que era provida por geradores e que ficava oscilando o tempo todo dando um clima de fim de mundo. Tomei banho, o que não ajudou muito a refrescar e saí em busca de algum lugar para comer. Tudo estava vazio, pouquíssimos turistas à vista e o brasileiro curioso e destemido caminhando sem direção. Encontrei um lugar que me parecia apresentável e sentei numa mesa de canto. Eu era o único cliente da noite no lugar durante minha refeição inteira, e olha que ela não durou pouco.

Um garçom muito atencioso tentava me explicar o que era cada prato, mas o entendimento ali não foi fácil. Na dúvida, pedi vários pratos, em parte por não querer arriscar e comer algo que poderia não descer bem, e talvez mais provavelmente por querer repor o tempo perdido pela noite anterior e pelo dia inteiro onde não foi possível comer absolutamente nada, a não ser muita água para minha re-hidratação.

Depois de alguma espera começaram a chegar os pratos. A apresentação estava boa, mas os sabores eram simplesmente sensacionais. Chegou de tudo, carne de vaca ao molho que parecia de ostras servido com vegetais, todos ao dente e numa cor sem igual, tudo super fresco, frango com leite de coco e mais algumas coisas que meu paladar não conseguiu identificar, peixe cozido e frito vindos diretamente do Rio Mekong, mas super bem preparados, camarões, e mais alguma coisa que não sei bem o que poderia ser, mas acredito que era uma iguaria local super apreciada, cobra… Experimentei, mas eu não tinha estômago para arriscar tanto e parei na primeira garfada. Depois de mais de hora nesta refeição silenciosa, com os dois garçons do lugar me admirando de queixo caído, um deles veio me dizer que o chef do restaurante gostaria de me conhecer. Foi uma surpresa e tanto e claro que começamos uma conversa de doido, um tentando se fazer compreender como podia, eu no inglês e ele no francês. Depois de 15 minutos de conversa boa, ele me disse que estava fechando seu restaurante e perguntou se eu gostaria de conhecer a cidade. Ressabiado como todo bom brasileiro escaldado, subi em sua motoca, na verdade uma mobilete tão antiga quanto o avião que me levou até ali, e saímos pelas ruas mal iluminadas da cidade.

Passamos por bares ainda mais escuros, por ruelas, pelos poucos bairros, por muitas ruas esburacadas e tantas outras de chão batido, parávamos quando ele encontrava algum conhecido, me contou sobre sua vida e sua família, e depois ao fim de nosso tour, paramos num bar para tomar uma autêntica cerveja cambojana, a Angkor Beer, que tive a capacidade de trazer uma long neck da viagem como souvenir. Já bem tarde ele me deixou em meu hotel e este encontro improvável com este simpático cozinheiro foi uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura desse povo amistoso e hospitaleiro, que sofreu nas mãos de regimes repressores e cruéis e que mesmo assim está aberto para conhecer o que vem de fora e quem pode trazer um pouco de informação de outras culturas.

No dia seguinte logo cedo os templos de Angkor me esperavam, mas aí é outra história que já foi postada aqui no O Mundo é Meu Vizinho.

Ale Ravagnani

Onde é o quente do momento pra se ir no mundo

Os guias de viagem Lonely Planet, meu fiel escudeiro em muitas de minhas andanças pelo mundo, lança todos os anos o guia Best in Travel. São as melhores tendências, destinos, viagens e experiências que se pode encontrar no momento. Essas listas de destinos podem ser uma ótima ajuda se por acaso baixar aquela dúvida em escolher dentre tantos lugares no mundo. O Guia leva em conta uma série de fatores todos os anos ao eleger seus destinos favoritos, e aqui, junto com eles, elejo os meus também. Já estive em alguns destes lugares, e outros ainda são planos. Ah, e o Brasil este ano está no topo da lista e foi eleito um dos 10 melhores países para se conhecer.

A seguir algumas das listas que devem nos inspirar ao escolher onde ir.

TOP 10 – PAÍSES

Albânia
Brasil
Cabo Verde
Panamá
Bulgária
Vanuatu
Itália
Tanzânia
Síria
Japão

Zanzibar, Tanzânia

Monte Kilimanjaro, Tanzânia

Se eu fosse escolher um destes destinos para ir amanhã, a Tanzânia estaria no topo da minha lista. Imagina que num único lugar se encontra o Monte Kilimanjaro, as águas azuis da costa no Oceano Índico de Zanzibar e o parque de Serengueti com sua fauna sem igual no mundo e um dos safaris mais selvagens e excitentes que se pode fazer.

TOP 10 – REGIÕES

Sinai, Egito
Istria, Croacia
Ilhas Marquesas, Polinésia Francesa
Capadócia, Turquia
Ilhas Shetland, Escócia
Grande Barreira de Corais, Austrália
Costa Oeste, Estados Unidos (de Los Angeles a Seattle)
Patagônia Chilena
Ilhas Gili, Indonésia
Westfjords, Islândia

Capadócia, Turquia

Islândia

Aqui o páreo é duro para se escolher somente um destino. Minha dúvida seria entre optar pela região da Capadócia na Turquia, com suas impressionantes formações rochosas, seus hotéis-cavernas e os passeios de balão ou a Croácia, grande destino do turismo mundial atual, que mistura cidades medievais à beira de um mar translúcido ou os fiordes e geleiras da Islândia com suas imensas massas de gelo e muita vida selvagem em plena Europa, apesar de estar bastante isolada numa ilha.

TOP 10 – CIDADES

Nova York, estados Unidos
Tânger, Marrocos
Tel Aviv, Israel
Wellington, Nova Zelândia
Valência, Espanha
Iquitos, Peru
Ghent, Bélgica
Delhi, Índia
Newcastle, Austrália
Chiang Mai, Tailândia

Tânger, Marrocos

Chiang Mai, Tailândia

O Marrocos é uma grande experência que deve ser vivida devagar para conseguir assimilar tantas informações e novas sensações, e Tânger é o lugar para vivenciar o estilo marroquino, ainda mais se você ficar hospedado num hotel-Kasbah, que é definitivamente uma volta ao tempo.
Wellington na Nova Zelândia é a Inglaterra em plena Oceania, com cultura local mas com tempero inglês. E se a distância não for problema, a região de Chiang Mai na Tailândia convida para um safári no lombo de elefantes pelas montanhas mais altas do país, com uma vegetação estonteante, entremeada por muitos templos para sua viagem ser repleta de relaxamento e cultura zen.

TOP 10 – MELHORES CUSTO-BENEFÍCIO

Bangladesh
Nicarágua, América Central
Washington, Estados Unidos
Paris, França
Namíbia, sul da África
Argentina
Nápoles, Itália
Filipinas
Ucrânia
Síria

Deserto da Namíbia

Filipinas

Invista no que lhe parece o menos óbvio possível. Lembre-se que quanto mais somos jovem, mais fácil encaramos alguma falta de conforto e lugares com menos estruturas para receber o turista. A Namíbia não se encaixa tão bem nestas descrições, já que o país se estruturou bastante para o turismo, comparado a meu ver com sua vizinha África do Sul, apesar de toda a rusticidade das paisagens. Vá logo porque ainda não foi descoberto pelo mundo. As Filipinas é outro destino fora do grande circuito, mas cheio de surpresas. Praias e mais praias de areias tão brancas e imaculadas que vai ser difícil encontrar igual, e por fim a Síria guarda muita história apesar de ter vivido um regime pouco ortodoxo e bastante repressivo. Você vai encontrar muita história, uma comida extraordinária e um povo amistoso.

Ale Ravagnani

Dia de Feira na França

Toda boa refeição na França começa na feira.

Marché Forville em Cannes, sul da França

Do mar para a mesa, Cannes

Ladurée e o macaron de flor de laranjeira

A tradição da gastronomia francesa vem de muito, muito tempo. Os chefs são considerados estrelas desde os tempos do grande cozinheiro Antoine Carême que viveu no século XVIII, no auge da Revolução Francesa e ficou conhecido como o “chef dos reis e o rei dos chefs”. Em sua vida, serviu Napoleão e depois de sua queda, Carême foi para Londres e trabalhou como chef de cuisine para o Príncipe Regente, George IV. Retornando ao continente, serviu ao Czar Alexander I em São Petersburgo, antes de retornar à Paris, onde trabalhou como chef para o banqueiro James Mayer Rothschild. Ele é lembrado como o fundador do conceito de alta gastronomia.

O grande chef Antoine Carême

Criações de Carême

Mas o que desde aqueles tempos era falado? Que toda grande gastronomia começa com bons ingredientes, e isso na França é da mais pura verdade e importância. Um dia num mercado francês, é uma viagem pela gastronomia, com os ingredientes mais bonitos que se pode encontrar, tudo muito fresco e vindo direto do produtor. É colírio para os olhos, de quem gosta de cozinhar ou somente para aqueles que apreciam uma boa refeição e sabem como é importante a base de tudo. Mas olhando toda a variedade e qualidade dos produtos, percebemos a herança que o povo francês carrega. É quase uma devoção ir ao mercado e escolher o que de mais fresco chegou para ser servido à noite em casa. E não estamos somente das grandes cidades. Praticamente qualquer cidade francesa tem sua feira livre onde todos os dias os ingredientes para uma grande refeição os esperam para irem para a panela. São tantas variedades, tantos cogumelos diferentes, trufas negras, tomates dos mais diversos tipos e cores, queijos e até uma simples abobrinha em flor se torna uma iguaria aos olhos de quem gosta de comer bem. E isso na França é levado tão a sério que faz parte da identidade nacional. E pela culinária se começa e se encerra uma grande viagem pelo ícone mundial da boa comida, seja ela feita pelas criações de um grande chef com estrelas Michelin ou por uma simples dona de casa que vem seguindo receitas que passaram de geração em geração. Bon appétit!

Ale Ravagnani