Retratos de Harvard

Relaxando nos jardins de Harvard

Escadaria da biblioteca

Inspiração pelo campus

A Universidade de Harvard, situada nos arredores de Boston e uma das instituições educacionais mais prestigiadas dos Estados Unidos e do mundo, vem sendo uma grande atrativo para muitos brasileiros que buscam um diploma no exterior. Foi-se o tempo que o imigrante brasileiro era aquele que somente ia atrás de melhores condições de vida para ele e sua família, onde a grande maioria trabalhava no que aparecia pela frente, como restaurantes ou construção civil. Hoje com mais estabilidade econômica e maiores possibilidades, este novo imigrante procura sair do país para voltar mais qualificado e preparado para se sair melhor, muitas vezes pensando em seu país, que hoje é onde estão as melhores oportunidades de um bom trabalho.

Ao visitar Harvard é que nos damos conta que não é somente um ensino exemplar que atrai tanta gente de todos os países do mundo, mas também a oportunidade em vivenciar um estilo de vida mais tranquilo com um ambiente inspirador. Fundada em 1636 na cidade de Cambridge no estado de Massachussetts, foi batizada Harvard College em homenagem a John Harvard, um de seus principais mecenas. Atualmente possui mais de 20 mil estudantes matriculados, sendo mais da metade deles de estudantes de pós-graduação que fazem mestrado e doutorado.

Harvard, além de ser a mais rica, é também considerada a melhor universidade do mundo.
Sete presidentes dos Estados Unidos graduaram-se nela: John Adams, John Quincy Adams, Rutherford B. Hayes, John F. Kennedy, Franklin Delano Roosevelt, Theodore Roosevelt e Barack Obama. Além disso, Bill Gates, presidente da Microsoft, e Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, também foram alunos da universidade.
Aí nos damos conta que boa escola faz toda a diferença.

Hora da aula

Portão de entrada

Arquitetura típica da herança inglesa na Nova Inglaterra

Natureza por todos os lados

Prédios independentes e divididos por setores

A bicicleta é o meio de transporte em Cambridge

Preparado para a canoagem, Cambridge

Lanchonete/cenário de A Rede Social, Cambridge

História na Nova Inglaterra, Cambridge

Traquitana musical na pracinha de Cambridge

Ale Ravagnani

Paris vs Nova York

Uma pitada de ironia e bom humor para retratar duas grandes cidades.

Nunca ninguém antes pensou em comparar duas metrópoles tão marcantes e únicas como Nova York e Paris, cada uma marcada por ícones fortes e caracterizados com muita personalidade, fazendo-as únicas e deleite de todo turista. O designer e diretor de arte Vahram Muratyan encontrou uma forma criativa e divertida de mostrar os aspectos cotidianos ao brincar com as duas cidades fazendo uma viagem pelas peculiaridades e marcando o comportamento dos parisienses e nova-iorquinos.

“Paris versus New York – A Tally of Two Cities”, que virou blog (www.parisvsnyc.blogspot.com) e livro estão recheadas de boas ilustrações que por si só são uma viagem pelas cidades e suas características que as tornam tão diferentes e antagônicas e ao mesmo tempo, ambas essenciais para o viajante.

As artes não costumam ser autoexplicativas, o que acaba exigindo algum conhecimento sobre aspectos das cidades. Para quem não as conhece, cada ilustração vira uma “city-tour” sobre a cultura e pelo dia-a-dia de cada cidade.

Bon voyage / Have a nice trip

Ale Ravagnani

Tiradentes. Êta trem bão, sô!

Tiradentes e suas ladeiras

Rua vista da Igreja Matriz

Cair da noite

Rua típica da cidade

Nenhuma outra cidade do interior do Brasil, conseguiu aliar características tão bacanas quanto a pequena Tiradentes, no interior de Minas Gerais. Motivos de sobra para atrair visitantes de todos os gostos.
Agora que as chuvas passaram e tudo volta ao normal, quem não conhece esta jóia da arquitetura barroca, vai se encantar.
Tenho muitos motivos para convencer a qualquer um e vou listar o que pra mim é de mais evidente, mas sempre digo que cada pessoa faz suas próprias descobertas ao viajar, e com certeza outros atrativos surgirão quando você for a Tiradentes.

1. Arquitetura colonial intacta

Matriz de Santo Antônio

Matriz de Santo Antônio

Interior de ouro da Matriz

Relógio de Sol em pedra sabão

Casario colonial típico

Chafariz de S. José

Poucas cidades do Brasil tem um patrimônio artístico tão impresssionante que se manteve ao longo dos séculos. A cidade cresceu de maneira ordenada e bem preservada. O casario colonial continua lá como foi concebido no início de 1700, graças à abundância do ouro. A Matriz de Santo Antônio construída em 1710 é a segunda igreja com mais ouro do Brasil e o órgão de tubos de 1788 é considerado um dos mais importantes do mundo e acontecem recitais às sextas-feiras à noite para ajudar você a voltar no tempo.

Muitas outras igrejas, também históricas, estão pela cidade inteira, e outros marcos históricos como o Chafariz de São José, o calçamento original, museus e monumentos estão ao seu alcance bastando uma simples caminhada pela cidade. Uma curiosidade é que a Rede Globo e muitos diretores de cinema utilizam a cidade como um cenário a céu aberto e fazem dela uma locação autêntica de época. Nenhuma outra cidade foi tão filmada, talvez graças ao bom estado de preservação, à fiação subterrânea dos postes que não deturpa o visual ou ao simples motivo de que passear por Tiradentes é quase que viver em outra época.

2. Uma região que respira arte

Atelier em Bichinho

Artesão de pedra sabão

Loja em Tiradentes

Arte em tecido

Flores de metal e sucata

Diferença no detalhe

Cerâmica do Vale do Jequitinhonha

Prepare-se para entrar nas lojas de móveis, antiguidades e visitar os ateliers de arte. São muitos e estão por todos os lados. No centro histórico bons ateliers que produzem arte como bordados, esculturas em madeira, estanho e pedra sabão e bons móveis dominam o comércio. No início da cidade, antes de acabar a estrada, boas opções de antiquários e fabricantes de móveis estão nos dois lados da via.

– Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

Oficina de Agosto, Bichinho

A vila de Bichinho, a poucos quilômetros de Tiradentes, sofreu uma completa mudança depois que a Oficina de Agosto, do artista plástico Toti chegou e começou a desenvolver os habitantes locais para criar um artesanato mais elaborado e criativo. Dezenas de outros ateliers surgiram e deram uma cara de Vila Madalena (bairro paulistano com muitos artistas, galerias e lojas criativas) para o sertão de Minas, mudando completamente o que é produzido e agregando valor e personalidade ao local. Hoje são dezenas e pequenos ateliers e lojas onde é fácil passar o dia visitando e se inspirando.

Outras cidades vizinhas se especializaram em ramos diversos e oferecem o que de melhor se produz na região.

– Resende Costa

Esta pequena cidade tem o tear como sua melhor expressão, com uma grande produção de tapetes, cortinas e tudo mais que se pode se fazer em tecido de tear.

– Coronel Xavier Chaves

O Engenho Boa Vista é considerado o mais antigo em atividade no Brasil e produz boa cachaça. Além disso, se você procura esculturas ou objetos utilitários em pedra sabão, está no lugar certo, mesmo que seja somente para apreciar o trabalho dos artesãos.

– São João del Rei

Igreja projetada por Aleijadinho

Rua das Casas Tortas, S. João del Rei

Aqui a atração não é somente o artesanato, mas se esta for sua intenção, procure pelos produtores de estanho. São vários fabricantes e estes possuem lojas de fábrica. Mas não deixe de visitar o casario barroco e seus antigos solares, como o dos Neves, as igrejas que o Aleijadinho projetou e caminhar pela rua das Casas Tortas.

3. Ótima gastronomia

A simpatia da Chef Beth Beltrão, Viradas do Largo

Não é só pelo Festival Gastronômico que acontece todo mês de agosto, que a fama de se comer bem em Tiradentes correu por aí. Além da maravilhosa comida mineira como o excelente Viradas do Largo comandado pela super chef Beth Beltrão, mas também pela diversidade da culinária local. Cuidado com os preços altos e muitas vezes é obrigatório fazer reserva para jantar, mas alguns italianos chamam a atenção como a Trattoria Via Destra, a pizza do Atrás da Matriz é bem gostosa para os domingos, o restaurante Tragaluz e sua comida mais elaborada surpreende na apresentação, cenário e a comida é de qualidade e o Theatro da Villa principalmente pelos altos preços, apesar de ter uma culinária bastante inspirada. Mas no fim da viagem, percebemos que todos os caminhos nos levavam à Beth. Obrigado pelo carinho e amor com que você faz seus banquetes.

4. Atrativos para todas as idades

Maria Fumaça saindo de Tiradentes

Como antigamente...

Museu do automóvel

Não é só para os mais velhos que Tiradentes costuma ser atrativa. Uma autêntica Maria Fumaça, numa rota que liga a cidade até São João del Rei, parte aos finais de semana numa volta ao tempo do pouco que sobrou do transporte ferroviário no Brasil. A viagem na composição puxada pela locomotiva construída na Filadélfia tem um ar de antigamente e nos dá a oportunidade e viver algo em esquecimento por aqui. Mas outros atrativos não faltam, como diversos cavalos que puxam charretes pelo centro histórico, um tour noturno patrocinado pelo Museu do Automóvel perto de Bichinho, o Festival de Cinema de Tiradentes que acontece em janeiro ou simplesmente o não fazer nada e aquela preguiça de depois do almoço que este tipo de lugar convida. Não que o tutu de feijão não tenha parte da culpa…

5. Natureza privilegiada

Vista da Serra de São José

Vista da cidade do Morro da Igreja S. Francisco de Paula

Natureza até na cidade

A Serra de São José domina a paisagem e o paredão de mais de mil metros de altura emoldura a cidade e dá uma vasta opção de passeios ecológicos e caminhadas. No caminho, uma vegetação bastante rica e cachoeiras para se refrescar. Sem contar com trechos da antiga Calçada do Ouro, onde os escravos passavam com os carregamentos de ouro. Os passeios são mais apropriados para serem feitos com guias locais e podem ser feitos a pé ou de Land Rover por outras trilhas.

6. Excelente infraestrutura

Hotel Solar da Ponte

Pousada Lis Bleu

As pousadas surgiram por todos os lados e para todos os bolsos. Você tem a opção de ficar no majestoso Solar da Ponte, um dos casarões mais bonitos de Tiradentes, onde é servido um autêntico chá inglês com sotaque mineiro todas as tardes ou ainda ficar com muito conforto em lugares menos ostensivos como a novíssima Pousada Lis Bleu, que um casal de paulistanos montaram a cerca de um ano com muito bom gosto e romantismo. Os quartos ficam espalhados pelo terreno, em pequenos conjuntos com bastante privacidade, o café da manhã é indescritível e um queijo da Serra da Canastra está à disposição para ser derretido na chapa do fogão à lenha que está sempre à postos. Além disso, sucos naturais, bolos, pães, tudo super caseiro e com gostinho de Minas. Se sobrar tempo, aproveite a pequena piscina e a sauna localizados na parte mais alta da pousada e com uma linda vista de toda a Serra e parte da cidade.

Nos finais de semana o apito da Maria Fumaça soa logo abaixo, já que estamos vizinhos da antiga estação de trem.

Êta trem bão, sô!

Ale Ravagnani

São Paulo vista num voo panorâmico ou dos edifícios mais altos da cidade


Região do bairro do Sumaré e da Paulista

Edifício Itália no centro de São Paulo

Quase não conseguimos mais perceber a cidade. Seja pela pressa por que passamos por ela, seja pela alta concentração de tudo, de pessoas, carros, concreto e a dificuldade de separar o joio do trigo, a bagunça da boa arquitetura. Tudo é superlativo numa das maiores metrópoles do mundo e na maior cidade brasileira. Do alto conseguimos prestar atenção em detalhes que nosso dia a dia não permite, e melhor, o ângulo é único.

Se você não tiver oportunidade de fazer um voo panorâmico pela cidade, alguns outros pontos podem ajudar a ter aquela visão de tirar o fôlego, e ver aquele mar de prédios de cima e longe da multidão. No alto do 41º andar do Edifício Itália ou a 165 metros do chão, no centro da cidade, um jantar no Terraço Itália vale pela vista e hoje em dia também pela comida que recentemente foi renovada pelo chef italiano Samuele Oliva (ex-chef do restaurante Piselli). Outro lugar que vale tanto pela vista quanto pela refeição é o Arola Vintetres, do estrelado chef catalão Sergi Arola, que fica no alto do Hotel Tivoli Mofarrej, na região da Av. Paulista. Nesse caso a experiência gastronômica é tão elevada que quase se esquece de olhar pela janela para admirar os prédios da Paulista. E uma última opção, mas numa escala menor porém não menos bonita, o alto do Hotel Unique abriga um restaurante aberto também para quem não está hospedado, o Skye. Almoçar ou jantar à beira da piscina vermelha do hotel e emoldurado pela vista do Jardim Europa, um dos bairros residenciais mais arborizados de São Paulo, apresenta uma cidade numa escala muito mais acessível e menos agressiva. Seja qual for suas escolhas, São Paulo combina com uma boa refeição. Escolha pelos dois, começe com o voo e termine com um bom jantar.

Bairro do Brooklin e região da Berrini

Ponte Estaiada e o Rio Pinheiros

Shopping Market Place e Morumbi

Estação Elevatória no Rio Pinheiros

Esporte Clube Pinheiros

Ponte do Morumbi e ciclofaixa do Rio Pinheiros

Bairro do Morumbi

Auditório do Parque do Ibirapuera

Estádio e clube do Palmeiras

Igreja

Viaduto do Chá no Vale do Anhangabaú

Carga e Descarga

Tenda do Cirque du Soleil no Parque Villa Lobos

Rotatória

Playcenter

Auditório do Anhembi

Ale Ravagnani

Visitar Boston é matar as saudades da Inglaterra

A cidade de Boston, localizada no estado de Massachusetts na costa oeste americana, vem sendo negligenciada pelos turistas a muito tempo. Talvez seja pela proximidade com Nova York e suas inúmeras atrações, mas este não deveria ser o motivo de ser deixada tão de lado. Principalmente depois de passar pela sua vizinha Nova York, Boston acaba sendo o lugar ideal para para aquela descompressão de cidade grande, para sentir como é bom estar num lugar com alta qualidade de vida, onde as pessoas caminham sem pressa pelas ruas e o almoço não é um simples sanduíche comido em pé. Recentemente um enorme projeto urbano chamado de “Big Dig” colocou diversas vias expressas para debaixo da terra. Antes cortavam a cidade deixando-a pouco amigável, agora todo o trânsito pesado desapareceu de nossos olhos e depois de 12 anos de obras, entregou uma cidade muito mais amigável para o pedestre.

Longfellow Bridge no Charles River

O frio não espanta os esportes náuticos

Ponte antiga de Boston

Aportando na cidade

Não encare uma visita a Boston apenas como viagem de um dia, aquele típico bate e volta. Seja generoso e se puder não pense duas vezes em reservar uma semana inteira. Além de conhecer a cidade e um pouco do estado, conhecer sua redondeza e os estados vizinhos do Maine, Connecticut, New Hampshire e Rhode Island, especialmente se a época do ano for o outono, será uma viagem inesquecível. As folhas das árvores ficam amarelas e depois vermelhas cor de fogo completam um visual deslumbrante. Ali por perto ficam as famosas e ricas Cape Cod e Martha’s Vineyard, cidades aristocráticas a beira mar, Salem, que ficou famosa por suas histórias de bruxas no século XVII, entre muitos outros lugares especiais que fazem da região da Nova Inglaterra uma das mais bonitas dos Estados Unidos, com uma perfeita harmonia entre cidades históricas e natureza. Aliás, foi em Boston onde muito da história dos pioneiros que chegaram ao país começou. Fundada em 1630 pelos ingleses, também está ali perto na cidade de Cambridge a primeira universidade americana, Harvard e o M.I.T, considerado uma das melhores escolas de tecnologia do mundo.

Boston Old City Hall

Quincy Market

Quincy Market

Trinity Church

Jardim público de Boston

Faneuil Hall

Jardins de Boston

Em Boston, caminhando pela Freedom Trail você vai curtir o passado da cidade. O Museum of Fine Arts (MFA) e sua vasta coleção de arte, que passa por diversos períodos e estilos, prova que ali não faltam boas referências da história da arte também. Suas compras também não irão ficar nada a dever à vizinha famosa de Nova York, e ao invés de encontrar lojas e ruas congestionadas, aqui tudo parece ser mais civilizado e tranquilo. Na Newbury Street, além de arquitetura inglesa com seus prédios de tijolinho e uma bela rua arborizada, você encontra um comércio de primeira, passando por todas as marcas disputadas em toda cidade grande a achados fashions mais descolados. Termine com uma bela cerveja e boa conversa em um dos famosos pubs irlandeses. Boa cerveja local não falta para abastecer as torneiras. E como prato principal, procure um dos muitos restaurantes especializados na iguaria local, a lagosta. Além de deliciosa, não se acanhe com o medo que daria para quebrá-la. Pedindo com jeitinho para o garçon, eles dão um jeito na casca que num piscar de olhos já era. Bom apetite!

Influência inglesa na arquitetura

Prédio típico

Contrastes

Inspiração da era industrial

Bairro residencial

Encontrando espaço

Área revitalizada de Boston Harbor

Vista do Top of the Hub na Prudential Tower

Repondo as energias

Ale Ravagnani

De volta ao tempo entre Paraty e o Rio de Janeiro

Viajar ao estado do Rio de Janeiro vai além de sol e belas paisagens, é beber da nossa história direto da fonte.

A pouco mais da metade do caminho entre São Paulo e o Rio, meio que escondida na Serra do Mar, fica a bela cidade histórica de Paraty. Fundada em 1667, a cidade passou por momentos áureos, primeiro como um grande centro produtor de cachaça, chegando a ter mais de 250 engenhos de cana de açúcar para a produção da aguardente e no século XVIII, foi um importante porto por onde se escoava o ouro e as pedras preciosas que vinham de Minas Gerais e iam em direção a Portugal. Mais recentemente, com a descoberta pelos turistas, principalmente após a abertura da Rodovia Rio-Santos na década de 70. Espremida entre a Serra da Bocaina e a Serra do Mar, Paraty é única no Brasil. São ilhas e mais ilhas, algumas completamente intocadas e um mar de cor verde sem igual. No lado da Bocaina, a impressão é de se estar no campo, e muito longe do mar, mas basta achar uma brecha entre as montanhas pra encontrar o mar ao longe. E de barco, quanto mais se distancia da costa, mais preservada se encontra a natureza. Na cidade, são Igrejas centenárias e casarões históricos por todos os lados. Símbolos maçons são vistos em muitas de suas construções, mas seus significados hoje em dia são muito mais estéticos do que qualquer outra coisa. Um dia nublado na cidade pode significar um grande dia de caminhadas e descobertas pelas pedras desiguais das ruelas de Paraty e um grande dia tanto quanto se você estivesse nas praias das ilhas logo ali em frente. É uma troca sem perda alguma.

Ilha do Cedro na Baia de Paraty

Vista da Pousada Arte Urquijo em Paraty

Casario histórico de Paraty

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, Paraty

Casa próxima ao cais de Paraty

Vendo o tempo passar, Paraty

Já chegando ao Rio de Janeiro e continuando sua busca pela história, uma parada no centro convida uma volta ao tempo. A Confeitaria Colombo foi fundada em 1894 e não é só pelo concorrido salão de chá que fica apinhado de cariocas e turistas. Sua arquitetura impressiona e na época só rivalizava com as confeitarias de Paris ou Londres. Hoje impressiona muito mais, já que seus mais 100 anos de história não ofuscaram seu glamour, pelo contrário, é uma ilha no meio da cidade, um lugar para parar e esperar o tempo passar, ou até mesmo voltar nele, e tentar se transportar para sua época de ouro, imaginando como eram as pessoas e o que aquilo tudo representava. Hoje em dia, a disputa por uma mesa é grande, assim como as opções do cardápio. Num fim de tarde corrido, depois de desistir de enfrentar a fila para sentar, recorri ao balcão mesmo e provei um gostoso bolinho de bacalhau e para recuperar as energias, uma torta doce mil folhas de cair o queixo. Mas as opções são muitas e um desfile de chás, doces e salgados estão à espera daqueles sortudos de verdade que estão ali sem pressa e sem precisar olhar para o relógio, assim como era a vida 100 anos atrás.

Confeitaria Colombo, Rio de janeiro

Belle Époque da Confeitaria Colombo

Linda arquitetura Art Nouveau

Disputado salão da Confeitaria

Vitrais do teto da Colombo

Mosteiro de São Bento fundado em 1590 no Rio de Janeiro

Mosteiro, a casa dos monges beneditinos

Ale Ravagnani

Londres, suas ruas e sua personalidade

Londres se conhece caminhando por suas ruas. Não é preciso muito mais para dizer que se conhece bem a cidade, porque sua verdadeira alma é formada por quem as habita, tal diversidade se encontra pela frente. Andar por suas ruas é voltar ao tempo, e ao mesmo tempo, pode ser um adiantar dos ponteiros do relógio, é ir para a Índia, para a Turquia, é visitar o Nepal, e dar a volta ao mundo em poucos passos. É pensar que a cidade recebe a todos de braços abertos e os respeita como são.

A sensação de liberdade que se tem em Londres é única e em nenhuma outra metrópole do mundo você se sente tão cidadão do mundo, de um novo mundo que só Londres sabe receber e aceitar. E, o mais importante, poucos são os bairros dos guetos ou das minorias. As pessoas se mesclam umas às outras, o que torna a paisagem urbana única e diferenciada, seja onde você estiver. Não tem barreira religiosa, de raça ou de opção sexual. A coexistência é uma realidade num mundo em que muito frequentemente se questionam as fronteiras e barreiras impostas por onde nascemos, nos restringindo onde não escolhemos que ali seriam nossas casas. Mas aqui isto não vem ao caso.

Isto não vem de hoje. Os ingleses foram grandes desbravadores dos chamados  velho e novo mundo. Chegaram na África, Índia, China, Austrália, entre muitos outros países, e agora é a vez de retribuir, de ter um olhar diferente com os entrangeiros. E pensar que quase um terço da população é formada por gente de fora, só se atesta o que nossos olhos constatam caminhando pela cidade.

Este foi o resumo de três lindos dias do verão de Londres que gostaria de compartilhar com vocês.

Vergonha de que?

Posando na Tower Bridge

Free Tibet

Se sentindo em casa

Estátua humana

Thank you my lady

Transporte alternativo

Semana de Wimbledon na Tate Modern

Elegância inglesa

Dia do rosa

Pra onde ele foi?

Tâmisa e a Tower Bridge

O último dos moicanos em Camden Town

Trabalho de cachorro

Pausa para o descanso

Quebrando a monotonia

Picadilly Circus

Soho Square

Vergonha de que 2?

Oxford Street

Domingo em Covent Garden

Uma moeda por um abraço

Berimbau

Mordida dos peixinhos em Camden Town

Domingo de sol em Camden Lock

Voltando no tempo em Covent Garden

Ale Ravagnani

Oscar Niemeyer deixa Curitiba ainda mais bonita

Museu do Olho - MON em Curitiba

Curitiba vem ao longo dos anos se tornando mais do que uma cidade com índices invejáveis em civilidade e qualidade de vida. Desde quando o prefeito Jaime Lerner estava na ativa, revolucionando e trazendo soluções para a cidade, o urbanismo é assunto levado muito a sério na cidade.

Em 2002, quando o Museu Oscar Niemeyer – MON, vulgo Museu do Olho, projetado por Oscar Niemeyer foi inaugurado, este olhar para o futuro volta a pairar na cidade. Além de ser uma obra realmente diferenciada do arquiteto, trouxe mais personalidade para Curitiba e ajudou grandes exposições terem uma casa à altura de seus artistas. Localizado no Centro Cívico de Curitiba, tendo ao fundo o Bosque do Papa, o traço do mestre está ali mais do que presente.

Lateral do prédio de Oscar Niemeyer

Desafiando a lei da gravidade

Descobrindo Niemeyer em cada detalhe

Estive dezenas de vezes na cidade, mas sempre à trabalho, e para mim a viagem não estava completa se no caminho aeroporto-agência-cliente-aeroporto, ao menos eu não colocasse meus olhos neste olho que estava sempre onipresente. Algumas vezes tive a felicidade de ver grandes exposições, como a dos grafiteiros Os Gêmeos e a do escultor inglês Henry Moore, guiado pelo criativo e meu amigo Eto Bastos, além da equipe de criação da agência em ótimos momentos de descompressão. Finalmente os grandes artistas tem a melhor moldura que eles poderiam imaginar em Curitiba.

Qualquer semelhança com Brasilia não é mera coincidência

Interior do Olho e os desenhos do arquiteto

Se estiver pela cidade, não deixe de ver por nada.
Até o dia 14 de agosto, está em cartaz no MON a exposição Dores da Colômbia do maior artista do país, Fernando Botero. São 67 obras, incluindo 6 aquarelas, 36 desenhos e 25 pinturas, produzidas entre 1999 e 2004.

Retrospectiva dos Gêmeos realizada no MON

Os Gêmeos brincando com as proporções

Exposição do Botero em Curitiba - foto por Gerson Klaina

Ale Ravagnani

Barcelona se renova todos os dias

Domo de vitral em edifício de Barcelona

Detalhe nas ruas

Se não fossem por seus arquitetos-artistas, Barcelona não seria a mesma hoje em dia. Sua paisagem arquitetônica atual transformou a cidade, trazendo uma mescla única entre o moderno e o antigo, o novo e o tradicional. Considero a cidade de Barcelona, situada na região da Catalunha na Espanha, um museu a céu aberto. Sempre me inspira andar por cidades onde a preocupação estética é realmente levada a sério. Aqui a arquitetura é pensada para melhorar a vida de seus habitantes e uma verdadeira inspiração para a vida.

Sagrada Família em construção há mais de 100 anos

Sagrada Família, Gaudí

O onipresente Antoni Gaudí teve a cidade onde viveu e trabalhou como grande fonte de inspiração. Desde a inacabada Sagrada Família, que teve o início de sua construção em 1882 e que está prevista para acabar em 2020, ao fabuloso Parque Güell, que representa o máximo do modernismo catalão e foi construído entre 1900 e 1914. Tudo exprime a arte do mestre Gaudí. O Parque fica numa área alta de Barcelona, com vista para toda a cidade com o mar ao fundo, e isto é só o pano de fundo. É no próprio parque que estão suas atrações. Densamente construído, apesar de se denominar um “parque”, cada detalhe tem algo de extraordinário, os mosaicos que de perto são cacos de azulejos, visto de longe são harmônicos e de uma beleza extrema. As construções são curvilíneas antes mesmo das formas orgânicas estarem tão na moda.

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Mas Gaudí não parou por aí. Também projetou diversas casas e edifícios como a Casa Milà ou La Pedrera em 1905. O edifício não possui qualquer linha reta, parecendo ondas ou dunas de areia, nada mais apropriado para uma cidade à beira mar. As chaminés que saem de seu telhado também são peculiares como todo o conjunto. A Casa Batlló foi uma reforma que Gaudí realizou no edifício de 1875 e é conhecida como A Casa dos Ossos, devido ao formato dos balcões exteriores que se assemelham a um crânio e ossos.

Casa Milà, Gaudí

Casa Milà, Gaudí

Casa Milà, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Mas muitos outros grandes arquitetos contribuíram para a cidade. O Palácio da Música Catalã é um auditório construído em 1905 e junto com seus fantásticos vitrais, é uma obra-prima do modernismo catalão. O Teleférico de Montjuic foi construído para a Exposição Universal em 1929, e estende-se sobre o Porto antigo, e vai da Torre de San Sebastián em Barceloneta até Miramar, para o castelo no topo de Montjuic. A viagem chega a uma altura de cerca de 70 metros, e há pontos de vista do porto e da cidade que são deslumbrantes.

Palácio da Música Catalã

Teleférico de Montjuic

Além destes ícones, mais recentemente Barcelona passou por uma nova onda de transformação. Nos Jogos Olímpicos de 82 o Palau Sant Jordi ou  Palácio dos Esportes foi construído por Arata Isozaki, a Torre de Collserola por Norman Foster e a Torre de Monjuic por Santiago Calatrava. No período pós olímpico, a cidade ainda ganhou o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) de Richard Meier, a Torre Agbar de Jean Nouvel, a Torre do Triângulo Ferroviário (La Sagrera) de Frank Gehry e o Edifício Fórum de Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Todos os principais arquitetos da atualidade estão com obras espalhadas pela cidade, todos disputando para exporem o melhor de sua arte nesta galeria a céu aberto que é Barcelona.

A conclusão que chego é que Barcelona se renova a cada ano, com ou sem crise, e isto só atrai ainda novas ondas de turistas que não param de chegar à cidade e a ajudar renovar a economia espanhola.

Torre de Monjuic, Parque Olímpico

Parque Olímpico

Para se ver do alto

Parque Joan Miró

Ale Ravagnani

Andaluzia é iluminada

Cerâmicas com influências árabes

Acredito que a mistura transforma os lugares e as pessoas ainda mais especiais, cheios de referências, contrastes ou até mesmo contradições, mas que os torna verdadeiramente ricos e diferenciados. A região da Andaluzia na Espanha tem este pressuposto desde seus primórdios, com tantas influências, principalmente a dos mouros, mas sem esquecer que antes romanos, vândalos e visigodos passaram por ali. Em 711 A.C. os árabes invadiram a região, um domínio que durou oito séculos e deixou marcas na população e na cultura da Andaluzia. Estabeleceram um Emirado com capital em Córdoba, que se tornou independente de Damasco no ano de 929. Este período foi de grande prosperidade, mas após muitos séculos, em 1609, os Mouros foram totalmente expulsos da Península Ibérica. Seu nome provém de Al-Andalus, nome que os muçulmanos davam à Península no século VIII. Encurtando um pouco a história, ainda veio a Guerra Civil Espanhola que deixou profundas marcas por todo o país e o implacável General Franco, como tantos outros mundo afora e que deixam um legado questionável. Hoje encontramos um país moderno, apesar da recente crise não ter sido fácil por lá, a história está toda ali para ser descoberta. As cidades de Sevilha, Córdoba, Málaga e Granada são jóias da arquitetura e uma viagem pela região é uma aula in-loco de arte, cultura e história.

Parte moderna de Sevilha

Catedral de Santa Maria de Sevilha

Torre da Giralda

Parte antiga de Sevilha

Praça de Espanha, Sevilha

Sevilha é uma cidade vibrante, com vida independente do turismo, mas ao mesmo tempo cheia de atrações. Em 1992 se realizou a Exposição Universal de Sevilha e grandes monumentos revitalizaram a cidade em sua história atual. A Catedral de Santa Maria de Sevilha, onde sua torre é conhecida como Giralda, é a maior do mundo e uma jóia do gótico e do barroco, além de ter sido eleita Patrimônio da Humanidade em 1987. Na época era a torre também era a mais alta do mundo com 97,5 metros. Começou a ser construída no século XII, onde surgiu a partir de uma mesquita, enquanto o restante superior da catedral foi construída no século XVI na época cristã.

Mesquita de Córdoba da janela do hotel

Mesquita de Córdoba

Mesquita de Córdoba

Mesquita de Córdoba

Alcázar dos Reyes Cristianos, Córdoba

Alcázar dos Reyes Cristianos, Córdoba

Grande Mesquita, Córdoba

Córdoba, pequena jóia que deve ser descoberta devagar para sentir a presença do tempo e se perder por suas vielas à noite, é pura magia. Também foi uma cidade romana e na Idade Média capital do califado islâmico. A cidade antiga apresenta uma impressionante arquitetura, tendo a Grande Mesquita como destaque imperdível. No século X, Córdoba era provavelmente a cidade mais populosa do mundo e hoje conta com quase 350 mil habitantes, número proporcional infinitamente inferior ao de seu passado. Imperdível também são os jardins do Alcázar dos Reyes Cristianos, com suas fontes enfileiradas e jardins ornamentais, refúgio certeiro para os implacáveis dias de verão da região.

Alhambra, Granada

Alhambra, Granada

Alhambra, Granada

Vista de Granada do alto do Alhambra

Alhambra

Alhambra

Alhambra

Alhambra

Alhambra

Granada, cidade toda branca situada aos pés da Sierra Nevada, é a porta de entrada a um dos maiores monumentos de toda a Espanha, Alhambra, que significa Castelo Vermelho em árabe. Antiga fortaleza e palácio, foi um complexo de fortificações dos monarcas islâmicos de Granada e também declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Construído a partir do século XI com influências muçulmadas, judaicas e cristãs é um dos monumentos mais emblemáticos do mundo e um dos mais visitados da Espanha. Merece horas e horas a fio de contemplações, assim como a exuberante vista do alto de suas colinas, local estratégico de guarda e de indiscutível beleza. A cidade de Granada fica a seus pés e dali de cima do Alhambra, o que os olhos avistarem, nunca mais sairá de sua cabeça.

Cores da Andaluzia

Relíquia Andaluz

Ale Ravagnani

Nova York, um lugar que respira arte

Chrysler Building

Algumas cidades do mundo respiram arte até pelos poros. Londres, Paris, Berlin, Chicago, mas nenhuma outra conseguiu democratizar o acesso de maneira tão intensa quanto Nova York. Quando digo arte, não estou falando somente a que está dentro dos museus, aquela dos grandes acervos e das grandes instituições que montam exposições e retrospectivas dos grandes mestres da arte. Nova York transpira arte e ela também está nas ruas e acessível a todos, mesmo aqueles que não estão dispostos a pagar US$ 15 para entrar num museu. É fácil estar em contato com a arte na cidade e acabamos esbarrando em arte pelas ruas e as vitrines das lojas a cada troca de coleção ou em datas comemorativas dão um banho criativo. Um tour só olhando a parte de fora das lojas e magazines já inspira e mostra que a criatividade está ali para todos e percebemos que na era digital das compras on-line, andar pelas ruas ganha um diferencial e alegra as caminhadas. Alguns ótimos exemplos são as vitrines da Bergdorf  Goodman, Tiffany`s, Saks Fifth Avenue, Barneys, entre muitas outras.

Tim Burton no Moma

Também costumo dizer que voltamos de Nova York com torcicolo. A arquitetura dos grandes edifícios históricos são verdadeiras aulas de equilíbrio estético. O grande movimento da arquitetura com os arranha céus começou na década de 30, e a competição era grande, e não somente pela disputa da altura, mas também pela ostentação. O Chrysler Buiding e suas gárgulas lá no alto foram a principal causa da minha dor de pescoço, e até mesmo da minha dor de cotovelo. E quando você entra na Grand Central Station e se depara com aquele gigantesco vão livre e o relógio central, ou então visita a New York Public Library não fica pasmo com todo aquele acervo histórico? Comparando com a cidade de São Paulo, onde atualmente o ápice da arquitetura são os edifícios neo clássicos sem estilos e fora de seu tempo, voltamos de viagem olhando pra baixo para nossos olhos não sofrerem com tal contraste desta pobre arquitetura e crise de identidade urbana que vivemos.

Painéis da Times Square

Mas voltando à arte, o incentivo é o que impulsiona. Além da população apreciar, isto é um legado atemporal e que ajuda a contar nossa história. A recente exposição do cineasta e artista Tim Burton no MOMA – Museu de Arte Moderna, atraiu um público imenso e foi a segunda exposição mais visitada de todos os tempos. E qual é a fórmula? O cara é bom mesmo, um verdadeiro gênio, mas trazer algo novo, com muita ideia e pensamento, foi o mix perfeito para esta explosão, além de atrair um público mais jovem. O ponto negativo foi que havia tanta gente dentro das salas (em 3 andares do museu), que foi impossível olhar com alguma atenção para as mais de 1.000 obras expostas. Mas não deixe se abalar por isto. O Guggenheim e seu prédio-arte projetado por Frank Lloyd Wright são uma das grandes atrações à beira do Central Park, assim como o Metropolitan Museum, ou Met para os novaiorquinos, o Whitney Museum e o Natural History Museum, todos ali na redondeza.
E no próprio parque, diversas esculturas estão ali para tornar nosso passeio mais cultural e provavelmente muito mais instigante. A escultura Alice no País das Maravilhas de 1959 e de 1892, a escultura também em bronze de Cristovão Colombo também é outro marco, mas essas são apenas duas das dezenas de obras que você vai encontrar caminhando.

Rockefeller Center e a escultura Atlas, 1937

Continuamos andando pelas ruas e quanto mais rumamos para o sul da ilha de Manhattan, mais a arte se torna presente e acessível. Agora nos bairros do Soho, Greenwich Village, Chelsea e Meat Packing District, além da arquitetura ser muito mais low profile, mas não menos interessante, os bairros são tomados por galerias de arte, pequenos espaços para exposições, designers de moda, ateliers e praticamente todos os tipos de comércio olhando para sua clientela com humor, irreverência e sempre trazendo algo novo e inusitado a oferecer, seja na “embalagem” ou no conteúdo. Para sociedades mais evoluídas em que o básico já está bem resolvido e a informação é democrática, essas manifestações criativas são mais aceitas e absorvidas pela sociedade.

Rodin até na calçada

Van Gogh e seus campos de milhos no Moma

E para fechar este assunto da arte, que na realidade não tem ponto final e é uma constante sempre em evolução e renovação na cidade, gostaria de deixar mais uma dica. Vá ao prédio da ONU por dois motivos, mesmo ele ficando um pouco fora de mão. O grande salão onde todos os países estão representados é um ícone e mesmo que não nos deixam sentar e admirar por muito tempo, vale para ticar da nossa lista de curiosidades. Mas para mim a grande surpresa foram mesmo as obras de arte, sejam elas peças rebuscadas que foram doados por representantes de governo de países longínquos e que ficam ali expostas ou clássicos que não deixam dúvida de seu valor artístico e nos presenteia com vitrais de Marc Chagall, painel de mosaico de Norman Rockwell ou grandes esculturas que fazem referência a um mundo mais humanizado, com menos violência e diferenças. Agora é torcer para que essas diferenças diminuam e que o entendimento da arte seja mais universal, inclusive para nós brasileiros.

Ale Ravagnani

Non Violence por Carl Fredrick Reutersward na ONU

Vitrais de Marc Chagall, ONU

Painel de mosaico de Norman Rockwell, ONU

Arte interativa na rua

Vitrine da loja Bergdorf Goodman

Quebrando a monotonia

Biscoitos da sorte viram decoração

Bom humor nas ruas

Loja da Apple, bela arquitetura e produtos

Bruges, a Veneza do norte no país do Tintin

As aventuras de Tintin

Mistura de Amsterdam com Veneza, a pequena cidade medieval de Bruges tem personalidade de sobra para ser única apesar da semelhança. A primeira impressão é que se está numa cidade de conto de fadas, com canais emoldurando casas cheias de flores e sacadas à beira do nível d`água. E ao anoitecer você se dá conta que aquilo saiu mesmo de um livro ou de um quadro de Van Eyck, um dos mais importantes pintores flamencos. Chegar é muito fácil. Se estiver em Paris, o trajeto até Bruxelas é de quase 1h30, ou seja, menos do que muitas vezes ficamos parados no trânsito. E claro sem falar que se sai do centro e se chega no centro da outra cidade, sem trânsito ou espera. Depois é só tomar um trem de Bruxelas e em pouco menos de 1 hora se chega a este sonho do norte da Europa.

Vista de cima do Beffroi de Bruges

Um dos muitos canais da cidade

Portão da cidade

As janelas viram vitrines

Oficialmente a cidade foi fundada em 1.128, mas uma história de séculos antes disso com passagens de Vikings, romanos e francos colocaram esta pequena cidade belga no mapa das grandes rotas. Hoje a cidade está na mira do turismo mundial, mas isso não quer dizer que seja uma cidade óbvia ou esteja saturada. É só sair caminhando e descobrir com seus próprios olhos, sem necessidade de mapa muito detalhado ou aqueles guias com bandeirinhas. Outra boa maneira é alugar uma bicicleta para fazer como os locais. Quando cansar embarque nos barcos pelos canais para ter um outro ponto de vista do lugar. E se ainda quiser mais diversidade, carruagens e seus cavalos estão à sua espera estacionandos na Grote Markt.

Grote Markt

Torre Beffroi com 83 metros = 366 degraus

Além de um visual impressionante e de muita caminhada, a recompensa vem nas calorias. Começe com uma boa cerveja belga ou até mesmo visitando uma cervejaria artesanal. Só para você ter uma ideia, são 780 rótulos “nacionais” produzidos num país do tamanho do estado de Alagoas. Depois escolha uma brasserie e invista nos pescados e frutos do mar, especialidade local que acompanha batatas em algumas de suas muitas receitas (aliás, dizem que a batata frita foi inventada pelos belgas), e o prato local mexilhões (moules) com fritas é de comer de joelhos. Para sobremesa, não vão faltar excelentes opções de chocolate belga, o rei dos reis dos chocolates mundiais. Pra mim desbanca até mesmo os suíços.

Carruagens na Grote Markt

Típica arquitetura flamenca

Casa de 1669

Ruas de água, mas não é enchente

Agora é hora de começar tudo de novo para voltar a queimar as novas calorias adquiridas e ótimos museus (o Groeningemuseum tem pinturas imperdíveis), igrejas que são verdadeiras obras de arte e diversos edifícios estão ali para serem descobertos, sem muita ordem ou rotas pré-definidas. É só olhar, achar interessante e se aventurar. Bruges é assim, cada um percorre no seu tempo e vontade própria. Basta se deixar levar para descobrir, como nas aventuras de Tintin pelo mundo.

Passeio pelos canais

Aqui a vida passa mais devagar

Escultura ao ar livre na beira do canal

Mais um portão da cidade

Conto de fadas

Ale Ravagnani

A minha Buenos Aires pra você

Floralis Generica

Parece que ficou mais fácil pegar um avião até a capital portenha do que descer pro litoral norte em feriado. Os voos saem o dia todo e agora ainda podemos escolher pousar no Aeroparque, o equivalente ao nosso Congonhas ou Santos Dumont da cidade. Aliado a bons preços, o resultado disso tudo é que nunca tantos brasileiros foram para lá. Mas neste post, minha ideia não é chover no molhado e mostrar o que todo mundo conhece ou já ouviu falar. Praça de Maio, Casa Rosada, Caminito, tangos, tudo está lá e invariavelmente todos os turistas irão descobrir. Mas aquelas pequenas lojas de design, os achados de Palermo, o bairro mais fashion de Buenos Aires hoje em dia ou aquela barraquinha da Feira da Recoleta, isso sim acho que deveria contar pra vocês. Prepare o bolso que vale a pena investir seu dinheiro no que custaria até 3x o valor no Brasil ou até mesmo nunca encontraria por aqui. Bem, não é bem investir, mas economizar, certo? E já que você vai andar bastante em busca dos seus recuerdos, compense à noite nos bons restaurantes que não param de abrir pela cidade, principalmente por Palermo. Buen Viaje.

PARA PASSEAR (e talvez comprar)

Feira da Recoleta aos sábados (Recoleta) http://www.barriorecoleta.com.ar
Este é o dia pra passear na praça e fuçar nas barraquinhas. Tem um pouco de tudo e quem garimpa acha.

Feira de San Telmo aos domingos (San Telmo) http://www.buenosaires.com.ar
O antigo bairro abriga há anos uma grande feira de antiguidades aos domingos. Além das barracas que ficam concentradas na Plaza Dorrego, há muitos antiquários, lojas de roupas, acessórios, design e cafés tradicionais. Nas ruas acontecem vários shows com artistas locais de todos os gêneros, desde dançarinos de tango a mímicos e shows de marionetes.

Dedoches da feira da Recoleta

Antigas garrafas de água em San Telmo

Cultura pop em San Telmo

PARA COMPRAR

– Sabater Hnos (Palermo Soho) http://www.shnos.com.ar
Esta pequena loja de sabonetes caseiros é muito divertida. As barras são feitas de todas as fragrâncias e cores imaginadas, alguns até mesmo com divertidos textos em alto relevo impressos e formatos diferentes.

Loja de design do Museu Malba (Palermo Viejo) http://www.malba.org.ar
O museu é lindo e o acervo da coleção Constantini uma das mais ricas do país. A Tienda, além de livros de arte, esta loja tem objetos de design para casa com nomes como Irmãos Campana e Alessi, Lomos, que são as máquinas fotográficas mais cool e divertidas do mundo, joalheria, luminárias, e muitos dos objetos à venda vem da loja do MOMA de NY.

Morph – Shopping Buenos Aires Design (Recoleta) morph.com.ar / http://www.designrecoleta.com.ar
Uma vez na Recoleta, aproveite para passar nesta grande loja de design moderno. São muitos acessórios e tudo a um preço bastante convidativo. A loja fica no shopping de design, que pode render outras compras em lojas específicas.

La Martina (Palermo e mais 14 endereços em BsAs) http://www.lamartina.com
A grife mundial de roupas da Argentina que tem o pólo como tema.

Papelaria Palermo (Palermo Soho) http://www.papelerapalermo.com.ar
Diretores de arte, designers, artistas e apreciadores da boa e velha papelaria estão no paraíso. Tudo é de extremo bom gosto e vale a pena ir nem que seja para admirar e se inspirar.

Elementos Argentinos (Palermo Soho) http://www.elementosargentinos.com.ar
Tecidos artesanais de cores lindas e muito bom gosto. O forte são os tapetes, mas o acervo possui mantôs, pufes, almofadas e pequenos objetos decorativos, mas tudo feito de tecido artesanal.

Paul (Palermo Soho) http://www.pauldeco.com
O comprido corredor não entrega de cara o que esta loja propõe. O branco e os tons pastéis são as cores predominantes nesta loja romântica e aqui se encontra muitos objetos de vidro, cerâmicas, fragrâncias para ambiente, velas e algumas antiguidades. Na entrada ainda tem uma floricultura e uma casa de chás especiais. Depois que se passa o corredor, a sensação é que se entrou em outro mundo.

Pehache (Palermo Soho) http://www.pehache.com
Outra loja da moda na cidade e aqui a mistura de roupas com objetos para casa é bastante interessante. Se pode comprar desde uma clássica banheira, daquela de filmes, a objetos insólitos de acrílico recortado. Você não vai conseguir sai de lá sem nada. No fundo da loja, um charmoso café com espelho d`água convida para o ócio numa tarde ensolarada.

Sabonetes da Sabater Hnos

Loja de design do Museu Malba

Morph, Buenos Aires Design

La Martina

Papelaria Palermo

Tecidos da Elementos Argentinos

Elementos Argentinos

Loja Paul

Loja Paul

Pehache

Café na Pehache

PARA ALMOÇAR (ou matar a larica)

Restaurante do Museu Malba (Palermo Viejo) http://www.malba.org.ar
Saladas deliciosas e bom café para um almoço leve e rápido.

El Sanjuanino (Recoleta) http://www.elsanjuanino.com
Considerada a melhor empanada de Buenos Aires e você não pode ir embora sem experimentar. Peça qualquer uma, mas desde que seja de forno. A sangria é deliciosa e assim como cerveja, acompanha super bem a refeição.

La Esquina de las Flores (Palermo Soho) http://www.esquinadelasflores.com.ar
Esta loja e restaurante de produtos naturais também tem boas empanadas integrais, mas esqueça a carne aqui.

Nucha (Palermo Soho) http://www.nuchacafe.com
Este moderno e movimentado café é um sucesso e parada obrigatória de muitos portenhos. Seja só pelo café ou um salgado, a escolha já é boa, mas quando você decide ir pra cima dos doces, aí não tem igual. As mesas da calçada são deliciosas, mas no calor do verão o ar condicionado do salão fica convidativo.

Freddo (Puerto Madero e em quase todas as esquinas da cidade) www.freddo.com.ar
Pra mim é o melhor sorvete de BsAs, mas nada melhor do que provar se é mesmo verdade. Framboesa, doce de leite, blueberry, são tantos os sabores que você vai ter que voltar muitas vezes. Só vai ter que encarar nos horários de pico a senha que acaba sendo quase sempre obrigatória.

Restaurante do Museu Malba

Empanadas do El Sanjuanino

La esquina de las Flores

Nucha

PARA JANTAR

Tegui (Palermo Hollywood) tegui.com.ar
Uma das melhores refeições dos últimos tempos. Por for a uma grande porta fechada e uma parece toda grafitada. Por dentro, deliciosos coquetéis para começar a noite, e pratos inventivos e muito saborosos. Tudo vale a pena e é muito bem feito. O pato veio no ponto e a carne desmanchava na boca. De entrada várias surpresinhas do chef que vem aos poucos à mesa. Reserve com alguma antecedência.

Cabaña Las Lilas (Puerto Madero) http://www.laslilas.com
A grande churrascaria da cidade. Grande em todos os sentidos. O Ojo de Bife é enorme e as batatas suflê (que quase só se encontra na Argentina) acompanha super bem junto com um dos muitos Malbec da excelente carta de vinhos. Se for pedir café, deixe a sobremesa de lado porque vem com uma infinidade de pequenas guloseimas. Reserve ou espere muito por sua mesa.

El Mercado – Hotel Faena (Puerto Madero) http://www.faenahotelanduniverse.com
Vá nem que seja só para conhecer o hotel Faena. Philippe Starck dá um show de excentricidade em todos os ambientes, mas chegue antes para tomar um drink no bar The Library Lounge ou na bela piscina de fundo infinito e espreguiçadeiras vermelhas. Além do restaurante El Mercado, o hotel possui outro mais formal e muito mais ambicioso, o El Bistrô. Repare nos unicórnios brancos pendurados nas paredes.

Fachada do restaurante Tegui

Hotel Faena

PARA A BALADA

Bar 6 (Palermo Soho) http://www.barseis.com
Espaço bastante eclético que mistura gastronomia e bar. Vale ir mais cedo para jantar e ficar para o agito da noite que muda bastante o perfil do lugar.

El Cabaret – Hotel Faena (Puerto Madero) www.faenahotelanduniverse.com
Lounge para shows e tango num ambiente bonito e inspirador.

Bar 6

PARA DORMIR

Mine Hotel (Palermo Soho) http://www.minehotel.com
São muitos os novos hotéis que estão surgindo em Buenos Aires. Na grande maioria são pequenos, com cerca de 20 apartamentos e estão no bairro de Palermo. O Mine não é excessão e prima pelo bom gosto e excelência. Os apartamentos são espaçosos, alguns deles com varanda e hidromassagem, o hotel possui uma charmosa e piscina, e uma coisa muito importante numa cidade que não é a sua, o staff da recepção está sempre pronto para ajudar e consegue reserva em tudo que é solicitado.

Hotel Faena (Puerto Madero) www.faenahotelanduniverse.com
Este é o hotel-cenário de Philippe Starck e a recuperação deste antigo armazém de 1902, inteiro construído de tijolos aparentes e madeira, virou um símbolo na hotelaria da cidade. Tudo tem cenografia, ambientação e iluminação impecável e o estilo rococó-moderno do designer dá um tom especial de surrealismo sem deixar de ser muito confortável e aconchegante.

Mine Hotel

Mine Hotel

Hotel Faena

Ale Ravagnani

Araxá é pra se desconectar

Cúpula de vitral das Termas de Araxá

Atrium central das Termas

A antiga cidade mineira de Araxá, terra da Dona Beja, imortalizada em minissérie na TV e estrelada por Maitê Proença, foi palco também de muita história, glamour e ficou no imaginário de tantas outras que ouvimos. Sabe-se que Beja tornou-se uma cortesã cercada de luxo e escravos além de ter sido uma negociante poderosa e respeitada na cidade. A história conta que ela tinha o costume de tomar banho em uma fonte próxima a Araxá, cujas águas seriam o segredo de sua beleza. A história antiga vem dos anos de 1800, quando a cidade estava se formando e a história se desenhando em seus casarões centenários, alguns deles preservados até os dias de hoje, como por exemplo a casa da Dona Beja que foi transformado em museu em 1965 por Assis Chateubriand e vale a pena ser visitado. Uma segunda retomada foi quando o governo de Getúlio Vargas, em um acesso de megalomania, inaugurou em 1944 o Grande Hotel e Termas de Araxá. E grande não era força de expressão. Projetado pelo arquiteto campineiro Luis Signorelli, em estilo “missões”, a monumental obra teve início em 1938 e concluída em 1945, meses antes da deposição de Vargas. Para a construção, foram recrutados os mais renomados engenheiros, técnicos, artistas plásticos e especialistas em hidrologia do Brasil, da Alemanha e da Itália, num total de 3.000 trabalhadores.

Vista do lago e do Grande Hotel de Araxá

Mirante da fonte Dona Beja

Fonte Dona Beja

Interior da Fonte Dona Beja

Hoje em dia, continua um grande hotel. Em 2007, depois de 8 anos fechado e de R$ 60 milhões investidos, reabriu em grande estilo e totalmente restaurado. Seus antigos salões, antes muitos deles voltados para o jogo já que ali funcionava um cassino, agora abrigam restaurantes com lustres de cristal da Boêmia, Scotch bar em estilo inglês, salões de baile, cine-teatro, salões de jogos, salas de leitura, e muitas outras em 33 mil metros quadrados de área construída. O acabamento continua impecável como antes, e para se ter uma ideia, mármore de Carrara é o piso de todas as dependências. Os lagos e os jardins também são luxuriantes e a natureza reina como a maior obra de arte nas áreas externas. O projeto paisagístico é de ninguém menos que Burle Marx. A grande vedete ainda hoje e que nos desconecta da vida terrena e insana que levamos, são as termas. Poderíamos chamar de spa ou até mesmo terapia da alma, mas o que sei é que voltei de lá muito mais leve (claro que não pelas boas e fartas refeições), mas pelo nível de relaxamento que o hotel nos propõe. São salas de banho dos mais variados tipos, massagens relaxantes, tratamentos diversos, duchas, saunas, e mais uma infinita lista de opções que nos transportam para um outro mundo, o mundo que não existe mais na cidade grande em que vivemos. Tudo isso emoldurado numa arquitetura impecável e estonteante, num ambiente sereno e de paz total. É só se deixar levar e lavar a alma para encarar mais um ano pela frente.

Sala de leitura do Grande Hotel

Scotch Bar do Grande Hotel

Detalhe dos salões

Detalhe dos jardins

O projeto arquitetônico das Termas do Grande Hotel recebe a presença do número “oito” que representa os ensinamentos do Buda, o número do infinito, que pode ser visto representado em todos os ambientes: são oito entradas de banho, oito afrescos, oito vitrais na cúpula central, oito painéis, oito colunas e oito pontas na mandala, que hoje em dia todas as tardes recebe uma cantora recitando mantras para colocar todos em outra sintonia.

“Uma semana em Araxá, um ano de vida a mais”, era um dos slogans vigentes na época do apogeu da estância.

Entrada das Termas

Atrium central das Termas

Piscina emanatória

Relaxando nas Termas

Água por todos os lados

Piscina emanatória

Detalhe do atrium

Banho de lama? Esse eu não encarei

Detalhe do atrium

Como chegar: Araxá fica a 375 km de Belo Horizonte, a 581 km de São Paulo, a 650 km de Brasília e a 797 km do Rio. A rodovia BR-262 liga o município à capital do Estado, Vitória (ES) e Corumbá (MT) e a MG-428 liga Araxá à divisa com o Estado de São Paulo. Com a reinauguração do aeroporto de Araxá, a 4 km do centro, é possível chegar ao município de avião. Há companhias aéreas que têm vôos regulares para a cidade.

Museu Dona Beja

Museu Dona Beja

A dieta começa na 2ªf

O que visitar:
– Museu Dona Beja, praça Coronel Adolfo, 98
– Museu Calmon Barreto (rua Franklin de Castro, 160), que reúne várias telas e esculturas do artista plástico contemporâneo nascido em Araxá e ex-diretor da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro
– Igreja de São Sebastião, capela em estilo colonial construída em 1820, que abriga também o museu sacro (av. Vereador João Sena, s/n)
Onde ficar: Além do Tauá Grande Hotel Termas de Araxá (www.taua.com.br/araxa), algumas pousadas podem ser uma boa opção mais low profile.
O que comprar: doces caseiros, cachaça, sabonetes terapêuticos e artesanato em geral

Ale Ravagnani

Hoje em dia a viagem também é digital

Esses são meus aplicativos de viagem favoritos que estão no meu iPhone. Num simples piscar de olhos, posso consultar e continuar viajando onde quer que eu esteja. Muitos destes aplicativos estão em sites na internet também, mas nada como a facilidade de estarem no seu bolso (ou bolsa) a qualquer hora do dia, pronto pra te ajudar no seu smartphone. Espero que possam facilitar suas viagens também.

American Airlines
Como acumulo milhas pelo AAdvantage, este aplicativo pode ser útil na sua busca por voos ou na simples consulta de suas milhas. Muitas companhias aéreas já possuem aplicativos para smartphones, então fique de olho no que você precisa.

Currency
Quer comparar os preços que você está pagando em outro país e converter em poucos segundos para a moeda do seu país? Este é o lugar.

Feriados 2011
Só pra você lembrar que no ano que vem temos pelo menos 12 bons motivos para programar uma viagem.

Fotopedia – Heritage
Todos os 3.000 lugares catalogados pela Unesco, os World Heritage Sites, estão aqui ao seu alcance com imagens e descritivos destas maravilhas do mundo. No Brasil, 16 lugares receberam tal honoraria, como a cidade de Brasília, Ouro Preto, Salvador e São Luís do Maranhão.

Foursquare
É um serviço de geolocalização que permite que você indique aonde está através de um aplicativo no seu celular. Ao entrar, já aparece a lista de lugares cadastrados ao seu redor e você indica o lugar em que chegou, aí escolhe se vai avisar seus amigos e se quer se esse check-in apareça no seu Facebook ou Twitter. Você pode compartilhar sua localização e seus check-ins com seus amigos para eles saberem que você está por perto, ver o review de outras pessoas que passaram pelo local, pode consultar lugares que estão perto de você ou de repente aproveitar de alguma promoção relâmpago que cafés e restaurantes do mundo estão começando a fazer. Não é necessariamente um aplicativo para ser usado somente quando se está viajando, mas vai ser divertido perceber como o mundo está conectado e ficou muito menor.

Frommer`s
Este é um dos maiores guias de turismo do mundo, com centenas de livros de todos os continentes do mundo. No aplicativo, ao invés de apenas mostrar os guias das cidades, usaram muito bem os recursos que a tecnologia pode trazer, como por exemplo conversor de moeda, calculadora de gorjeta, tradutor de fuso horário, lista para facilitar a arrumação das malas, ferramenta para criação de cartões postais, quizz games, além claro dos guias de viagem.

Google Earth
Temos que reconhecer que há alguns anos, quando surgiu este programa do Google em que foi mapeado o mundo com fotos de satélite para qualquer um acessar, que foi uma grande revolução e fez bastante barulho na internet. Agora no seu smartphone a diferença é pela mobilidade. Em qualquer lugar em que se esteja, estando perdido ou não, você se localiza e o Google Earth te guia para onde você precisar.

GPS Weather
Este aplicativo localiza automaticamente onde você se encontra e te dá a previsão do tempo para 3 dias, temperatura, condições meteorológicas completas e te ajuda a programar se você fica ou parte para o próximo destino da viagem.

Guia Quatro Rodas – 1001 Lugares
A intenção deste aplicativo não é entrar nos detalhes dos lugares, mas sim abranger o maior número de cidades, bares, restaurantes, pontos turísticos, locais para fazer compras e curiosidades norte a sul e leste a oeste do Brasil.

GuidePal – London
Este guia da cidade de Londres foi construído com informações e dicas dos próprios viajantes. Além disso, está conectado às principais redes sociais e antecipa uma tendência cada vez mais presente na web. Também usa realidade aumentada para trazer interação em tempo real com o local em que está sendo visitado. Na seção “Famous Profiles”, traz moradores ilustres da cidade como Kate Moss, Hugh Grant, Amy Winehouse, entre outros, e sua relação com a cidade.

Hotels Near Me
Foi viajar e não fez reserva de hotéis ou simplesmente está na estrada e precisa descansar, este App pode te ajudar no momento certo. Ele localiza onde você está via GPS e te mostra num raio de quilômetros todos os hotéis que estão ao seu redor.

Kayak
Consulta rápida e fácil de hotéis pelo mundo, voos e aluguel de carro mundo afora. Possui interface prática, bem resolvida e user friendly. Sou fã da busca de hotéis.

Lonely Planet
Criado em 1973 por Tony Wheeler, este foi meu guia de viagens predileto durante muito tempo. Além de trazer dicas acessíveis, porém pouco óbvias, mapearam quase todos os confins do mundo. No App mobile, a seção “When to go” se destaca pela facilidade para você se programar. Mês a mês as atrações do lugar aparecem com todas as dicas necessaries para a escolha da melhor época para ir a cada lugar.

NYC Way
Simplesmente tudo que você precisa (e que não precisa) de Nova York. Você vai encontrar de hotéis a tours, shows, teatros, compras, itinerários, tempo, estacionamentos, museus, dicas de outros viajantes e até mesmo acesso às imagens das câmeras que mostram o trânsito nas ruas.

Paris à Pied
Descobrir Paris tem que ser caminhando e o guia “Paris a Pé”, ajuda você a otimizar seu tempo. As principais categorias são Jardins, Museus, Igrejas e Mercados, mas muito mais está ali para você não perder nada dessa cidade maravilhosa.

Self-Guided Walking Tours – Rio de Janeiro
Dentre outras cidades, a cidade maravilhosa também foi mapeada para ajudar a você programar suas andanças pela cidade. Acho isso o máximo, num mundo tão dependente do carro em que vivemos. O App separa as caminhadas por bairros ou temas, como arquitetura, praia, vida noturna, etc. Além do número de paradas, ele indica quantas horas e kms duram os tours, além de trazer um descritivo do que se está vendo. Também existe para a cidade de São Paulo.

TAM Mobile
Por enquanto está em fase de testes, mas logo mais seu check-in pela TAM poderá ser feito pelo celular. Somente alguns voos com destino a Ribeirão Preto e S. José do Rio Preto podem usar o serviço, mas como um viajante frequente, espero que logo mais eu possa ganhar alguns minutos extras no check-in.

tb: – Buenos Aires
Um dos aplicativos de viagem mais bonito que eu já vi, com direção de arte impecável e lindas imagens, até mesmo para a tela restrita do celular. O conteúdo editorial é bastante sofisticado, priorizando os melhores lugares da cidade de Buenos Aires.

Trailhead – The North Face
A famosa marca de roupas e acessórios para esportes de aventura, adorada por 10 entre 10 viajantes, criou um aplicativo muito acertivo para seu público alvo. Ele localiza via GPS sua localização e te dá todas as trilhas disponíveis para você sair caminhando. Também pode-se fazer a busca pelos locais desejados para programar sua viagem com antecêdencia.

Translate
Morrer de fome ninguém morre quando está viajando, mas é muito mais divertido tentar falar a língua local do que sempre apelar para o inglês ou espanhol nas suas viagens. Este aplicativo pode te tirar até mesmo de enrrascadas em países como Albânia, Ucrânia ou Vietnam, além de dezenas de outros lugares nem tão complicados. Importante dizer é que o bom e velho português está ali pra te ajudar.

Trip Advisor
Se você está buscando um lugar, hotel ou restaurante, mas quer saber a opinião dos outros, veio ao lugar certo. São milhões de lugares cadastrados no Brasil e no mundo para você ver a pontuação que outros viajantes que já passaram por lá antes de você deixaram. Vale muito a pena antes de decidir sobre um hotel ou de marcar aquele restaurante que você não tem certeza se vale mesmo a pena cacifar.

Veja Comer e Beber
O famoso e conceituado guia gastronômico das principais regiões do Brasil agora está no seu celular e você pode consultar pelo tipo de comida ou o bairro em que deseja jantar.

Atlas 2010
Apesar da tela do celular ser pequena demais para o mundo, quebra o galho quando queremos lembrar qual é a capital da Mongólia ou onde mesmo fica o Lesotho.

World Lens – Rough Guides
Outro famoso guia de viagem, mas nesta versão trazendo um album de viagens inusitado pelos lugares mais inóspitos do mundo. As imagens são lindas e o olhar inusitado revela o objetivo de seus guias.

Wi-Fi Finder
Quer aproveitar todas as dicas acima sem ir a falência com seu pacote de dados? Este aplicativo ajuda a localizar todos os hot spots abertos na sua vizinhança para você se conectar fora do seu quarto de hotel.

Ale Ravagnani

I left my heart in San Francisco

Ponte Golden Gate no por do sol

A Califórnia é um dos poucos lugares do mundo que transpiram liberdade e irreverência, as pessoas são mais leves, todo mundo parece estar de bem com a vida. Não sei se é a luz da cidade, ou se somos nós que enxergamos com outros olhos, mas que é diferente, isso eu não tenho dúvida. São Francisco são várias cidades em uma só. Pode ser dinâmica e movimentada com seus escritórios e toda a influência do Vale do Silício que traz para ela um ar de tecnologia e dinamismo. Aliás, em qualquer café ou restaurante que se entra, a internet é gratuita e grande parte das pessoas estão conectadas, inclusive eu que não perdia a oportunidade de ver meus emails na hora do almoço. Outro lado marcante da cidade são as compras, para deleite dos brasileiros que não perde uma boa oportunidade. A região da Union Square é super agitada e todas as lojas do mundo estão por ali. Mas vale ir lá também pela praça que é uma delícia e os prédios emolduram os quatro lados num conjunto arquitetônico que mistura o antigo e o moderno de maneira especial. Não há como não perceber turistas e locais fazendo da praça seu restaurante na hora do almoço. Mas já que você está ali perto, aproveite pra dar uma caminhada até a filial do MOMA, o Museu de Arte Moderna. O acervo é um dos melhores dos Estados Unidos, tem um café bem gostoso e claro, como estamos falando de compras em tempos de dólar baixo, a loja do museu é irresistível. Você vai encontrar livros e objetos de arte da mais alta qualidade e criatividade que não encontraria em nenhum outro lugar. O prédio do museu foi projetado por um arquiteto suíço chamado Mario Botta e é um dos marcos da cidade, mas para você ter a melhor visão dele, ande em direção ao Yerba Buena Gardens, que com mais distância o domo fica mais visível e as fotos ainda melhores. Aproveite os jardins e se jogue na grama ouvindo o barulho da água das fontes e a tranquilidade do lugar. O complexo também concentra outros museus menores que valem a pena.

"Heart Parade" na Union Square

San Francisco MOMA

Interior do Museu de Arte Moderna

Tai Chi no Yerba Buena Gardens

Agora é hora de se misturar com multidões de turistas e ver o lado mais turístico da cidade, mas já que somos turistas, que mal tem nisso? O destino é o Fisherman`s Wharf e o Pier 39. Mais lojas, restaurantes, cafés, mágicos, estátuas humanas, leões marinhos e uma vista linda da Baía de São Francisco fazem o lugar ter a fórmula completa para algumas horas serem gastas por ali. Já dá pra ver um pouquinho da ponte Golden Gate bem de longe, mas esta é a próxima parada. Se possível alugue uma bicicleta em um dos muitos lugares disponíveis da cidade, atravesse os 2,7 km pedalando na ponte mais famosa e bonita do mundo e volte de barco. É só embarcar com a magrela que está tudo bem, assim você tem duas visões distintas da ponte que não é dourada, apesar do nome. Se não enjoar de andar de barco, recomendo tomar outro até a Ilha de Alcatraz, onde funcionou o presídio e hoje é um museu. Já escrevi sobre ele no Blog e recomendo muito a visita.

Região do Fisherman`s Wharf

Pescador e Ilha de Alcatraz ao fundo

Ponte Golden Gate

Mas São Francisco ainda tem mais pra se ver. Vá ao bairro Haight-Ashbury e conheça a antiga rua hippie Haight Street. Alguns ainda dão as caras por lá, mas como ela foi um ícone nos anos 60, é divertido andar por ali. Repare na arquitetura vitoriana das casas que estão por todos os lados é dá um charme todo especial na cidade. Com certeza você vai passar por várias ladeiras, que é outro marco, mas aí espero que você esteja dirigindo, porque a pé ninguém aguenta. Chegue até Russian Hill e passe pela Lombard Street, a rua com mais curvas que existe. Este trecho pitoresco é de apenas um quarteirão que rendem boas fotos. Suba a pé e desça de carro. Na vizinhança ao lado, em Telegraph Hill fica a torre art deco de 64 metros Coit Tower e, se você estiver bem de fôlego, suba a pé para ter uma linda vista da cidade. E não podia me esquecer de falar sobre o meio de transporte imperdível que são os bondinhos e um deles pode te levar da badalada Market Street que fica próxima a Union Square até a parte de cima da Lombard. Recupere o fôlego, deixe o preconceito de lado e passeie pelo Castro, o bairro gay da cidade mais liberal do mundo e veja como realmente ali as coisas acontecem de maneira diferente e a liberdade de expressão fala mais alto. Depois de andar tanto na cidade das ladeiras, termine no Golden Gate Park, que é uma enorme área verde da cidade, cheio de atrações mas sem dúvida muito relaxante. Ale Ravagnani

Coit Tower em Telegraph Hill

 

Manobra do bondinho na Market Street

Skyline de São Francisco

A cidade vista da Coit Tower

Mural interno na Coit Tower

Barcos no Pier

Escultura na cidade

Área interna no MOMA

A irreverência da Califórnia

O colorido da arte

Show aéreo no Fisherman`s Wharf, Columbus Day

Congestionamento no Moscone Center

Museu Yerba Buena

Pose no Jardim Japonês, Golden Gate Park

Viajando com o mestre Henri Cartier-Bresson

O que faz uma imagem ser tão especial e única? Talvez o olhar de um grande fotógrafo, um observador do cotidiano que observa as coisas mais banais e corriqueiras e as transforma em algo único registrando para sempre aquele momento que ficou congelado no tempo. Muito acontece bem debaixo de nosso nariz, mas será que sempre percebemos? Notamos as coisas mais sutis, ou melhor, tiramos delas o que de mais bonito tem o ser humano? Cartier-Bresson foi um grande observador da vida, filtrando pelas lentes de sua velha Leica e que nos presenteia com um olhar imaculado do mundo, onde o ser humano é o centro de tudo, trazendo sua máxima emoção, com as ruas, cidades e o mundo emoldurando e trazendo o mais belo pano de fundo já imaginado. Este magnífico fotógrafo francês trouxe emoção e comove até hoje pela simplicidade do instantâneo. Não tem pose e nem refação. Ou ele conseguia no momento exato ou partia para a próxima foto. Viajando mundo afora e cobrindo fatos importantes como a Guerra Civil chinesa, o funeral do Gandhi na Índia ou a União Soviética pós-guerra, além de inúmeros outros países pelos quais viajou e fez seu registro. E pensar que ele consegue passar tanta expressão, vivacidade e calor humano usando apenas uma cor em suas fotografias. Um pouco antes de parar de fotografar começou a voltar para uma antiga paixão que é o desenho e a pintura, a fim de continuar retratando, mas desta vez com seus pincéis e seu talento nas artes. Talvez com esta frase de Bresson a gente entenda um pouco seu espírito e sua arte, que extrapola qualquer fronteira artística.

“Eu nunca me interessei no processo da fotografia, nunca, nunca. Desde o começo. Para mim, fotografar com uma câmera pequena como a Leica é como um desenho instatâneo.” Henri Cartier-Bresson, 1908 – 2004   Ale Ravagnani

Amelia Earhart cruza o mundo quando o mundo ainda era grande

Amelia Earhart e seu avião Beech-Nut

A história de vida da pioneira da aviação americana Amelia Earhart até hoje fascina pela coragem e ousadia. Numa época em que a aviação comercial estava começando a engatinhar, ela foi a primeira mulher a voar sozinha pelo Oceano Atlântico em 1930, depois foi novamente pioneira ao cruzar os Estados Unidos costa a costa em 32, além de ser a 1ª pessoa a cruzar do Havaii para a Califórnia em 35, dentre outros grandes feitos e recordes que ela alcançou. Hoje ela é lembrada como ícone feminista talvez por sua independência e pelo apoio que dava a outras mulheres, mas mais do que tudo, ela era inspirada e fascinada pelo mundo, uma viajante que queria chegar o mais longe possível numa época que não haviam meios para isso, então ela foi por conta própria, aliás, por sua conta e risco. Em 2 de julho de 1937 Amelia desapareceu no Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo. No ano passado foi lançado o filme Amelia dirigido por Mira Nair e muito bem interpretado por Hilary Swank como a aviadora, além dos atores Richard Gere e Ewan McGregor. Para ver e viajar com esta grande inspiradora de todos os viajantes. Ale Ravagnani

“ Todo mundo tem oceanos para cruzar, desde que tenha a coragem de fazê-lo. É irresponsável? Talvez. Mas que sonho conhece fronteiras? ” Amelia Earhart, 1897-1937

Amelia e seu Electra

Na cabine do Electra

A triste notícia de julho de 1937

 

Salvador busca renovação com hotelaria, gastronomia e arte

Sem dúvida alguma não faltam a Salvador motivos para uma ótima viagem. Muita história e cultura, um conjunto arquitetônico de fazer inveja, culinária e um faixa de mar esverdeado que atrai brasileiros, europeus e recebe todos como ninguém. Nos últimos tempos vem acontecendo uma renovação na cidade que deve ajudar a atrair um novo tipo de turista, que não é o acostumado a viajar em excursões e nem ficar hospedado em hotéis impessoais ou sem charme, mas que tenha estilo, personalidade e sem abrir mão do conforto. Mas Salvador vem se munindo de charme e se diferenciando até mesmo em suas mais novas atrações turísticas. Por exemplo o Museu Rodin instalado no Palacete das Artes é um grande avanço para a cidade e num feito único, a matriz de Paris topou ceder 62 peças. O prédio foi minuciosamente restaurado para abrigar as obras do artista e um anexo foi construído, trazendo um contraste da arquitetura antiga com a moderna na 1ª filial do museu mundo afora, que fica na imponente Rua da Graça.

Jardim do Museu Rodin

Obra de Rodin e o Palacete das Artes

Anexo do Museu Rodin

O Solar do Unhão é outra construção imperdível de Salvador e foi restaurado pela arquiteta Lina Bo Bardi abrigando o Museu de Arte Moderna. Vale visitar pela casa, pela vista da Baía de Todos os Santos, para ver a capela e pelo acervo, que tem obras internas e outras espalhadas pelos jardins, e uma coleção com Carybé, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Siron Franco, entre mais de mil obras.

Solar do Unhão

Obra nos jardins do Solar do Unhão

Salvador vem dando uma guinada nas opções de hotéis e a restauração do Convento do Carmo, localizado na ladeira do Carmo trouxe o turista de volta para se hospedar no Pelourinho. O convento começou a ser erguido em 1586 e hoje abriga o melhor hotel da cidade e um dos melhores do Brasil, pertencente ao The Leading Hotels of the World. Se a conta for muito alta para seu bolso, passe lá para um descanso e um aperitivo como eu fiz. Eles servem a cerveja mais gelada da cidade e bolinhos de bacalhau imperdíveis. O café espresso, coisa rara no pedaço, e a volta ao tempo, são garantidos.

Hotel Pestana Convento do Carmo

Hotel Pestana Convento do Carmo

Hotel Pestana Convento do Carmo

Outra excelente opção no Pelourinho, e bem mais em conta é o charmoso Hotel Villa Bahia, ao lado da Igreja de São Francisco. Cada quarto é de um jeito diferente, trazendo decoração caprichada e muito conforto também, além dos quartos terem vista para a torre da Igreja que está ali ao lado. Ah, e o restaurante é comandado por premiado chef francês que faz uma mistura bacana com os ingredientes baianos. Fazendo um contraponto à tradição e localização em Salvador, o Zank Hotel em Rio Vermelho traz ares modernos perto da boemia soteropolitana. O elegante casarão foi ampliado com um anexo moderno trazendo um contraste muito bem vindo para a criação deste pequeno hotel. O branco predomina nos ambientes, o serviço é impecável e a piscina no último andar tem uma vista privilegiada.

Restaurante do Hotel Villa Bahia

Vista da varanda Hotel Villa Bahia

Zank Hotel

Detalhe do quarto Zank Hotel

Quer experimentar a reivenção da moqueca? Não deixe de conhecer o Paraíso Tropical no bairro do Cabula. Numa antiga rinha de galo, a casa rústica do restaurante fica no meio de um sítio com centenas de árvores e mais de 120 tipos de frutas, onde o também premiado chef Beto Pimentel prepara moquecas mais leves com ingredientes orgânicos e tudo colhido na hora que vai direto para a mesa. Vá com tempo e experimente as caipirinhas para não se irritar com a demora porque vale a pena. Agora se você quer jantar com a melhor vista da cidade ouvindo o barulho do mar, o lugar é o Amado, do chef Edinho Rangel, o mesmo do restaurante Manacá de Camburi no litoral de São Paulo. Melhor noite impossível e Salvador vai ficar na memória como a cidade mais antenada e gostosa do Brasil, pelo menos para quem está disposto a se aventurar e ir atrás do que não está só nos guias de viagem. Ale Ravagnani

Restaurante Paraíso Tropical

Frutas para 2! Restaurante Paraíso Tropical

Claustro da Igreja de S. Francisco, 1743

Obra de arte na rua

Igreja do Bonfim

Vendo a vida passar no Carmo

Brechó no Pelourinho

Muitos motivos para você ir a Chicago logo

Skyline visto do Millennium Park

Civilidade em Chicago

Willis Tower, prédio mais alto dos EUA

A primeira opção de metrópole nos Estados Unidos que vem na cabeça quando pensamos em viajar é Nova York, mas até você conhecer Chicago. Não que a primeira não seja sempre surpreendente, mas Chicago é diferente. É uma grande cidade, mas sem a bagunça da cidade grande. A maneira como ela está organizada não amedronta e faz a gente se sentir mais acolhido, mas a melhor definição é que Chicago é linda. Grandes arquitetos deixaram um skyline de fazer inveja e uma grande atração é sair a procura dos grandes ícones, seja caminhando pela cidade ou fazendo sob um outro ponto de vista, através de um passeio de barco pelos canais e que termina no grande Lago Chicago. O guia do tour conta a história detalhada de cada edifício, fatos atuais, datas e curiosidades. O edifício mais alto dos Estados Unidos e o 5º maior do mundo com 110 andares é o antigo Sears Tower, hoje com novo nome e chamado Willis Tower, e depois do passeio de barco não deixe de subir lá em cima para ter uma fantástica visão 360º da cidade. Outro grande marco é o par de edifícios redondos Marina City, uma mistura de prédio comercial e residencial construído em 1964 pelo arquiteto Bertrand Goldberg. Mas o maior arquiteto da antiga cidade do Obama é Frank Lloyd Wright. Num suburbio bacana de Chicago chamado Oak Park, Wright começou sua carreira e construiu sua primeira casa em 1898 no estilo Prairie, o único estilo arquitetônico genuinamente americano. A casa-estúdio é aberta para visitação e nos damos conta de cada detalhe que só grandes arquitetos poderiam pensar. Na vizinhança várias outras casas de sua autoria podem ser vistas pelo lado de fora. No total o arquiteto fez mais de 1.000 projetos, sendo que 500 deles foram executados.

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Nathan G. Moore House, Frank Lloyd Wright 1895

O que também faz a diferença na cidade são as atrações ao ar livre espalhadas por toda parte, pelo menos para serem curtidas no verão, como o Navy Pier que se estende sobre o lago e é um passeio gostoso numa tarde ensolarada e o Millennium Park, que daria um capítulo à parte. O “feijão”, apelido da escultura interativa do artista Anish Kapoor (o nome oficial é Cloud Gate), é um exemplo de como a arte pode se aproximar das pessoas. De maneira lúdica, não tem quem não fique intrigado com essa obra e não brinque com os reflexos. Ao lado, a Crown Fountain é outro grande exemplo. Além de ser arte, ela é puro entretenimento. Caminhando mais um pouco, chegamos no Jay Pritzker Pavillion, auditório projetado por Frank Gehry e que traz sua marca que vemos em tantos outros projetos, o metal parecendo maleável e orgânico. Quando a luz estiver indo embora e a arquitetura não ficar mais tão interessante, corra para o Chicago Art Institute, um dos museus mais completos e importantes do mundo.

Cloud Gate, Millennium Park

Crown Fountain, Millennium Park

Navy Pier

Navy Pier, roda gigante de 1893

E quando a luz do dia estiver definitivamente ido embora, é hora de curtir a noite. A cidade é famosa pelos clubes de jazz e blues e boas opções não faltam para os notívagos. Fomos ao Back Room, casa pequena e intimista, ficamos cara a cara com uma das vozes femininas mais bonitas que já ouvimos e tivemos uma noite maravilhosa ao som de clássicos do soul music, pagando a barganha de US$ 20 por pessoa com bebidas.

Union Station, set de filmagem de Os Intocáveis

Agora, se você quiser conhecer Chicago pelos olhos de alguns diretores de cinema, não deixe de ver os seguintes filmes, todos filmados na cidade. Atenção, câmera, ação!

• Inimigo Público – 2009
• Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) – 2008
• Estrada da Perdição (Road to Perdition com Tom Hanks) – 2002
• Alta Fidelidade (High Fidelity de Nick Hornby e dirigido por Stephen Frears) – 2000
• O Casamento do meu Melhor Amigo (Julia Roberts) – 1997
• O Fugitivo (The Fugitive com Harisson Ford) – 1993
• Candyman – 1992
• Cortina de Fogo (Backdraft com Robert de Niro) – 1991
• Esqueceram de Mim (Home Alone com Macaulay Culkin) – 1990
• Harry e Sally: Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally) – 1989
• Os Intocáveis (The Untouchables de Brian de Palma) – 1987
• A Cor do Dinheiro (The Color of Money) – 1986
• Ordinary People (dirigido por Robert de Niro e Oscar de melhor filme) – 1980
• Intriga Internacional (North by Northwest de Alfred Hitchcock) – 1959

Marina City

Canais e caiaques em Chicago

Vista de barco dos canais

Ale Ravagnani com a colaboração de Rino, Marcio, Beto e Mila

Você re(conhece) São Paulo?

Ponte Estaiada

Este é um ponto de vista que dificilmente temos da cidade. O máximo que vemos é quando pousamos em Congonhas, que dependendo do lado da pista, sobrevoamos por alguns minutos essa megalópole impossível de se conhecer por completo. Recentemente tive a oportunidade de fazer um trabalho na agência que literalmente nos deu asas, ou melhor, hélices. Brifei meu amigo e fotógrafo Thomas Susemihl e lá fomos nós atrás de nossa grande foto da campanha, a Ponte Estaiada no Brooklin vista de cima. Provavelmente ela está virando um ícone e um marco moderno de São Paulo, mas até chegar lá do Campo de Marte, descobri que são muitas as referências que se perdem no meio da selva de pedras. A cidade tem muitas belezas, mas ao mesmo tempo ela cresce tanto que o concreto acaba engolindo tudo, quase como uma grande onda. Deveriam existir muitos mirantes e pontos de observação, porque somente de cima conseguimos enxergar o que há muito nem percebemos mais. A lista é grande, passando pelo Masp, Avenida Paulista, Anhembi, Praça da Sé, Edifício Copan, Memorial da América Latina, Jóquei Clube, Cidade Universitária, Estádio do Pacaembu, Parque do Ibirapuera, e ainda tem muito mais. Agora eu recomendo para qualquer pessoa, seja turista ou nativo, invista num voo e ganhe asas você também. Imagens: Ale Ravagnani

 

Thomas Susemihl, e nosso helicóptero

Trens na Barra Funda

Raia olímpica da USP

Jóquei Clube

Hípica Paulista, Brooklin

Aeroporto de Congonhas

Shopping Morumbi

Catedral Ortodoxa, Paraíso

Praça e Catedral da Sé

Edifício Copan

Santa Casa

Estádio do Pacaembú

Cemitério da Consolação

Ginásio do Ibirapuera

Parque do Ibirapuera

Obelisco e Oca, Ibirapuera

Avenida Paulista

Avenida Paulista

Masp, Avenida Paulista

Capela

Memorial da América Latina

Telhado do Anhembi

Riviera Maia: Cancún ou Playa del Carmen?

Este post é dedicado a nossos queridos amigos Martha e Edu, que quando moravam no México, nos receberam e apresentaram o país com tanto carinho. O país é tão rico e diverso, que vou escrever várias vezes sobre ele. Vou falar sobre a capital, a culinária, cidades históricas, a arte dos muralistas e por aí vai. Mas hoje volto para o Caribe e faço uma comparação entre a famosa Cancún e sua vizinha menor, porém internacional, Playa del Carmen. Claro que vai do gosto do freguês. Cancún é de impressionar por toda infra estrutura que foi construída e atendimento profissional, porém Playa, apesar de já ter crescido bastante, tem um perfil diferente da sua vizinha. É bem menos “aparecida” e muito mais low profile, além de não ostentar, mas sem deixar de lado o charme. Mas uma coisa que é exatamente a mesma nos dois lugares é a cor do mar de cair o queixo. Parece que jogaram tinta para chegar no Pantone exato azul-do-caribe. Mas seja qual for sua praia, a diversão é garantida em qualquer lugar.

CANCÚN

• Grandes hotéis de rede all inclusive
• Muitos americanos e brasileiros em excursão
• Para se andar de carro
• Voos diretos sem grandes deslocamentos
• Vida noturna com shows internacionais e bares animados
• Restaurantes de cadeia americanos
• Fazer compras em shopping center
• Visitar Playa del Carmen que está a apenas 45 minutos
• Pegar piscina no hotel

PLAYA DEL CARMEN

• Pequenos hotéis de charme e pousadas
Mosquito Blue – mosquitoblue.com e Deseo – hoteldeseo.com são ótimas opções
• Viajante independente, principalmente europeus
• Para andar a pé
• Voo direto para Cancún e de lá transfer de hora em hora para Playa
• Vida noturna com restaurantes aconchegantes e bares transados
• Fazer compras e garimpar barganhas nas lojinhas da charmosa 5ª Avenida
• Visitar as ruínas Maias de Tulun que está a apenas 45 minutos
• Pegar mar que parece uma piscina

Playa del Carmen, Riviera Maia

Los Voladores

Quer mais um ótimo motivo pra ir? O Real está bem valorizado por lá, o que torna os preços mais acessíveis. Aliás, onde é que não está vantajoso para um brasileiro viajar? Só mesmo aqui no Brasil que é comum viajar aqui e pagar mais caro do que no exterior. Ah, importante, ainda estamos na temporada de furacões. Vá depois de outubro, que está logo aí e dá tempo de você se programar. Ale Ravagnani

 

 

 

Ruínas de Tulun, Riviera Maia

Paraty é para todos

Quando pensamos em Paraty, a primeira coisa que vem à cabeça é o casario colonial e aquelas ruas de pedras difíceis de caminhar. Não que isso não seja verdade. A história está mesmo lá, impregnando cada esquina, igreja e principalmente os moradores que guardam e passam adiante o que ouviu da mãe, do avô, da vizinha e foi passando adiante. A cidade é linda, cenográfica, mas de noite fica ainda mais mágica, iluminada por lampiões, sem a luz fria que impregnou nossas vidas e tirou as nuances das cores, chapando tudo que vemos. Portanto, deixe a cidade para a noite. O dia é do mar e das ilhas, para se descobrir de barco.

Barco no porto de Paraty

Graças aos nossos queridos amigos e velejadores Guilherme e Kátia, tivemos o privilégio de fazer várias descobertas pela Baía de Ilha Grande. O Bistrô nos leva ao final do dia a uma praia que nunca vimos antes, num azul de mar idem, e aí vem a revelação que seu nome não foi em vão. Depois de um dia no mar, a fome é implacável e as panelas começam a fumegar com o talento digno de um chef de cozinha chamado Guilherme. Mas não quero restringir a viagem de ninguém. Quantas e quantas vezes eu e a Carol chegamos no porto logo cedinho e negociamos com algum barqueiro nosso passeio do dia. O valor é pelo tempo que se fica fora, mas vale cada centavo. O barco não tem luxo, mas o suficiente para nos deixar felizes. Sempre tem espreguiçadeiras para esperar a chegada de alguma parada, um isopor que ele providencia cheio de gelo pra garantir a cerveja e nada mais. Só o vento e o barulhinho do motor, que é amenizado com nosso iPod e nossas trilhas prediletas. Não importam as paradas, mas com certeza serão muitas. Lembre da Ilha do Mantimento, da Bexiga, do Cedro, do Algodão, da Cotia, que é super abrigada e segura para ancorar. Bateu aquela fome? O barqueiro (ou seus amigos velejadores) te levam para um ótimo restaurante, o Hiltinho da Ilha do Algodão. A matriz fica em Paraty, mas comer com esta vista, não tem preço. Peça o camarão casadinho e divirta-se.

Vista do Hiltinho da Ilha, Paraty

Ostras a domicílio, Ilha da Cotia

Hora de voltar pra cidade (nada de viajar até lá só pra passar o dia e voltar), e curtir a noite, mas como ainda é fim do dia, um grande programa é degustar a melhor cachaça da cidade, a Maria Izabel. O sítio, que fica à beira mar e a poucos quilômetros de Paraty, já é um programa e tanto e ainda com a degustação da própria Maria Izabel, o programa se torna imperdível e único. Eleja o motorista da vez e é hora de voltar. Já é quase noite, mas todas as lojinhas e ateliers ficam abertos até tarde, e fazer a siesta caminhando, é o melhor programa de todos.

Cachaça Maria Izabel, sítio Santo Antônio

Pra comer são muitas as opções, mas prefira os frutos do mar. O gostoso Thai Brasil é uma boa opção e eles maneram na pimenta. As pousadas também são muitas, e algumas delas estão se renovando, como a Pousada da Marquesa (prefira os quartos que não dão para a praça por causa do barulho), a Arte Urquijo que é super tranquila e tem muito charme, ou se orçamento não for problema, opte pelo design único da Casa Turquesa. Já deixe o programa combinado para o dia seguinte com o barqueiro. Vem aí mais um grande dia pela frente na cidade de tantos estrangeiros que vem ao Brasil, da Flip, de Amyr Klink, minha, sua e de todos nós. Ale Ravagnani

 

 

 

 

 

Paraty, RJ

Hora de voltar e curtir Paraty

 

Londres, a cidade menos óbvia do mundo

Um roteiro por Londres é tarefa quase impossível de se resumir. Tem tanto pra se ver e se fazer, que gostaria de me desculpar pela superficialidade das dicas que estou escrevendo. Se a ideia for mesmo ir para lá, não deixem de ler 1.000 Things to do in London, publicação editada pela Time Out. Este é outro bom resumo do que a cidade tem.

Abbey Road, Londres

Tate Modern. O museu é fantástico e fica na frente da ponte de pedestres Millenium Bridge no Tâmisa. O prédio era uma antiga usina de energia, austero e gigantesco, todo de tijolo que o escritório de arquitetura Herzog & de Meuron reformou e transformou em museu. O melhor da arte contemporânea do mundo está ali. Vá pela arte, pela arquitetura, pelo pé direito interno impressionante, pela vista da cidade do café, pela loja do museu.

Exposição de Rachel Whiteread, Tate Modern

Covent Garden. Antigo mercado de flores e hoje em dia é um passeio e tanto para ver lojas criativas, ouvir música na praça central ou assistir as performances ao ar livre. Apesar de ser super turístico, tem um clima muito gostoso.

Vitrine em Covent Garden, Londres

Kings Road & Chelsea. Já no contraponto, esta rua é super badalada e não muito turística, além de estar mais na moda do que nunca. Foi aqui que a mini-saia surgiu com a Mary Quant. E Chelsea é a região dos aristocratas e um dos mais antigos bairros da cidade. Dali até o Rio Tâmisa é uma caminhada relativamente curta, e do outro lado do rio, fica colado o Battersea Park, também não muito turístico, mas muito bonito. De qualquer maneira para chegar até ele tem que atravessar uma das duas pontes, ambas bacanas. Mas voltando à Kings Road, vale pelas lojas dos designers de moda e pra ver também qual é a última moda, ou o que ainda as pessoas irão usar, pelos cafés e restaurantes da moda, para ver vitrine bonita e lojas caras. Eu morei em Chelsea anos atrás… Cada esquina tem uma história e uma lembrança pra mim.

Passeio pelo Tâmisa. Se pegar um dia gostoso (it means, sem muita chuva), vale dar uma volta pelo rio. Os barcos saem de South Bank e vão até Greenwich. Neste pequeno vilarejo histórico fica o barco Cutty Sark, além de um túnel de pedestres antigo sob o Tâmisa. O barco passa perto da barreira que controla as marés e também é o marco do meridiano de Greenwich. O clima da cidadezinha é como se voltasse há séculos.

London Bridge

Saatchi Gallery. É a grande galeria para se ver arte contemporânea inglesa. O dono, Charles Saatchi, dono da rede mundial de agências de publicidade Saatchi & Saatchi e marido da cozinheira da TV Nigella é um dos maiores colecionadores e mecenas das arte. Vale ir para saber o que está rolando em tendências criativas e de vanguarda. Fica no início da Kings Road, perto do metrô Sloane Square em Chelsea.

Jardim de Rosas da Rainha Elisabeth – Regents Park. Este parque é um dos maiores de Londres, mas chegue pelo portão de entrada próximo aos jardins de rosas. São centenas de milhares de flores, de todas as cores possíveis e inimagináveis e a época em que elas florem é no verão. Os ingleses são famosos pelos jardins, mas este impressiona mais do que todos.

Regent`s Park, Londres

Freud Museum. Esta é a última casa que Freud morou e que foi transformada em museu. O lindo divã está lá, mas não se pode sentar ou deitar nele… uma pena. Fica no norte de Londres.

Kew Gardens. Apesar de ser um pouco distante, não deixe de visitar o Jardim Botânico Real de Londres. Os jardins são impecáveis, e as estufas de vidro lindas de morrer. Tem várias esculturas espalhadas, e muito para se ver e fazer.

Museu Britânico. Este é o mais famoso museu de Londres, mas apesar de ser óbvio para estar nesta lista de passeios, está aqui só para lembrar que é lá, numa ala construída especialmente para a obra, que estão as frisas do Partenon de Atenas. A Grécia está em negociações pela devolução há anos, mas vai ser difícil a Inglaterra ceder. Na exposição das frisas no museu, que é aquela parte toda esculpida que fica (ou melhor, ficava) na parte de cima do monumento, foi colocado exatamente na posição que ficava lá na Grécia.

Mercados de rua. Há muitos espalhados pela cidade, mas alguns são tão famosos que é difícil deixar de ir. Não vá necessariamente para comprar, mas para olhar o tanto de bugiganga e coisas inusitadas que tem por ali, além de poder encontrar com os mais exóticos ingleses do mundo. É divertido e tem que ir de cabeça aberta. Alguns que recomendo é o Portobello Market, no Bairro de Notting Hill, para ver a parte das antiguidades no sábado e o mercado de Camden Town e Camden Lock aos sábados ou domingos, que tem várias áreas com coisas diferentes. Antigamente era tomado pelos punks, hoje só existem alguns para se tirar foto e dar boas risadas. www.streetsensation.co.uk/markets.htm

Portobello Road, Londres

Portobello Road, Londres

E para muito mais da programação cultural, artística e gastronômica, a primeira coisa que faço quando chego em Londres é comprar a revista semanal Time Out, que tem tudo e mais um pouco do que você vai precisar. http://www.timeout.com/london. Ale Ravagnani

Verão no Sul da França

Há alguns anos passo uma semana no fim de junho no Festival de Publicidade de Cannes. O tempo é corrido pra conseguir acompanhar a maratona do festival, com dezenas de palestras, workshops, e tentar ver o máximo de cases possíveis. Nunca consegui fazer uma viagem completa pela região e acabo passeando no dia seguinte do final do evento, cada ano conhecendo uma ou duas cidades ali por perto. E a cada ano vejo que estou subestimando o sul da França e a Provence, região que respira arte e criatividade, seja pelos artistas que ali viveram ou pelo festival mais criativo do mundo. Vejam este breve roteiro que poderia ser realizado em um semana de um verão inesquecível e pra lá de chique.

NICE. É a cidade de chegada ao Sul da França. Ali fica o principal aeroporto, então é mais fácil começar a viagem por Nice. A cidade é bonita e fácil de se conhecer. Vale a pena passar algumas horas em dois grandes museus, o dedicado a Marc Chagall e o ao Matisse. Além disso, vale conferir a bonita arquitetura da cidade, os antigos palacetes, casarões e passear a beira mar. www.musee-matisse-nice.org / http://www.musee-chagall.fr

Vitral e piano pintados por Chagall, Nice

Museu Matisse, Nice

CANNES. É a cidade do Festival de Cinema mais charmoso do mundo, e a cidade da badalação do verão francês. Todo o jet set aporta seu iate e fica circulando pela avenida principal, a Croisette. Entre restaurantes com varandas e lojas de grife, um mar muito gostoso, mas disputado a tapas.

Cannes

Loja de queijos, Cannes

MÔNACO. Um clássico da Riviera e a curta distância de Nice e de Cannes. É para passar poucas horas, mas vale parar para ver o visual num dia de céu azul, fotografar o cassino e voltar para sua cidade de apoio que pode estar ali ao lado.

EZE. Micro cidade medieval pendurada numa montanha e com uma vista maravilhosa do Mediterrâneo. Construída no século 12, possui ruínas de castelo, construções de pedra e bonitos jardins.

ANTIBES. Cidade à beira mar, mas com uma parte antiga que fica no alto. Possui o museu Picasso, que ali morou parte de sua vida. www.antibes-juanlespins.com/eng/culture/musees/picasso

ST. TROPEZ. Não é só a fama que a mantém sempre disputada. Seu litoral é muito bonito, a cidade charmosa e a badalação rola solta, mas é cara e bastante elitizada.

AIX EN PROVENCE. É a capital histórica da Provence e tem charme de sobra. Conhecida pelas fontes que estão por todos os lados, é a cidade onde Cézanne morou e fez muitas de suas obras. Aix tem ótimos restaurantes e gastronomia, hotéis charmosos e tranquilidade para relaxar e curtir a vida. www.atelier-cezanne.com/aix-en-provence

SAINT PAUL DE VENCE. A pequena Saint Paul é o lugar para se voltar no tempo, para acaminhar pelas ruelas e imaginar que há centenas de anos estava praticamente como nos dias de hoje. Se verba não for problema, não deixe de ir ao restaurante La Colombe d`Or, onde a decoração conta com obras de arte de Picasso, Matisse, Alexander Calder, entre outras.

St. Paul de Vence

GRASSE. Cidade da perfumaria francesa. O mítico Channel nº5 foi criado lá. Além da história do perfume, Grasse tem uma rica arquitetura medieval que impressiona. Ale Ravagnani

Parede em Grasse