O Brasil mais perto da Ásia

Não é de hoje que a China está nos noticiários. Boom econômico e crescimento acima de dois dígitos e um país bastante distante do ocidente de maneira geral. De repente todo mundo começou a olhar pra lá e novas conexões aéreas, que diga-se de passagem com décadas de atraso, começaram a ligar o Brasil com diversos pontos na Ásia. Há pouco tempo, pra se chegar na China ou em qualquer outro lugar do continente, a ligação poderia ser via Los Angeles, África do Sul ou Europa, mas todas com muitas horas de espera e como consequência, aquele jet leg de derrubar qualquer viajante de econômica.

Suíte da 1ª classe na Singapore Airlines

Uma das boas notícias recentes é a chegada da conceituada companhia aérea Singapore Airlines no Brasil, que promete a partir de março começar a voar pra cá ligando São Paulo à Barcelona com 3 voos semanais, e de lá excelentes conexões via Cingapura. Com certeza eu quero voar na empresa aérea eleita como a número 1 do mundo. Os voos impecáveis da Korean Air ligam São Paulo à Los Angeles e de lá à Ásia toda e vale até mesmo se o destino final for somente os Estados Unidos. A Air China sai daqui e faz conexão em Madri para a China e diversos destinos asiáticos. Outra companhia aérea estrelada e aclamada pelo serviço é a Qatar, que liga o Brasil a Doha no Qatar. Dubai está firme e forte saindo daqui com seus voos lotados da Emirates, além das ligações até Istambul na Turquia pela Turkish Airlines e Tel-Aviv em Israel operado pela El-Al. O que isso traz de bom pra quem gosta de descobrir novos lugares é mesmo a comodidade, menos espera em aeroportos, maior concorrência e preços melhores, mais opções de voos e aquela vontade ainda maior de viajar.

Detalhe do restaurante China Grill em São Paulo

Mais do China Grill

Decoração trazida da China

Detalhes que preenchem o amplo espaço

Mas como culinária e viagem tem tudo a ver, quero ilustrar esse post com uma descoberta da culinária chinesa em São Paulo. Na verdade a descoberta foi de nossos amigos Ligia e Bill que nos trouxeram aqui. Os donos do restaurante vieram diretamente da China e o restaurante China Grill tráz novos sabores a terras tropicais. Iguarias como camarão crocante com coco, peixe na folha de lótus, legumes pra lá de tenros e frescos e um cardápio imenso digno de um banquete são servidos em fartas porções em ambiente moderno, bem decorado e com atendimento excelente.

Esperando pelo banquete

Cardápio didático old fashioned

Programe-se que o lugar fecha cedo e a maioria da clientela também é importada da China. Rua Bueno de Andrade, 508 São Paulo – 11 3203 1966

Ale Ravagnani

 

Bruges, a Veneza do norte no país do Tintin

As aventuras de Tintin

Mistura de Amsterdam com Veneza, a pequena cidade medieval de Bruges tem personalidade de sobra para ser única apesar da semelhança. A primeira impressão é que se está numa cidade de conto de fadas, com canais emoldurando casas cheias de flores e sacadas à beira do nível d`água. E ao anoitecer você se dá conta que aquilo saiu mesmo de um livro ou de um quadro de Van Eyck, um dos mais importantes pintores flamencos. Chegar é muito fácil. Se estiver em Paris, o trajeto até Bruxelas é de quase 1h30, ou seja, menos do que muitas vezes ficamos parados no trânsito. E claro sem falar que se sai do centro e se chega no centro da outra cidade, sem trânsito ou espera. Depois é só tomar um trem de Bruxelas e em pouco menos de 1 hora se chega a este sonho do norte da Europa.

Vista de cima do Beffroi de Bruges

Um dos muitos canais da cidade

Portão da cidade

As janelas viram vitrines

Oficialmente a cidade foi fundada em 1.128, mas uma história de séculos antes disso com passagens de Vikings, romanos e francos colocaram esta pequena cidade belga no mapa das grandes rotas. Hoje a cidade está na mira do turismo mundial, mas isso não quer dizer que seja uma cidade óbvia ou esteja saturada. É só sair caminhando e descobrir com seus próprios olhos, sem necessidade de mapa muito detalhado ou aqueles guias com bandeirinhas. Outra boa maneira é alugar uma bicicleta para fazer como os locais. Quando cansar embarque nos barcos pelos canais para ter um outro ponto de vista do lugar. E se ainda quiser mais diversidade, carruagens e seus cavalos estão à sua espera estacionandos na Grote Markt.

Grote Markt

Torre Beffroi com 83 metros = 366 degraus

Além de um visual impressionante e de muita caminhada, a recompensa vem nas calorias. Começe com uma boa cerveja belga ou até mesmo visitando uma cervejaria artesanal. Só para você ter uma ideia, são 780 rótulos “nacionais” produzidos num país do tamanho do estado de Alagoas. Depois escolha uma brasserie e invista nos pescados e frutos do mar, especialidade local que acompanha batatas em algumas de suas muitas receitas (aliás, dizem que a batata frita foi inventada pelos belgas), e o prato local mexilhões (moules) com fritas é de comer de joelhos. Para sobremesa, não vão faltar excelentes opções de chocolate belga, o rei dos reis dos chocolates mundiais. Pra mim desbanca até mesmo os suíços.

Carruagens na Grote Markt

Típica arquitetura flamenca

Casa de 1669

Ruas de água, mas não é enchente

Agora é hora de começar tudo de novo para voltar a queimar as novas calorias adquiridas e ótimos museus (o Groeningemuseum tem pinturas imperdíveis), igrejas que são verdadeiras obras de arte e diversos edifícios estão ali para serem descobertos, sem muita ordem ou rotas pré-definidas. É só olhar, achar interessante e se aventurar. Bruges é assim, cada um percorre no seu tempo e vontade própria. Basta se deixar levar para descobrir, como nas aventuras de Tintin pelo mundo.

Passeio pelos canais

Aqui a vida passa mais devagar

Escultura ao ar livre na beira do canal

Mais um portão da cidade

Conto de fadas

Ale Ravagnani

A minha Buenos Aires pra você

Floralis Generica

Parece que ficou mais fácil pegar um avião até a capital portenha do que descer pro litoral norte em feriado. Os voos saem o dia todo e agora ainda podemos escolher pousar no Aeroparque, o equivalente ao nosso Congonhas ou Santos Dumont da cidade. Aliado a bons preços, o resultado disso tudo é que nunca tantos brasileiros foram para lá. Mas neste post, minha ideia não é chover no molhado e mostrar o que todo mundo conhece ou já ouviu falar. Praça de Maio, Casa Rosada, Caminito, tangos, tudo está lá e invariavelmente todos os turistas irão descobrir. Mas aquelas pequenas lojas de design, os achados de Palermo, o bairro mais fashion de Buenos Aires hoje em dia ou aquela barraquinha da Feira da Recoleta, isso sim acho que deveria contar pra vocês. Prepare o bolso que vale a pena investir seu dinheiro no que custaria até 3x o valor no Brasil ou até mesmo nunca encontraria por aqui. Bem, não é bem investir, mas economizar, certo? E já que você vai andar bastante em busca dos seus recuerdos, compense à noite nos bons restaurantes que não param de abrir pela cidade, principalmente por Palermo. Buen Viaje.

PARA PASSEAR (e talvez comprar)

Feira da Recoleta aos sábados (Recoleta) http://www.barriorecoleta.com.ar
Este é o dia pra passear na praça e fuçar nas barraquinhas. Tem um pouco de tudo e quem garimpa acha.

Feira de San Telmo aos domingos (San Telmo) http://www.buenosaires.com.ar
O antigo bairro abriga há anos uma grande feira de antiguidades aos domingos. Além das barracas que ficam concentradas na Plaza Dorrego, há muitos antiquários, lojas de roupas, acessórios, design e cafés tradicionais. Nas ruas acontecem vários shows com artistas locais de todos os gêneros, desde dançarinos de tango a mímicos e shows de marionetes.

Dedoches da feira da Recoleta

Antigas garrafas de água em San Telmo

Cultura pop em San Telmo

PARA COMPRAR

– Sabater Hnos (Palermo Soho) http://www.shnos.com.ar
Esta pequena loja de sabonetes caseiros é muito divertida. As barras são feitas de todas as fragrâncias e cores imaginadas, alguns até mesmo com divertidos textos em alto relevo impressos e formatos diferentes.

Loja de design do Museu Malba (Palermo Viejo) http://www.malba.org.ar
O museu é lindo e o acervo da coleção Constantini uma das mais ricas do país. A Tienda, além de livros de arte, esta loja tem objetos de design para casa com nomes como Irmãos Campana e Alessi, Lomos, que são as máquinas fotográficas mais cool e divertidas do mundo, joalheria, luminárias, e muitos dos objetos à venda vem da loja do MOMA de NY.

Morph – Shopping Buenos Aires Design (Recoleta) morph.com.ar / http://www.designrecoleta.com.ar
Uma vez na Recoleta, aproveite para passar nesta grande loja de design moderno. São muitos acessórios e tudo a um preço bastante convidativo. A loja fica no shopping de design, que pode render outras compras em lojas específicas.

La Martina (Palermo e mais 14 endereços em BsAs) http://www.lamartina.com
A grife mundial de roupas da Argentina que tem o pólo como tema.

Papelaria Palermo (Palermo Soho) http://www.papelerapalermo.com.ar
Diretores de arte, designers, artistas e apreciadores da boa e velha papelaria estão no paraíso. Tudo é de extremo bom gosto e vale a pena ir nem que seja para admirar e se inspirar.

Elementos Argentinos (Palermo Soho) http://www.elementosargentinos.com.ar
Tecidos artesanais de cores lindas e muito bom gosto. O forte são os tapetes, mas o acervo possui mantôs, pufes, almofadas e pequenos objetos decorativos, mas tudo feito de tecido artesanal.

Paul (Palermo Soho) http://www.pauldeco.com
O comprido corredor não entrega de cara o que esta loja propõe. O branco e os tons pastéis são as cores predominantes nesta loja romântica e aqui se encontra muitos objetos de vidro, cerâmicas, fragrâncias para ambiente, velas e algumas antiguidades. Na entrada ainda tem uma floricultura e uma casa de chás especiais. Depois que se passa o corredor, a sensação é que se entrou em outro mundo.

Pehache (Palermo Soho) http://www.pehache.com
Outra loja da moda na cidade e aqui a mistura de roupas com objetos para casa é bastante interessante. Se pode comprar desde uma clássica banheira, daquela de filmes, a objetos insólitos de acrílico recortado. Você não vai conseguir sai de lá sem nada. No fundo da loja, um charmoso café com espelho d`água convida para o ócio numa tarde ensolarada.

Sabonetes da Sabater Hnos

Loja de design do Museu Malba

Morph, Buenos Aires Design

La Martina

Papelaria Palermo

Tecidos da Elementos Argentinos

Elementos Argentinos

Loja Paul

Loja Paul

Pehache

Café na Pehache

PARA ALMOÇAR (ou matar a larica)

Restaurante do Museu Malba (Palermo Viejo) http://www.malba.org.ar
Saladas deliciosas e bom café para um almoço leve e rápido.

El Sanjuanino (Recoleta) http://www.elsanjuanino.com
Considerada a melhor empanada de Buenos Aires e você não pode ir embora sem experimentar. Peça qualquer uma, mas desde que seja de forno. A sangria é deliciosa e assim como cerveja, acompanha super bem a refeição.

La Esquina de las Flores (Palermo Soho) http://www.esquinadelasflores.com.ar
Esta loja e restaurante de produtos naturais também tem boas empanadas integrais, mas esqueça a carne aqui.

Nucha (Palermo Soho) http://www.nuchacafe.com
Este moderno e movimentado café é um sucesso e parada obrigatória de muitos portenhos. Seja só pelo café ou um salgado, a escolha já é boa, mas quando você decide ir pra cima dos doces, aí não tem igual. As mesas da calçada são deliciosas, mas no calor do verão o ar condicionado do salão fica convidativo.

Freddo (Puerto Madero e em quase todas as esquinas da cidade) www.freddo.com.ar
Pra mim é o melhor sorvete de BsAs, mas nada melhor do que provar se é mesmo verdade. Framboesa, doce de leite, blueberry, são tantos os sabores que você vai ter que voltar muitas vezes. Só vai ter que encarar nos horários de pico a senha que acaba sendo quase sempre obrigatória.

Restaurante do Museu Malba

Empanadas do El Sanjuanino

La esquina de las Flores

Nucha

PARA JANTAR

Tegui (Palermo Hollywood) tegui.com.ar
Uma das melhores refeições dos últimos tempos. Por for a uma grande porta fechada e uma parece toda grafitada. Por dentro, deliciosos coquetéis para começar a noite, e pratos inventivos e muito saborosos. Tudo vale a pena e é muito bem feito. O pato veio no ponto e a carne desmanchava na boca. De entrada várias surpresinhas do chef que vem aos poucos à mesa. Reserve com alguma antecedência.

Cabaña Las Lilas (Puerto Madero) http://www.laslilas.com
A grande churrascaria da cidade. Grande em todos os sentidos. O Ojo de Bife é enorme e as batatas suflê (que quase só se encontra na Argentina) acompanha super bem junto com um dos muitos Malbec da excelente carta de vinhos. Se for pedir café, deixe a sobremesa de lado porque vem com uma infinidade de pequenas guloseimas. Reserve ou espere muito por sua mesa.

El Mercado – Hotel Faena (Puerto Madero) http://www.faenahotelanduniverse.com
Vá nem que seja só para conhecer o hotel Faena. Philippe Starck dá um show de excentricidade em todos os ambientes, mas chegue antes para tomar um drink no bar The Library Lounge ou na bela piscina de fundo infinito e espreguiçadeiras vermelhas. Além do restaurante El Mercado, o hotel possui outro mais formal e muito mais ambicioso, o El Bistrô. Repare nos unicórnios brancos pendurados nas paredes.

Fachada do restaurante Tegui

Hotel Faena

PARA A BALADA

Bar 6 (Palermo Soho) http://www.barseis.com
Espaço bastante eclético que mistura gastronomia e bar. Vale ir mais cedo para jantar e ficar para o agito da noite que muda bastante o perfil do lugar.

El Cabaret – Hotel Faena (Puerto Madero) www.faenahotelanduniverse.com
Lounge para shows e tango num ambiente bonito e inspirador.

Bar 6

PARA DORMIR

Mine Hotel (Palermo Soho) http://www.minehotel.com
São muitos os novos hotéis que estão surgindo em Buenos Aires. Na grande maioria são pequenos, com cerca de 20 apartamentos e estão no bairro de Palermo. O Mine não é excessão e prima pelo bom gosto e excelência. Os apartamentos são espaçosos, alguns deles com varanda e hidromassagem, o hotel possui uma charmosa e piscina, e uma coisa muito importante numa cidade que não é a sua, o staff da recepção está sempre pronto para ajudar e consegue reserva em tudo que é solicitado.

Hotel Faena (Puerto Madero) www.faenahotelanduniverse.com
Este é o hotel-cenário de Philippe Starck e a recuperação deste antigo armazém de 1902, inteiro construído de tijolos aparentes e madeira, virou um símbolo na hotelaria da cidade. Tudo tem cenografia, ambientação e iluminação impecável e o estilo rococó-moderno do designer dá um tom especial de surrealismo sem deixar de ser muito confortável e aconchegante.

Mine Hotel

Mine Hotel

Hotel Faena

Ale Ravagnani

Araxá é pra se desconectar

Cúpula de vitral das Termas de Araxá

Atrium central das Termas

A antiga cidade mineira de Araxá, terra da Dona Beja, imortalizada em minissérie na TV e estrelada por Maitê Proença, foi palco também de muita história, glamour e ficou no imaginário de tantas outras que ouvimos. Sabe-se que Beja tornou-se uma cortesã cercada de luxo e escravos além de ter sido uma negociante poderosa e respeitada na cidade. A história conta que ela tinha o costume de tomar banho em uma fonte próxima a Araxá, cujas águas seriam o segredo de sua beleza. A história antiga vem dos anos de 1800, quando a cidade estava se formando e a história se desenhando em seus casarões centenários, alguns deles preservados até os dias de hoje, como por exemplo a casa da Dona Beja que foi transformado em museu em 1965 por Assis Chateubriand e vale a pena ser visitado. Uma segunda retomada foi quando o governo de Getúlio Vargas, em um acesso de megalomania, inaugurou em 1944 o Grande Hotel e Termas de Araxá. E grande não era força de expressão. Projetado pelo arquiteto campineiro Luis Signorelli, em estilo “missões”, a monumental obra teve início em 1938 e concluída em 1945, meses antes da deposição de Vargas. Para a construção, foram recrutados os mais renomados engenheiros, técnicos, artistas plásticos e especialistas em hidrologia do Brasil, da Alemanha e da Itália, num total de 3.000 trabalhadores.

Vista do lago e do Grande Hotel de Araxá

Mirante da fonte Dona Beja

Fonte Dona Beja

Interior da Fonte Dona Beja

Hoje em dia, continua um grande hotel. Em 2007, depois de 8 anos fechado e de R$ 60 milhões investidos, reabriu em grande estilo e totalmente restaurado. Seus antigos salões, antes muitos deles voltados para o jogo já que ali funcionava um cassino, agora abrigam restaurantes com lustres de cristal da Boêmia, Scotch bar em estilo inglês, salões de baile, cine-teatro, salões de jogos, salas de leitura, e muitas outras em 33 mil metros quadrados de área construída. O acabamento continua impecável como antes, e para se ter uma ideia, mármore de Carrara é o piso de todas as dependências. Os lagos e os jardins também são luxuriantes e a natureza reina como a maior obra de arte nas áreas externas. O projeto paisagístico é de ninguém menos que Burle Marx. A grande vedete ainda hoje e que nos desconecta da vida terrena e insana que levamos, são as termas. Poderíamos chamar de spa ou até mesmo terapia da alma, mas o que sei é que voltei de lá muito mais leve (claro que não pelas boas e fartas refeições), mas pelo nível de relaxamento que o hotel nos propõe. São salas de banho dos mais variados tipos, massagens relaxantes, tratamentos diversos, duchas, saunas, e mais uma infinita lista de opções que nos transportam para um outro mundo, o mundo que não existe mais na cidade grande em que vivemos. Tudo isso emoldurado numa arquitetura impecável e estonteante, num ambiente sereno e de paz total. É só se deixar levar e lavar a alma para encarar mais um ano pela frente.

Sala de leitura do Grande Hotel

Scotch Bar do Grande Hotel

Detalhe dos salões

Detalhe dos jardins

O projeto arquitetônico das Termas do Grande Hotel recebe a presença do número “oito” que representa os ensinamentos do Buda, o número do infinito, que pode ser visto representado em todos os ambientes: são oito entradas de banho, oito afrescos, oito vitrais na cúpula central, oito painéis, oito colunas e oito pontas na mandala, que hoje em dia todas as tardes recebe uma cantora recitando mantras para colocar todos em outra sintonia.

“Uma semana em Araxá, um ano de vida a mais”, era um dos slogans vigentes na época do apogeu da estância.

Entrada das Termas

Atrium central das Termas

Piscina emanatória

Relaxando nas Termas

Água por todos os lados

Piscina emanatória

Detalhe do atrium

Banho de lama? Esse eu não encarei

Detalhe do atrium

Como chegar: Araxá fica a 375 km de Belo Horizonte, a 581 km de São Paulo, a 650 km de Brasília e a 797 km do Rio. A rodovia BR-262 liga o município à capital do Estado, Vitória (ES) e Corumbá (MT) e a MG-428 liga Araxá à divisa com o Estado de São Paulo. Com a reinauguração do aeroporto de Araxá, a 4 km do centro, é possível chegar ao município de avião. Há companhias aéreas que têm vôos regulares para a cidade.

Museu Dona Beja

Museu Dona Beja

A dieta começa na 2ªf

O que visitar:
– Museu Dona Beja, praça Coronel Adolfo, 98
– Museu Calmon Barreto (rua Franklin de Castro, 160), que reúne várias telas e esculturas do artista plástico contemporâneo nascido em Araxá e ex-diretor da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro
– Igreja de São Sebastião, capela em estilo colonial construída em 1820, que abriga também o museu sacro (av. Vereador João Sena, s/n)
Onde ficar: Além do Tauá Grande Hotel Termas de Araxá (www.taua.com.br/araxa), algumas pousadas podem ser uma boa opção mais low profile.
O que comprar: doces caseiros, cachaça, sabonetes terapêuticos e artesanato em geral

Ale Ravagnani

Hoje em dia a viagem também é digital

Esses são meus aplicativos de viagem favoritos que estão no meu iPhone. Num simples piscar de olhos, posso consultar e continuar viajando onde quer que eu esteja. Muitos destes aplicativos estão em sites na internet também, mas nada como a facilidade de estarem no seu bolso (ou bolsa) a qualquer hora do dia, pronto pra te ajudar no seu smartphone. Espero que possam facilitar suas viagens também.

American Airlines
Como acumulo milhas pelo AAdvantage, este aplicativo pode ser útil na sua busca por voos ou na simples consulta de suas milhas. Muitas companhias aéreas já possuem aplicativos para smartphones, então fique de olho no que você precisa.

Currency
Quer comparar os preços que você está pagando em outro país e converter em poucos segundos para a moeda do seu país? Este é o lugar.

Feriados 2011
Só pra você lembrar que no ano que vem temos pelo menos 12 bons motivos para programar uma viagem.

Fotopedia – Heritage
Todos os 3.000 lugares catalogados pela Unesco, os World Heritage Sites, estão aqui ao seu alcance com imagens e descritivos destas maravilhas do mundo. No Brasil, 16 lugares receberam tal honoraria, como a cidade de Brasília, Ouro Preto, Salvador e São Luís do Maranhão.

Foursquare
É um serviço de geolocalização que permite que você indique aonde está através de um aplicativo no seu celular. Ao entrar, já aparece a lista de lugares cadastrados ao seu redor e você indica o lugar em que chegou, aí escolhe se vai avisar seus amigos e se quer se esse check-in apareça no seu Facebook ou Twitter. Você pode compartilhar sua localização e seus check-ins com seus amigos para eles saberem que você está por perto, ver o review de outras pessoas que passaram pelo local, pode consultar lugares que estão perto de você ou de repente aproveitar de alguma promoção relâmpago que cafés e restaurantes do mundo estão começando a fazer. Não é necessariamente um aplicativo para ser usado somente quando se está viajando, mas vai ser divertido perceber como o mundo está conectado e ficou muito menor.

Frommer`s
Este é um dos maiores guias de turismo do mundo, com centenas de livros de todos os continentes do mundo. No aplicativo, ao invés de apenas mostrar os guias das cidades, usaram muito bem os recursos que a tecnologia pode trazer, como por exemplo conversor de moeda, calculadora de gorjeta, tradutor de fuso horário, lista para facilitar a arrumação das malas, ferramenta para criação de cartões postais, quizz games, além claro dos guias de viagem.

Google Earth
Temos que reconhecer que há alguns anos, quando surgiu este programa do Google em que foi mapeado o mundo com fotos de satélite para qualquer um acessar, que foi uma grande revolução e fez bastante barulho na internet. Agora no seu smartphone a diferença é pela mobilidade. Em qualquer lugar em que se esteja, estando perdido ou não, você se localiza e o Google Earth te guia para onde você precisar.

GPS Weather
Este aplicativo localiza automaticamente onde você se encontra e te dá a previsão do tempo para 3 dias, temperatura, condições meteorológicas completas e te ajuda a programar se você fica ou parte para o próximo destino da viagem.

Guia Quatro Rodas – 1001 Lugares
A intenção deste aplicativo não é entrar nos detalhes dos lugares, mas sim abranger o maior número de cidades, bares, restaurantes, pontos turísticos, locais para fazer compras e curiosidades norte a sul e leste a oeste do Brasil.

GuidePal – London
Este guia da cidade de Londres foi construído com informações e dicas dos próprios viajantes. Além disso, está conectado às principais redes sociais e antecipa uma tendência cada vez mais presente na web. Também usa realidade aumentada para trazer interação em tempo real com o local em que está sendo visitado. Na seção “Famous Profiles”, traz moradores ilustres da cidade como Kate Moss, Hugh Grant, Amy Winehouse, entre outros, e sua relação com a cidade.

Hotels Near Me
Foi viajar e não fez reserva de hotéis ou simplesmente está na estrada e precisa descansar, este App pode te ajudar no momento certo. Ele localiza onde você está via GPS e te mostra num raio de quilômetros todos os hotéis que estão ao seu redor.

Kayak
Consulta rápida e fácil de hotéis pelo mundo, voos e aluguel de carro mundo afora. Possui interface prática, bem resolvida e user friendly. Sou fã da busca de hotéis.

Lonely Planet
Criado em 1973 por Tony Wheeler, este foi meu guia de viagens predileto durante muito tempo. Além de trazer dicas acessíveis, porém pouco óbvias, mapearam quase todos os confins do mundo. No App mobile, a seção “When to go” se destaca pela facilidade para você se programar. Mês a mês as atrações do lugar aparecem com todas as dicas necessaries para a escolha da melhor época para ir a cada lugar.

NYC Way
Simplesmente tudo que você precisa (e que não precisa) de Nova York. Você vai encontrar de hotéis a tours, shows, teatros, compras, itinerários, tempo, estacionamentos, museus, dicas de outros viajantes e até mesmo acesso às imagens das câmeras que mostram o trânsito nas ruas.

Paris à Pied
Descobrir Paris tem que ser caminhando e o guia “Paris a Pé”, ajuda você a otimizar seu tempo. As principais categorias são Jardins, Museus, Igrejas e Mercados, mas muito mais está ali para você não perder nada dessa cidade maravilhosa.

Self-Guided Walking Tours – Rio de Janeiro
Dentre outras cidades, a cidade maravilhosa também foi mapeada para ajudar a você programar suas andanças pela cidade. Acho isso o máximo, num mundo tão dependente do carro em que vivemos. O App separa as caminhadas por bairros ou temas, como arquitetura, praia, vida noturna, etc. Além do número de paradas, ele indica quantas horas e kms duram os tours, além de trazer um descritivo do que se está vendo. Também existe para a cidade de São Paulo.

TAM Mobile
Por enquanto está em fase de testes, mas logo mais seu check-in pela TAM poderá ser feito pelo celular. Somente alguns voos com destino a Ribeirão Preto e S. José do Rio Preto podem usar o serviço, mas como um viajante frequente, espero que logo mais eu possa ganhar alguns minutos extras no check-in.

tb: – Buenos Aires
Um dos aplicativos de viagem mais bonito que eu já vi, com direção de arte impecável e lindas imagens, até mesmo para a tela restrita do celular. O conteúdo editorial é bastante sofisticado, priorizando os melhores lugares da cidade de Buenos Aires.

Trailhead – The North Face
A famosa marca de roupas e acessórios para esportes de aventura, adorada por 10 entre 10 viajantes, criou um aplicativo muito acertivo para seu público alvo. Ele localiza via GPS sua localização e te dá todas as trilhas disponíveis para você sair caminhando. Também pode-se fazer a busca pelos locais desejados para programar sua viagem com antecêdencia.

Translate
Morrer de fome ninguém morre quando está viajando, mas é muito mais divertido tentar falar a língua local do que sempre apelar para o inglês ou espanhol nas suas viagens. Este aplicativo pode te tirar até mesmo de enrrascadas em países como Albânia, Ucrânia ou Vietnam, além de dezenas de outros lugares nem tão complicados. Importante dizer é que o bom e velho português está ali pra te ajudar.

Trip Advisor
Se você está buscando um lugar, hotel ou restaurante, mas quer saber a opinião dos outros, veio ao lugar certo. São milhões de lugares cadastrados no Brasil e no mundo para você ver a pontuação que outros viajantes que já passaram por lá antes de você deixaram. Vale muito a pena antes de decidir sobre um hotel ou de marcar aquele restaurante que você não tem certeza se vale mesmo a pena cacifar.

Veja Comer e Beber
O famoso e conceituado guia gastronômico das principais regiões do Brasil agora está no seu celular e você pode consultar pelo tipo de comida ou o bairro em que deseja jantar.

Atlas 2010
Apesar da tela do celular ser pequena demais para o mundo, quebra o galho quando queremos lembrar qual é a capital da Mongólia ou onde mesmo fica o Lesotho.

World Lens – Rough Guides
Outro famoso guia de viagem, mas nesta versão trazendo um album de viagens inusitado pelos lugares mais inóspitos do mundo. As imagens são lindas e o olhar inusitado revela o objetivo de seus guias.

Wi-Fi Finder
Quer aproveitar todas as dicas acima sem ir a falência com seu pacote de dados? Este aplicativo ajuda a localizar todos os hot spots abertos na sua vizinhança para você se conectar fora do seu quarto de hotel.

Ale Ravagnani

Descobri que o México fica a 15 minutos de casa

É certo que para se conhecer bem um país, nada melhor do que passar pela culinária, e quando pensamos na comida mexicana aqui em terra brasilis é que percebemos que não temos nenhum grande representante, ou melhor, não tínhamos. O casal de mexicanos Lourdes e Felipe reinventaram o que podemos chamar de restaurante. Apelidaram a casa onde moram de A Casa dos Cariris e, de vez em quando, abrem mediante reserva para simples mortais apreciadores de boas histórias e culinária. Nossos queridos amigos Martha e Eduardo nos presentearam numa dessas raras ocasiões em que um banquete original mexicano foi servido. Claro que eles foram um dos primeiros a descobrirem este lugar mágico. Agora, quando as saudades dos tempos de Cidade do México bate, eles respondem o convite no mesmo dia pra garantir seu lugar na casa da Babete, ou melhor, na casa da Lourdes e confirmam: culinária autêntica ou é nos Cariris ou está a 10 horas de voo de São Paulo.

Enquanto ela fica na cozinha aberta e praticamente junta da sala e das mesas dos comensais, Felipe passa pelas mesas, puxa conversa, conta histórias e nos entretém. Descobrimos que além de artista plástico (www.ehrenberg.art.br), seu filho é um famoso produtor de cinema… mas isso são outras histórias. A da vez é a comida, mas um bom contexto dá outro gostinho à refeição. Desde a entrada na casa amarela, nos damos conta que estamos em território mexicano. Tudo, absolutamente tudo vem de lá. Muita cor, caveiras, e todas as referências pop e artísticas desse rico país estão ali. Cada centímetro é uma lembrança e conta histórias, as pimentas estão espalhadas por todos os lados, secando ou decorando, e a arte e a inspiração dominam os ambientes. O início do banquete foi pelas bebidas. Mulheres nas margaritas e os homens na mistura total, como todo bom mexicano. Começamos com uma michelada, mistura de cerveja com limão, gelo e sal na borda, servido num grande caneco e junto, tequila Don Julio que acompanha sangrita, um pequeno suco de tomate meio adocicado. Junto a isso, como cortesia da casa, uma pequena cumbuca de barro com mezcal, uma bebida feita de agave e que o teor alcólico chega a 52,5%. Só de molhar o lábio parece que já entrou na corrente sanguínea.

Depois dos aperitivos, pra quem escolheu o menu 1, o rico “Arroz moreno”, que lembra de leve o nosso Carreteiro, iniciou o banquete. Para o prato principal, o “Bacalhau de Natal”, em lascas e servido com com um bolo de milho que traz um equilíbrio entre doce e salgado único e percebemos que um foi feito para o outro. Foi de comer de joelhos. Pra quem não tem medo de arriscar a ideia era encarar o “Mole Negro”, prato à base de frango preparado com dezenas de especiarias, à base de cacau e bastante chili. Na Cidade do México, experimentei esta iguaria, mas em outra versão, o “Mole Poblano” no restaurante La Valentina e este não deixou nada a dever, apesar do Felipe dizer que esta versão do prato da região de Oaxaca é completamente diferente das outras. Muitas risadas fecharam essa noite deliciosa em comemoração do meu aniversário. Agora, depois desta noite na Casa dos Cariris, ansiosos esperamos nossa próxima viagem ao México, que fica logo ali em Pinheiros. Ale Ravagnani

Conservatória e a Ponte dos Arcos, RJ

O interior do Rio de Janeiro pode trazer boas surpresas pra quem gosta de natureza e ao mesmo tempo de história. Há poucos meses, ao participar da campanha de meu cliente Nextel, tive a grata surpresa ao me deparar com esta locação para as fotos que é a cidade de Conservatória, distrito do município de Valença. Passando por Barra do Piraí e pela região de muitas fazendas do ciclo do café chega-se a este pequeno lugarejo, conhecida como a cidade das serestas. A grande descoberta é encontrar uma ponte de pedra com seus arcos simétricos e que nos faz voltar ao tempo em séculos. Se não fosse a vegetação tropical, juramos que estaríamos em alguma parte da Europa com sua construção medieval. Em nenhum outro lugar do Brasil existe outra ponte como esta e é fácil criar em nossas cabeças lendas e imaginações. A ponte, inaugurada em 1884, possui 100 metros de comprimento, 12 de altura e 4 de largura e foi construída de pedra, cal e óleo de baleia. Ela se encontra encaixada numa fenda na montanha que esconde essa pequena maravilha da arquitetura, esquecida e preservada no interior fluminense, que servia para o escoamento da produção de café. Não perca também um giro pelas fazendas históricas que compõem diversas localidades centenárias de Conservatória, como a Fazenda Veneza, Fazenda Juréa, Fazenda Florença, Fazenda São Lourenço, Fazenda São José, Fazenda Paraíso, São Pedro dos Rochedos, São Fernando, Santa Bárbara, São Marcelo. Para ficar, a Pousada do Ariel é uma ótima opção. Apesar de ficar bem perto do centro, a impressão é que se está no meio da serra, com direito a macacos e tucanos espalhados pelas árvores. O próprio Ariel prepara uma excelente comida e a pousada além de ter conforto, é muito aconchegante. O site www.conservatoria.com.br é bem completo e conta a história do lugar. Ale Ravagnani

Patagônia Argentina é logo ali. E você, não vai?

Trânsito típico da Patagônia

Mais uma vez vou falar sobre um dos lugares mais fascinantes da terra, e só de pensar que o país é nosso vizinho, já dá vontade de voltar. Estive lá em 3 oportunidades e todas foram fascinantes, vi coisas diferentes e posso afirmar que voltaria ainda outras vezes. Antigamente eu não queria voltar para um mesmo lugar mais de uma vez, mas depois quando você começa a ficar mais seletivo é que se percebe que voltar para um lugar que se gostou muito, é voltar para fazer novas descobertas e redescobrir o lugar, e quando falo de um lugar como o sul da Patagônia, bem na pontinha da América do Sul, sempre haverão surpresas, novos caminhos e descobertas. Diferente de Torres del Paine no Chile, aqui saímos na vantagem pela facilidade de chegar. De Buenos Aires ou Santiago, pega-se um voo direto para El Calafate, cidadezinha muito agradável e base para muitas explorações.

Navegação no Lago Argentino

Côndor, a maior ave da terra

Canal bloqueado por icebergs

Língua de gelo do Glaciar Spegazzini

Gelo à vista!

Paredão de gelo do Perito Moreno

"Caverna" no Perito Moreno

A maior de todas as aventuras é o Parque Los Glaciares e a geleira monumental Perito Moreno. Ela é tão grande e o paredão de gelo que se forma na beira do lago tão alto, que parecemos ínfimos nessa maravilha da natureza. Se está derretendo, provavelmente sim. Não é à toa que muito frequentemente ouvimos estrondos do gelo que vão se desprendendo e caem no lago formando ondas bastante altas. Em aproximadamente 1 hora, numa viagem por uma boa estrada, se chega ao glaciar e as opções dos passeios são muitas. Pelas passarelas, que ficam em uma península bem em frente, se tem uma visão privilegiada em diversos pontos e podemos visitá-la caminhando em terreno firme. Também se pode caminhar sobre o glaciar, munido de grampões e guia especializado. Saindo de barco de El Calafate, também se chega no mesmo lugar, mas por uma viagem pelo Lago Argentino e seu azul quase irreal. No percurso, montanhas dos dois lados e a passagem pelo canal dos icebergs, com suas inúmeras formas, tamanhos e cores até chegar Glaciar Spegazzini e no Onelli, menores que o Perito, mas também impressionantes. A empresa operadora do barco também prometeu parada no Glaciar Upsala, outro gigante do gelo, mas o caminho estava praticamente fechado pelos icebergs e foi impossível chegar perto. Vimos só mesmo de longe e aí acreditamos no aquecimento global e seus efeitos imediatos. Apesar da viagem ser longa, é uma experiência inesquecível e o barco, aliás muito confortável, passa praticamente raspando pelo gelo. A disputa no deck para fotografar é grande, mas você vai ficar tão hipnotizado pela paisagem surreal que nem vai ligar. De volta a El Calafate, invista numa boa churrascaria para provar muita carne argentina e o verdadeiro cordeiro patagônico. Diferente do Chile ou das cidades costeiras, aqui o forte são as carnes. A Casimiro Biguá não nos decepcionou e nossas noites eram a base de um bom Malbec para esquentar as noites frias do curto verão patagônico. Ou seja, pense bem no mês de sua viagem. Para dormir na cidade, são inúmeras as opções, desde hotéis a pequenas hospedarias. Nas duas vezes que estivemos na cidade, optamos pelos chalés Santa Mônica Aparts. Fica bem localizado, perto de tudo e os chalés no estilo “log house” são um charme.

Chegada em El Chaltén

Fitz Roy no meio das nuvens

Glaciar Viedma

Glaciar Viedma

Glaciar Viedma

Se você está buscando um visual ainda mais selvagem e realmente isolado do mundo, siga para El Chaltén para ver uma das montanhas mais impressionantes da região. O Fitz Roy é quase um prêmio para trekkers e andarilhos do mundo inteiro que escolhem para suas caminhadas de dias no meio da natureza selvagem. O visual das montanhas é bastante parecido com o de Torres del Paine, com formações pontiagudas e algumas geleiras penduradas nas entranhas de seus picos rochosos. O pequeno vilarejo de Chaltén é bem simpatico, mas a impressão é que se chegou no fim do mundo. Muitas vezes a simples tarefa de andar é quase impossível, dada a velocidade do vento. Além de muita caminhada no meio da natureza, o Lago Viedma e a geleira de mesmo nome está ali não muito distante. Chegando no porto, toma-se uma embarcação de menor porte que em El Calafate para chegar na beira do glaciar. Até pensei que seria mais do mesmo, o mesmo tipo de formação das outras geleiras, mas apesar dela não ser muito grande, pelo menos a parte que está acessível aos nossos olhos, o contraste com o azul da água, a coloração do gelo e o tom amarronzado único das pedras transforma o momento numa viagem inesquecível. Pode se preparar para chacoalhar no barco e sentir a força do vento, mas não vai dar pra se arrepender.

Paisagem de El Chaltén

Fim do dia no Lago Argentino

A minha viagem termina por aqui, mas já está na cabeça novas andanças, desta vez chegando até Ushuaia. Também está na pauta a viagem que fiz para a Patagônia mais central, tanto no Chile quanto na Argentina. Essa viagem começa em Bariloche, desce até onde ainda existe Estrada, cruzamos a cordilheira dos Andes para entrar no Chile e subimos até Puerto Montt. Tudo isso de carro pela Carretera Austral. Mas isso é uma outra história que depois eu conto. Ale Ravagnani

Nova Zelândia. Aqui se vive de adrenalina

Como um país tão pequeno, rodeado pela natureza e isolado na Oceania pode ter tanta vocação para a adrenalina? Talvez pra quebrar a monotonia ou simplesmente pra dizer para o resto do mundo, “Ei, eu existo”, mas o mais importante é que eles conseguiram. Ou talvez seja uma estratégia de posicionamento de algum marqueteiro em encontrar sua real vocação. E eles conseguiram e chamaram a atenção de corajosos do mundo inteiro que sonharam em experimentar tudo aquilo e mais um pouco. Ou até mesmo os jovens de espírito como eu, que em férias no país vizinho da Austrália, terra dos kiwis, do Senhor dos Anéis, do time de rugby All Blacks e de tantas outras coisas diferentes, voltamos no tempo e na nossa idade. A Nova Zelândia é dividida entre a ilha do Norte e a ilha do Sul, e de norte a sul a adrenalina está por toda parte. Qualquer viagem ao país começa na capital Auckland e subir na torre mais alta do país, a Sky Tower, já dá frio na barriga e a vista da cidade é de tirar o fôlego. A região de Taupo e suas montanhas é o lugar ideal para paragliding, asa delta, paraquedismo e tudo mais que voa. Pertinho dali, em Rotorua, uma das cidades com maior atividade vulcânica do país, denuncia onde estamos antes mesmo de chegar. O cheiro de enxofre no ar está por toda parte e caminhar pelas passarelas no meio de lagoas termais, piscinas de lama borbulhantes, geysers e mini-vulcões indicam que logo ali embaixo da terra alguma coisa está acontecendo.

Preparação do Balão, Ilha do Sul

Nosso balão no ar na visão de outro balão

Lake Matheson e o Mount Cook ao fundo

Mas pé na estrada que ainda tem chão. Chegando em Christchurch, cidade típica da colonização inglesa já na ilha do Sul, começamos de um jeito mais light, com um passeio de balão para ver os Alpes do Sul onde fica maior montanha do país, a Mount Cook, com quase 4 mil metros de altura. Tudo depende do clima, do vento e da previsão na manhã da partida e uma confirmação por telefone é que vai definir a saída ainda na madrugada. Chegando ao lugar, com o balão na caçamba do carro, ajudamos na montagem e um pequeno balão meteorológico define pra que lado seguir, ou melhor, pra que lado o vento vai nos levar. Todos sobem no cesto de vime rapidamente pra não ficar pra trás e uma vez lá em cima, tudo vai ficando pequeno lá embaixo e o silêncio impera, só quebrado pelo barulho do ar quente enchendo o balão ou por um telefone celular que de repente toca lá nas alturas. No alto não percebemos a velocidade do vento e quando estamos descendo e vamos nos aproximando do chão é que vemos a real velocidade e ao tocar no solo, que em nosso caso tinham muitas pedras, deu o tom radical do passeio com o cesto virando e terminando nosso voo de maneira repentina e engraçada, com os 5 passageiros e o piloto deitados no chão. Mas valeu cada segundo e cada centavo da viagem.

Bungy Jump na ponte Kawarau, Queenstown

Cidade de Queenstown, Ilha do Sul

A parada seguinte foi a cidade de Queenstown, a principal meca dos esportes radicais do país. O início da experiência foi conhecer o primeiro bungy jump do mundo na ponte Kawarau, criado em 1988 por A J Hackett. Fui o último louco do dia a me atirar da ponte e mesmo sem coragem resolvi me desafiar. Quase desisti depois de tudo acertado, mas o meu instrutor disse que daquele ponto não tinha mais volta. Olhei pra frente, respirei fundo e fui. Acho que só voltei a respirar quando senti a corda se esticando nos meus tornozelos e vi que não afundei no rio semi-congelado. Um pequeno barco me resgatou e me deixou na margem e quase sem força pra subir de volta e com as pernas bambas, estava vivenciando o poder da descarga de adrenalina no corpo. Vale lembrar que a altura deste bungy jump “tem só” 43 metros de altura, e hoje em dia o mais alto tem 143 metros de altura!

Fox Glaciar visto do alto

Chegada do helicóptero no Fox Glaciar

Trekking no Fox Glaciar

Cavernas no gelo

No dia seguinte foi a hora de conhecer um dos glaciares do país, mas de maneira diferente. Subimos num helicóptero e rumamos à montanha. Lá, antes de pousar, nossa guia pula com o aparelho ainda no ar e faz sulcos no gelo para dar maior aderência para não patinar no pouso. Depois de alguns minutos finalmente pousamos, mas o helicóptero ainda derrapa consideravelmente. Nosso trekking no alto do Glaciar Fox começa e com um grupo de 9 pessoas atravessamos fendas enormes, passamos por cavernas de um gelo azul sem igual e vamos tentando manter o equilíbrio de marinheiros de primeira viagem sobre o gelo espesso de milhares de anos. Graças aos sapatos com grampões, nossos sticks para caminhada e de vez em quando o apoio de uma corda, subimos montanha acima nessa aventura pelo gelo. Do alto, vemos o mar que está a poucos quilômetros. Esse é um dos poucos glaciares que está praticamente ao nível do mar. Na volta, nossa guia chama o helicóptero pelo rádio, apesar da comunicação ser difícil e quase já sem luz do dia, ele nos resgata e nos leva de volta sãos e salvos ao pequeno vilarejo.

Jet Boat no rio Shotover, Queenstown

Dia seguinte, nova aventura. Andar nos rios de água de degelo em grande velocidade com barcos de alta propulsão chamado Jet Boat é uma das maiores aventuras de Queenstown. O grande barato são as finas que nosso piloto tirava dos paredões do canyon no rio Shotover ou sem medo passa por cima de bancos de areia e galhos secos. Quando víamos o sinal que o piloto fazia com as mãos, atenção redobrada e os braços colavam para se segurar e se apoiar porque cavalo de pau e um giro de 360º vinham pela frente. É quase uma montanha russa sem trilhos ou rota definida num dos rios de cor azul esverdeado mais bonito que eu já vi. No extremo sul da ilha, os fiordes de Milford Sound em Te Anau chamam para uma exploração de barco ou para caminhadas com um cenário deslumbrante com cachoeiras altíssimas e uma das maravilhas da natureza do mundo. Pra quem ainda tiver fôlego, novos esportes estão sempre surgindo. Basta você descobrir qual é o seu. Se você não for tão radical, vá para a Nova Zelândia assim mesmo. A beleza natural do país é tão linda e as cidades tão acolhedoras, e a infra estrutura do país tão perfeita, que agradam a gregos, troianos, radicais ou sedentários. Ale Ravagnani

Praia do Forte. Onde a Bahia não ouve Axé

Por do sol no Farol

Este pedaço do litoral norte da Bahia, a 55 Km do aeroporto de Salvador, é um trecho pra lá de privilegiado do Brasil. Não estou sendo preconceituoso com o gosto musical de ninguém, mas quem busca um pouco de sossego, praia bonita e conforto, veio ao lugar certo. Acredito que esta seja a praia da nossa costa que conseguiu crescer e melhor se organizar. Chega-se ao ponto de nos perguntarmos se estamos mesmo na Bahia, ou em Ilha Bela, Búzios ou Paraty, famosas praias do Brasil com excelente infra-estrutura e organização. Além disso tudo, o litoral da região da Praia do Forte é privilegiado em belezas naturais e tem praia para todos os gostos. Para os surfistas, tem onda de sobra, mas pra lá da barreira de corais, para as famílias as piscinas naturais que se formam na maré baixa é melhor que qualquer piscina de hotel e pra quem procura sossego, também encontra. Basta caminhar pra baixo ou pra cima da vila que logo vai encontrar seu pedaço de areia deserta. Além disso, agrega o charme da vila, com ótimas opções em gastronomia ou para um simples expresso ou sorvete. Passear pela ruela principal depois da praia é o passeio predileto de 9 entre 10 pessoas. Além de um projeto urbanístico que limita as contruções a uma altura de dois andares, lojinhas de todos os tipos, onde a grande maioria é de bom gosto, chamam para a caminhada antes ou depois do jantar.

Igrejinha da Vila à beira-mar

Praia do Forte na maré baixa

Vendedora de cocada

Piscinas naturais

Praia de rio ao lado do EcoResort

Rua principal da Vila

Bike-Riquixá, o meio de transporte local

Mas a Praia do Forte tem uma herança na conservação do meio ambiente que começou na época que o então EcoResort foi instalado pelo paulista Klaus Peters na década de 80 (hoje da rede portuguesa Tivoli) quando ainda mal se falava em consciência ecológica, e isto pode ser notado na visita ao Projeto Tamar, onde se conhece um pouco mais sobre a preservação das tartarugas marinhas da região. A base da vila foi a primeira do Brasil e hoje eles já bateram o número de 10 milhões de tartarugas devolvidas ao mar. Além de ver os bichos de perto, a lojinha é também uma grande atração e para aquela fome de larica-fim-de-tarde-pós-praia, o Bar do Souza com seus bolinhos de peixes são imperdíveis. Com certeza irão entrar para minha lista de comidas de viagens inesquecíveis. A vista do bar no Tamar é linda, com os barquinhos emoldurando o melhor pôr do sol do local e o farol ao lado que em poucas horas começará sua jornada. Se este Souza estiver muito disputado não tem problema porque no fim da Vila tem outro com direito a saguis pelas árvores durante o dia e música ao vivo à noite. Além do Tamar, o Projeto Baleia Jubarte é outro importante centro de pesquisa e de preservação ambiental.

Projeto Tamar e suas bases

Projeto Tamar

Tanque com tartarugas no Tamar

Bolinho de peixe do Bar do Souza no Tamar

A Praia do Forte ainda tem mais. Sei que é difícil deixar um dia de sol pra ficar fora da praia, mas o Castelo Garcia D`Ávila também tem uma das melhores vistas, e melhor, da Praia do Forte. No fim da Vila você pode pegar um tuc-tuc no melhor estilo sudeste asiático pra te levar até lá em 10 minutos mas segure firme que os motoristas são pé de chumbo. Ele foi construído em 1551 e foi a primeira construção portuguesa de grande porte do Brasil e a única das Américas com características medievais. Suas janelas (ou pelo menos o que um dia foram) rendem ótimas fotos, emoldurando vistas lindas e o passeio trazem um lado histórico à sua viagem a uma das melhores praias do Brasil. Ale Ravagnani

Castelo Garcia D`Ávila

Picnic no Castelo Garcia D`Ávila

Vista do Castelo para a Praia do Forte

Preparação para a pescaria

O Farol da Praia do Forte

Pra ficar:

– Pousada Farol das Tartarugas. Uma das únicas pé na areia e uma boa opção. Os chalés são ótimos e espaçosos mas a piscina fica meio muvucada.
– Pousada Refúgio da Vila. Tem arquitetura bacana e esbanja charme, mas não tem a praia aos seus pés.

Pra comer e beber:

– Bar do Souza do Tamar ou da Vila. O forte do cardápio são os frutos do mar, mas o bolinho de peixe com cerveja ultra gelada… sem palavras
– Terreiro da Bahia. Suas ótimas moquecas e é considerado o melhor restaurante da Praia do Forte
– Bistrô Gourmet. Tem um cardápio reduzido, mas aprovado
– Tango Café. As sobremesas são excelentes e serve um expresso bem tirado
– Casa da Farinha. Vale enfrentar a fila na rua pra comer a tapioca mais disputada da região

Natureza de sobra no norte da Califórnia

Se você estiver em São Francisco, que tal conhecer os arredores da cidade e investir mais alguns dias num dos lugares mais bonitos dos Estados Unidos? Não acredito que você vai voar 14 horas do Brasil e não vai aproveitar mais esse pedaço da Califórnia. Comece bem pertinho de São Francisco. Atravesse a ponte Golden Gate e vá conhecer Sausalito (um táxi da Union Square até lá dá uns US$ 35 ida) e passe umas horinhas pelas lojas, almoce à beira mar comendo frutos do mar e beba uma boa garrafa de vinho branco da região do Napa Valley ou Sonoma. Vale ir só pra fazer isso, ver a cidade de longe, mas com uma visão que não seria possível de outra maneira e voltar. Se estiver sol, melhor ainda, senão espere o tempo firmar para ir.

Sausalito

Sausalito

Em direção ao estado de Nevada, alguns parques nacionais merecem cada curva da estrada até chegar. Primeiro reserve dois dias para o Yosemite National Park, um bonito parque com muitas montanhas e picos de granito, marco mundial para muitos alpinistas ou turistas que preferem a vista de baixo mesmo. Além disso, cachoeiras no verão e ursos ocasionais para os sortudos. No inverno o visual muda radicalmente e o parque fica coberto de branco. Outra região bacana onde no inverno é uma badalada estação de esqui é o Lake Tahoe, bem na divisa com Nevada. Se esquiar não for sua praia, o verão é a estação ideal com muita natureza pela frente.

Yosemite National Park

Yosemite National Park

Yosemite National Park

Lodge no Yosemite

Depois as opções mais urbanas vão aumentando conforme você desce, mas já que falamos em vinho, antes vá um pouco para o norte e ainda próximo a São Francisco e conheça a região do Napa. O vinho da Califórnia vem sendo reconhecido mundialmente e é uma delicia ir parando pelas vinícolas e descobrir o que cada uma tem de melhor. Vá no estilo do filme Sideways e esteja preparado para muitas boas surpresas, pare nas cidadezinhas, curta o dia visitando os vinhedos e faça muitas degustações e à noite jante em lugares surpreendentes, inclusive o 3 estrelas Michelin, The French Laundry, que fica na cidade de Yountville. Uma das vinícolas mais famosas é a Robert Mondavi, mas as pequenas tem um charme bem especial e são menos industrializadas, apesar da visita ser muito instrutiva, onde começamos pelos vinhedos, depois passamos pelos processos do vinho, visitamos as adegas e terminamos na melhor parte, que é a degustação, porque ninguém é de ferro. Tente marcar com alguma antecedência um passeio de balão para sobrevoar os campos, mas confirme um dia antes porque o tempo pode trazer uma surpresa e o balão não levantar voo como foi em nosso caso.

Vinícola Robert Mondavi, Napa Valley

Vinícola Robert Mondavi, Napa Valley

Vinhedos no Napa Valley

Pinot Noir na Robert Mondavi

Descendo para o sul em direção a Los Angeles, 3 cidades são muito especiais no caminho, e ainda ficam próximas a São Francisco. Santa Barbara é uma antiga missão espanhola e hoje transborda em charme e é inevitável pensar como deve ser gostoso morar num lugar daqueles. Tudo é perfeito, os jardins das casas, a limpeza das ruas, a educação das pessoas. Escolha um hotel charmosinho, dos menores possíveis e faça uma lua de mel lá. Continuando, pare em Monterrey e visite o maior aquário da américa. Se for no meio do ano, é a melhor época para avistar baleias e vários barcos partem em direção a elas para você conhecer esse “bichinho” mais de perto. É avistar baleia ou ter seu dinheiro de volta. Posso garantir que quando visitei a Califórnia pela primeira vez há muitos anos atrás, eu não me decepcionei e várias saltaram bem na frente do nosso barco. E a última parada (se você quiser, senão continue até LA) é a cidade de Carmel, outra cidadezinha da classificação das mais charmosas do mundo, que também fica à beira mar e que merece a continuação da lua de mel. De dia um visual de tirar o fôlego pela estrada que vai margeando a costa, a número 1 e de noite gastronomia e a tranquilidade que o corpo precisa para se recuperar das ladeiras de S. Francisco. Ale Ravagnani

Chegada no Lake Tahoe

Lake Tahoe

Lake Tahoe

Lago congelado próximo ao Lake Tahoe

I left my heart in San Francisco

Ponte Golden Gate no por do sol

A Califórnia é um dos poucos lugares do mundo que transpiram liberdade e irreverência, as pessoas são mais leves, todo mundo parece estar de bem com a vida. Não sei se é a luz da cidade, ou se somos nós que enxergamos com outros olhos, mas que é diferente, isso eu não tenho dúvida. São Francisco são várias cidades em uma só. Pode ser dinâmica e movimentada com seus escritórios e toda a influência do Vale do Silício que traz para ela um ar de tecnologia e dinamismo. Aliás, em qualquer café ou restaurante que se entra, a internet é gratuita e grande parte das pessoas estão conectadas, inclusive eu que não perdia a oportunidade de ver meus emails na hora do almoço. Outro lado marcante da cidade são as compras, para deleite dos brasileiros que não perde uma boa oportunidade. A região da Union Square é super agitada e todas as lojas do mundo estão por ali. Mas vale ir lá também pela praça que é uma delícia e os prédios emolduram os quatro lados num conjunto arquitetônico que mistura o antigo e o moderno de maneira especial. Não há como não perceber turistas e locais fazendo da praça seu restaurante na hora do almoço. Mas já que você está ali perto, aproveite pra dar uma caminhada até a filial do MOMA, o Museu de Arte Moderna. O acervo é um dos melhores dos Estados Unidos, tem um café bem gostoso e claro, como estamos falando de compras em tempos de dólar baixo, a loja do museu é irresistível. Você vai encontrar livros e objetos de arte da mais alta qualidade e criatividade que não encontraria em nenhum outro lugar. O prédio do museu foi projetado por um arquiteto suíço chamado Mario Botta e é um dos marcos da cidade, mas para você ter a melhor visão dele, ande em direção ao Yerba Buena Gardens, que com mais distância o domo fica mais visível e as fotos ainda melhores. Aproveite os jardins e se jogue na grama ouvindo o barulho da água das fontes e a tranquilidade do lugar. O complexo também concentra outros museus menores que valem a pena.

"Heart Parade" na Union Square

San Francisco MOMA

Interior do Museu de Arte Moderna

Tai Chi no Yerba Buena Gardens

Agora é hora de se misturar com multidões de turistas e ver o lado mais turístico da cidade, mas já que somos turistas, que mal tem nisso? O destino é o Fisherman`s Wharf e o Pier 39. Mais lojas, restaurantes, cafés, mágicos, estátuas humanas, leões marinhos e uma vista linda da Baía de São Francisco fazem o lugar ter a fórmula completa para algumas horas serem gastas por ali. Já dá pra ver um pouquinho da ponte Golden Gate bem de longe, mas esta é a próxima parada. Se possível alugue uma bicicleta em um dos muitos lugares disponíveis da cidade, atravesse os 2,7 km pedalando na ponte mais famosa e bonita do mundo e volte de barco. É só embarcar com a magrela que está tudo bem, assim você tem duas visões distintas da ponte que não é dourada, apesar do nome. Se não enjoar de andar de barco, recomendo tomar outro até a Ilha de Alcatraz, onde funcionou o presídio e hoje é um museu. Já escrevi sobre ele no Blog e recomendo muito a visita.

Região do Fisherman`s Wharf

Pescador e Ilha de Alcatraz ao fundo

Ponte Golden Gate

Mas São Francisco ainda tem mais pra se ver. Vá ao bairro Haight-Ashbury e conheça a antiga rua hippie Haight Street. Alguns ainda dão as caras por lá, mas como ela foi um ícone nos anos 60, é divertido andar por ali. Repare na arquitetura vitoriana das casas que estão por todos os lados é dá um charme todo especial na cidade. Com certeza você vai passar por várias ladeiras, que é outro marco, mas aí espero que você esteja dirigindo, porque a pé ninguém aguenta. Chegue até Russian Hill e passe pela Lombard Street, a rua com mais curvas que existe. Este trecho pitoresco é de apenas um quarteirão que rendem boas fotos. Suba a pé e desça de carro. Na vizinhança ao lado, em Telegraph Hill fica a torre art deco de 64 metros Coit Tower e, se você estiver bem de fôlego, suba a pé para ter uma linda vista da cidade. E não podia me esquecer de falar sobre o meio de transporte imperdível que são os bondinhos e um deles pode te levar da badalada Market Street que fica próxima a Union Square até a parte de cima da Lombard. Recupere o fôlego, deixe o preconceito de lado e passeie pelo Castro, o bairro gay da cidade mais liberal do mundo e veja como realmente ali as coisas acontecem de maneira diferente e a liberdade de expressão fala mais alto. Depois de andar tanto na cidade das ladeiras, termine no Golden Gate Park, que é uma enorme área verde da cidade, cheio de atrações mas sem dúvida muito relaxante. Ale Ravagnani

Coit Tower em Telegraph Hill

 

Manobra do bondinho na Market Street

Skyline de São Francisco

A cidade vista da Coit Tower

Mural interno na Coit Tower

Barcos no Pier

Escultura na cidade

Área interna no MOMA

A irreverência da Califórnia

O colorido da arte

Show aéreo no Fisherman`s Wharf, Columbus Day

Congestionamento no Moscone Center

Museu Yerba Buena

Pose no Jardim Japonês, Golden Gate Park

Viajando com o mestre Henri Cartier-Bresson

O que faz uma imagem ser tão especial e única? Talvez o olhar de um grande fotógrafo, um observador do cotidiano que observa as coisas mais banais e corriqueiras e as transforma em algo único registrando para sempre aquele momento que ficou congelado no tempo. Muito acontece bem debaixo de nosso nariz, mas será que sempre percebemos? Notamos as coisas mais sutis, ou melhor, tiramos delas o que de mais bonito tem o ser humano? Cartier-Bresson foi um grande observador da vida, filtrando pelas lentes de sua velha Leica e que nos presenteia com um olhar imaculado do mundo, onde o ser humano é o centro de tudo, trazendo sua máxima emoção, com as ruas, cidades e o mundo emoldurando e trazendo o mais belo pano de fundo já imaginado. Este magnífico fotógrafo francês trouxe emoção e comove até hoje pela simplicidade do instantâneo. Não tem pose e nem refação. Ou ele conseguia no momento exato ou partia para a próxima foto. Viajando mundo afora e cobrindo fatos importantes como a Guerra Civil chinesa, o funeral do Gandhi na Índia ou a União Soviética pós-guerra, além de inúmeros outros países pelos quais viajou e fez seu registro. E pensar que ele consegue passar tanta expressão, vivacidade e calor humano usando apenas uma cor em suas fotografias. Um pouco antes de parar de fotografar começou a voltar para uma antiga paixão que é o desenho e a pintura, a fim de continuar retratando, mas desta vez com seus pincéis e seu talento nas artes. Talvez com esta frase de Bresson a gente entenda um pouco seu espírito e sua arte, que extrapola qualquer fronteira artística.

“Eu nunca me interessei no processo da fotografia, nunca, nunca. Desde o começo. Para mim, fotografar com uma câmera pequena como a Leica é como um desenho instatâneo.” Henri Cartier-Bresson, 1908 – 2004   Ale Ravagnani

Rota Ecológica de Alagoas

Praia de Japaratinga vista da Pousada do Alto

Pousada do Alto, Japaratinga

Pousada do Alto, Japaratinga

O trecho do litoral alagoano, que fica entre Maragogi e Barra de Santo Antônio ainda é uma parte do litoral do Brasil que não sofreu o boom imobiliário e nem a onda de resorts que vem sendo erguidos por toda a orla do Nordeste. Praias e mais praias desertas e inexploradas, com apenas uma ou outra pousada e poucas casas emolduram um mar azul esverdeado que mesmo num dia nublado é claro e imaculado. São cerca de 40 km de praias que devem ser descobertas dirigindo e parando naquela que mais lhe agradar. A vontade acaba sendo em escolher uma das excelentes pousadas e ficar por ali relaxando sem a menor pressa. A nossa escolhida foi a bela Pousada do Alto, que claro, fica no alto de uma montanha-falésia à beira da praia de Japaratinga, e que é infinitamente mais bela de cima do que de baixo. A vista é de perder o fôlego, e o conforto da pousada convida para relaxar à beira da piscina de fundo infinito com a melhor vista do nosso litoral e quem sabe do mundo! Exageros à parte, vá ver de perto a Praia da Lage, que tem aquela forma quando imaginamos uma praia perfeita, além de formar uma baía linda, os coqueiros emolduram um mar de cor única. Para se hospedar por ali, a Aldeia Beijupirá é uma excelente opção, com conforto, charme e o restaurante Beijupirá, que também é aberto a não-hóspedes e já provou que sabe fazer culinária de primeira com um toque de nordeste também em Porto de Galinhas e na Praia dos Carneiros no litoral de Pernambuco.

Praia da Lage

Outra praia para se ver e ficar, é a Praia do Toque, também pouco explorada e como a maior parte deste pedacinho de paraíso, vem crescendo pouco, mas com muito charme. Vários estrangeiros vem investindo em hotelaria, mas sem os grandes grupos que acabam fechando a praia inteira e fazendo ali seu quintal particular. A Pousada do Toque é uma das mais bonitas do Brasil, mas prepare o bolso, já a Pousada do Caju, a Amendoeira e a Côté Sud também são excelentes e mais acessíveis. Se não estiver hospedado numa delas, comer o bacalhau no Caju é um programão depois de um dia de sol. Os portugueses que tocam a pousada trouxeram o melhor da terrinha pra gente. Outra praia muito gostosa é São Miguel dos Milagres. Ela surge quase que como uma miragem e caminhar por ali, passando de praia em praia, é uma benção para os olhos e para a alma, quase um milagre de nosso litoral já tão movimentado. Mais alguns passeios que devem ser feitos são as piscinas naturais, que estão nas praias do Toque, Patacho, Japaratinga e Porto da Rua e também visitar Tatuamunha e subir o rio para ver os peixes-bois que vivem no mangue. Além dos bichinhos que são uma grande atração, o por do sol é lindo.

Visual de Japaratinga

Farol em Porto de Pedras

O inglês reinventado da balsa

Varal

Amelia Earhart cruza o mundo quando o mundo ainda era grande

Amelia Earhart e seu avião Beech-Nut

A história de vida da pioneira da aviação americana Amelia Earhart até hoje fascina pela coragem e ousadia. Numa época em que a aviação comercial estava começando a engatinhar, ela foi a primeira mulher a voar sozinha pelo Oceano Atlântico em 1930, depois foi novamente pioneira ao cruzar os Estados Unidos costa a costa em 32, além de ser a 1ª pessoa a cruzar do Havaii para a Califórnia em 35, dentre outros grandes feitos e recordes que ela alcançou. Hoje ela é lembrada como ícone feminista talvez por sua independência e pelo apoio que dava a outras mulheres, mas mais do que tudo, ela era inspirada e fascinada pelo mundo, uma viajante que queria chegar o mais longe possível numa época que não haviam meios para isso, então ela foi por conta própria, aliás, por sua conta e risco. Em 2 de julho de 1937 Amelia desapareceu no Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo. No ano passado foi lançado o filme Amelia dirigido por Mira Nair e muito bem interpretado por Hilary Swank como a aviadora, além dos atores Richard Gere e Ewan McGregor. Para ver e viajar com esta grande inspiradora de todos os viajantes. Ale Ravagnani

“ Todo mundo tem oceanos para cruzar, desde que tenha a coragem de fazê-lo. É irresponsável? Talvez. Mas que sonho conhece fronteiras? ” Amelia Earhart, 1897-1937

Amelia e seu Electra

Na cabine do Electra

A triste notícia de julho de 1937

 

Salvador busca renovação com hotelaria, gastronomia e arte

Sem dúvida alguma não faltam a Salvador motivos para uma ótima viagem. Muita história e cultura, um conjunto arquitetônico de fazer inveja, culinária e um faixa de mar esverdeado que atrai brasileiros, europeus e recebe todos como ninguém. Nos últimos tempos vem acontecendo uma renovação na cidade que deve ajudar a atrair um novo tipo de turista, que não é o acostumado a viajar em excursões e nem ficar hospedado em hotéis impessoais ou sem charme, mas que tenha estilo, personalidade e sem abrir mão do conforto. Mas Salvador vem se munindo de charme e se diferenciando até mesmo em suas mais novas atrações turísticas. Por exemplo o Museu Rodin instalado no Palacete das Artes é um grande avanço para a cidade e num feito único, a matriz de Paris topou ceder 62 peças. O prédio foi minuciosamente restaurado para abrigar as obras do artista e um anexo foi construído, trazendo um contraste da arquitetura antiga com a moderna na 1ª filial do museu mundo afora, que fica na imponente Rua da Graça.

Jardim do Museu Rodin

Obra de Rodin e o Palacete das Artes

Anexo do Museu Rodin

O Solar do Unhão é outra construção imperdível de Salvador e foi restaurado pela arquiteta Lina Bo Bardi abrigando o Museu de Arte Moderna. Vale visitar pela casa, pela vista da Baía de Todos os Santos, para ver a capela e pelo acervo, que tem obras internas e outras espalhadas pelos jardins, e uma coleção com Carybé, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Siron Franco, entre mais de mil obras.

Solar do Unhão

Obra nos jardins do Solar do Unhão

Salvador vem dando uma guinada nas opções de hotéis e a restauração do Convento do Carmo, localizado na ladeira do Carmo trouxe o turista de volta para se hospedar no Pelourinho. O convento começou a ser erguido em 1586 e hoje abriga o melhor hotel da cidade e um dos melhores do Brasil, pertencente ao The Leading Hotels of the World. Se a conta for muito alta para seu bolso, passe lá para um descanso e um aperitivo como eu fiz. Eles servem a cerveja mais gelada da cidade e bolinhos de bacalhau imperdíveis. O café espresso, coisa rara no pedaço, e a volta ao tempo, são garantidos.

Hotel Pestana Convento do Carmo

Hotel Pestana Convento do Carmo

Hotel Pestana Convento do Carmo

Outra excelente opção no Pelourinho, e bem mais em conta é o charmoso Hotel Villa Bahia, ao lado da Igreja de São Francisco. Cada quarto é de um jeito diferente, trazendo decoração caprichada e muito conforto também, além dos quartos terem vista para a torre da Igreja que está ali ao lado. Ah, e o restaurante é comandado por premiado chef francês que faz uma mistura bacana com os ingredientes baianos. Fazendo um contraponto à tradição e localização em Salvador, o Zank Hotel em Rio Vermelho traz ares modernos perto da boemia soteropolitana. O elegante casarão foi ampliado com um anexo moderno trazendo um contraste muito bem vindo para a criação deste pequeno hotel. O branco predomina nos ambientes, o serviço é impecável e a piscina no último andar tem uma vista privilegiada.

Restaurante do Hotel Villa Bahia

Vista da varanda Hotel Villa Bahia

Zank Hotel

Detalhe do quarto Zank Hotel

Quer experimentar a reivenção da moqueca? Não deixe de conhecer o Paraíso Tropical no bairro do Cabula. Numa antiga rinha de galo, a casa rústica do restaurante fica no meio de um sítio com centenas de árvores e mais de 120 tipos de frutas, onde o também premiado chef Beto Pimentel prepara moquecas mais leves com ingredientes orgânicos e tudo colhido na hora que vai direto para a mesa. Vá com tempo e experimente as caipirinhas para não se irritar com a demora porque vale a pena. Agora se você quer jantar com a melhor vista da cidade ouvindo o barulho do mar, o lugar é o Amado, do chef Edinho Rangel, o mesmo do restaurante Manacá de Camburi no litoral de São Paulo. Melhor noite impossível e Salvador vai ficar na memória como a cidade mais antenada e gostosa do Brasil, pelo menos para quem está disposto a se aventurar e ir atrás do que não está só nos guias de viagem. Ale Ravagnani

Restaurante Paraíso Tropical

Frutas para 2! Restaurante Paraíso Tropical

Claustro da Igreja de S. Francisco, 1743

Obra de arte na rua

Igreja do Bonfim

Vendo a vida passar no Carmo

Brechó no Pelourinho

Parque Yellowstone. O Zé Colméia mora aqui

Juro que desta vez vou tentar falar menos e mostrar mais. O parque Yellowstone dispensa muito blá blá blá para descrevê-lo. Basta ver as imagens para se dar conta disso. As cores parecem que foram mexidas no photoshop de tão fortes e improváveis que são. É uma região de extremos dos Estados Unidos, começando pela localização no estado de Wyoming, lá em cima quase no Canadá e fronteira com Montana, Utah e Idaho.

Jackson, Wyoming. De volta ao velho oeste

Entrada do parque nacional Grand Teton, Wyoming

As grand tetons, do parque de mesmo nome criado em 1929

Cuidado com os ursos!

Bald Eagle, águia símbolo do país

Vista do Jackson Lake, Grand Teton

Tudo começa na cidade de Jackson, no verão porta de entrada dos parques e no inverno uma das melhores neves para esquiar. Dirija do aeroporto de Salt Lake City, sim a cidade além de ser famosa pelos mormons, fica à beira de um grande lago de sal, e pare por uma ou duas noites em Jackson para conhecer o Parque Grand Teton com suas montanhas altíssimas e visual deslumbrante. Por ser vizinho do Yellowstone, não perca de jeito algum e faça a escala. Chegando ao 1º parque nacional americano, criado em 1872, você está entrando em outro mundo e irá ver o que nunca pensou existir na terra, ou melhor, que está ainda se formando. Seja pelos contrastes de quente e frio ou da terra em constante ebulição numa área de intensa atividade vulcânica. Tudo ferve logo ali pertinho da gente e do lado de fora, mesmo no verão, o frio é de rachar. E dizem este ser o maior vulcão ativo da terra! Geysers por todos os lados jorram água fervendo há muitos metros de altura, piscinas que brotam da terra com cores impensáveis, canyons com tonalidades que vão do branco, passando por amarelo, vermelho e marrom, cachoeiras altíssimas, vida animal abundante (dizem até que o urso Zé Colméia mora ali, apesar de não ter topado com ele) e uma estrutura com tudo que precisamos para uma viagem memorável. Prepare a retina, a câmera fotográfica e o corpo, já que se chega a todos os lugares de carro, mas sempre uma caminhada nos espera pela frente, sem contar a altitude que já sentimos de leve em nosso fôlego. O programa noturno no parque é descansar pra começar um novo dia de descobertas, mas sem antes provar a ótima truta dos rios gelados da região e um céu com tantas estrelas que não vimos há muito tempo. E isso é só um pouquinho do que tem por lá. Ale Ravagnani, com a colaboração de Rino e Marcio

Entrada oeste de Yellowstone no estado de Montana

Congestionamento de bisões

O geyser Old Faithful entrando em ação de hora em hora

Cromatic pools, Yellowstone

Mammoth Hot Springs Terraces, Yellowstone

Atividade termal e o lago Yellowstone ao fundo

Lower Falls, Grand Canyon do Yellowstone

Grand Prismatic Spring, Yellowstone

Grand Prismatic Spring, Yellowstone

Great Fountain Geyser, Yellowstone

Mule Deer, Yellowstone

Norris Geyser Basin, Yellowstone

Cromatic Pools, Yellowstone

Cromatic Pools, Yellowstone

Great Fountain Geyser, Yellowstone

Cromatic Pools, Yellowstone

Bull Elk, lago Yellowstone

Lower Geyser Basin, Yellowstone

Pronghorn, Yellowstone

Steamboat Point, Yellowstone

Transporte coletivo no parque

Muitos motivos para você ir a Chicago logo

Skyline visto do Millennium Park

Civilidade em Chicago

Willis Tower, prédio mais alto dos EUA

A primeira opção de metrópole nos Estados Unidos que vem na cabeça quando pensamos em viajar é Nova York, mas até você conhecer Chicago. Não que a primeira não seja sempre surpreendente, mas Chicago é diferente. É uma grande cidade, mas sem a bagunça da cidade grande. A maneira como ela está organizada não amedronta e faz a gente se sentir mais acolhido, mas a melhor definição é que Chicago é linda. Grandes arquitetos deixaram um skyline de fazer inveja e uma grande atração é sair a procura dos grandes ícones, seja caminhando pela cidade ou fazendo sob um outro ponto de vista, através de um passeio de barco pelos canais e que termina no grande Lago Chicago. O guia do tour conta a história detalhada de cada edifício, fatos atuais, datas e curiosidades. O edifício mais alto dos Estados Unidos e o 5º maior do mundo com 110 andares é o antigo Sears Tower, hoje com novo nome e chamado Willis Tower, e depois do passeio de barco não deixe de subir lá em cima para ter uma fantástica visão 360º da cidade. Outro grande marco é o par de edifícios redondos Marina City, uma mistura de prédio comercial e residencial construído em 1964 pelo arquiteto Bertrand Goldberg. Mas o maior arquiteto da antiga cidade do Obama é Frank Lloyd Wright. Num suburbio bacana de Chicago chamado Oak Park, Wright começou sua carreira e construiu sua primeira casa em 1898 no estilo Prairie, o único estilo arquitetônico genuinamente americano. A casa-estúdio é aberta para visitação e nos damos conta de cada detalhe que só grandes arquitetos poderiam pensar. Na vizinhança várias outras casas de sua autoria podem ser vistas pelo lado de fora. No total o arquiteto fez mais de 1.000 projetos, sendo que 500 deles foram executados.

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Nathan G. Moore House, Frank Lloyd Wright 1895

O que também faz a diferença na cidade são as atrações ao ar livre espalhadas por toda parte, pelo menos para serem curtidas no verão, como o Navy Pier que se estende sobre o lago e é um passeio gostoso numa tarde ensolarada e o Millennium Park, que daria um capítulo à parte. O “feijão”, apelido da escultura interativa do artista Anish Kapoor (o nome oficial é Cloud Gate), é um exemplo de como a arte pode se aproximar das pessoas. De maneira lúdica, não tem quem não fique intrigado com essa obra e não brinque com os reflexos. Ao lado, a Crown Fountain é outro grande exemplo. Além de ser arte, ela é puro entretenimento. Caminhando mais um pouco, chegamos no Jay Pritzker Pavillion, auditório projetado por Frank Gehry e que traz sua marca que vemos em tantos outros projetos, o metal parecendo maleável e orgânico. Quando a luz estiver indo embora e a arquitetura não ficar mais tão interessante, corra para o Chicago Art Institute, um dos museus mais completos e importantes do mundo.

Cloud Gate, Millennium Park

Crown Fountain, Millennium Park

Navy Pier

Navy Pier, roda gigante de 1893

E quando a luz do dia estiver definitivamente ido embora, é hora de curtir a noite. A cidade é famosa pelos clubes de jazz e blues e boas opções não faltam para os notívagos. Fomos ao Back Room, casa pequena e intimista, ficamos cara a cara com uma das vozes femininas mais bonitas que já ouvimos e tivemos uma noite maravilhosa ao som de clássicos do soul music, pagando a barganha de US$ 20 por pessoa com bebidas.

Union Station, set de filmagem de Os Intocáveis

Agora, se você quiser conhecer Chicago pelos olhos de alguns diretores de cinema, não deixe de ver os seguintes filmes, todos filmados na cidade. Atenção, câmera, ação!

• Inimigo Público – 2009
• Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) – 2008
• Estrada da Perdição (Road to Perdition com Tom Hanks) – 2002
• Alta Fidelidade (High Fidelity de Nick Hornby e dirigido por Stephen Frears) – 2000
• O Casamento do meu Melhor Amigo (Julia Roberts) – 1997
• O Fugitivo (The Fugitive com Harisson Ford) – 1993
• Candyman – 1992
• Cortina de Fogo (Backdraft com Robert de Niro) – 1991
• Esqueceram de Mim (Home Alone com Macaulay Culkin) – 1990
• Harry e Sally: Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally) – 1989
• Os Intocáveis (The Untouchables de Brian de Palma) – 1987
• A Cor do Dinheiro (The Color of Money) – 1986
• Ordinary People (dirigido por Robert de Niro e Oscar de melhor filme) – 1980
• Intriga Internacional (North by Northwest de Alfred Hitchcock) – 1959

Marina City

Canais e caiaques em Chicago

Vista de barco dos canais

Ale Ravagnani com a colaboração de Rino, Marcio, Beto e Mila

O restaurante Alinea em Chicago é mesmo o melhor dos Estados Unidos?

Acabamos de conferir se é verdade tal feito. O restaurante de Chicago, além de ser o melhor na terra do Tio Sam, é considerado o 7º melhor restaurante do mundo. Falta para nós, simples mortais, parâmetros para comparação, mas que é uma experiência única isso é sem dúvida e ele cumpre cada centavo gasto nas quase 4 horas de degustação. É uma verdadeira experiência e a pergunta deve ser se ele é bom para você e não necessariamente para o mundo. No total são 16 pratos, ou melhor falando, micro-pratos, mas somando tudo compõe uma bela refeição. Alguma vezes ficamos com aquele gosto de quero mais, mas a ânsia pela próxima experiência se sobrepõe a qualquer gula momentânea. Começando do começo, desde quando resolvemos reservar este banquete para 3 amigos viajando juntos para Chigago, são diversas as particularidades que marcam este restaurante. Foram muitas as trocas de email para se certificar que realmente iríamos encarar a maratona, e as perguntas iam de alergias a algum tipo de alimento, a questões se poderíamos subir escadas. Depois de tudo acertado e checado, chega o grande dia. O ambiente reina a sobriedade, acredito eu para ressaltar somente a comida e nada mais. O início vem com canapés de pequenas porções, mas ao invés do esperado de um aperitivo, texturas inesperadas, sabores que se sobressaem, contraste de texturas, do frio e do quente, mas sempre o inusitado predominando. Um verdadeiro show aos olhos, com uma apresentação impecável, serviço muito solícito, harmonização de vinhos maravilhosos e sem muita afetação. Nosso garçon era simpático e quebrava a formalidade do restaurante. É praticamente um atendente e um sommelier por mesa, mas sem o serviço ser sufocante ou perdermos a privacidade. Alguns pratos que pensamos ser quentes, vem congelados e com textura surpreendentes, outros vem saindo fumaça e não estão necessariamente congelados. As espumas, tão em moda na linha molecular de Ferran Adria aparece, mas vemos que não é pelo modismo, mas sim por ser importante no sabor e na composição. Comemos pelos olhos também, antes mesmo de saber se o sabor agrada. Cada prato ou melhor, colherada, é uma descoberta de sabores e de explosão de cores. É refeição preparada por chef e por artista plástico dos melhores, para se lembrar para sempre. Esqueça a conta e lembre sempre dos sabores e do momento. Neste caso pagar com cartão de crédito não é o mais indicado. A lembrança tem que ser do momento e do sabor e não da conta no final do mês. Ale Ravagnani com a colaboração de Rino Baccin e Marcio Manno

Sobremesa da noite

Menu do restaurante Alinea

Torres del Paine. Onde as torres tocam o céu

O parque nacional de Torres del Paine, no extremo da Patagônia chilena e reserva da Biosfera pela Unesco, com certeza é uma das grandes paisagens da Terra. Seu ecossistema único no meio da desértica Patagônia possui um microclima que nos presenteia com espécies só ali encontradas, montanhas altíssimas, geleiras e vida animal abundante. Isso tudo com uma ótima infra-estrutura de transporte, hotéis e excelentes guias. O início dessa viagem se dá depois de um voo de 4 horas de Santiago a Punta Arenas, cidade mais extrema do Chile. Aproveite para ver o Estreito de Magalhães e mesmo navegar por ele até a pinguineira de Isla Madalegna, que depois de uma viagem de barco de 2 horas, nos deparamos com milhares desses bichinhos engraçados, barulhentos e mal cheirosos (mas isso você tenta ignorar). A época ideal da viagem é o verão, que vai de dezembro a março, e mesmo assim espere encontrar frio razoável mas suportável, vento e quem sabe até mesmo um pouco de neve dependendo da altitude que você estiver. De volta à cidade de Punta Arenas, vale a pena dar uma volta pela cidade com suas casinhas coloridas, visitar o Museu Salesiano, que nos conta muita história da região, da fauna e da flora e escolher um dos bons restaurantes que servem frutos do mar, especialmente a centolla, caranguejo desajeitado e gigante da região e os peixes das águas geladas. Deixe o cordeiro para depois para não enjoar, pois este será o prato principal daqui pra frente. Mas se prepare que o tempo pode virar a qualquer momento e o vento gelado que vem direto da Antárctica te pegar de jeito.

Punta Arenas e o Estreito de Magalhães

Casa em Punta Arenas, Patagônia chilena

Pinguineira Isla Madalegna, Estreito de Magalhães

O parque, destino de nossa viagem, ainda está a 400 km de distância. Para deixar a viagem menos cansativa, prepare-se para parar e ficar um dia em Puerto Natales, pequena cidade pesqueira, à beira de um fiorde e encravada no meio das montanhas. Uma maneira pra lá de diferente de continuar a viagem é seguir de barco a partir da cidade. Primeiro toma-se um pequeno barco, porém com parte coberta e algum conforto passando por diversos glaciares como o Serrano e o Balmaceda e lagos cobertos de icebergs que dão show para qualquer aprendiz de fotógrafo. Quando se está mais próximo do parque, trocamos de barco para um bote chamado zodiac e começamos a sentir a verdadeira natureza selvagem da Patagônia navegando pelo Rio Serrano. Sabe quando a viagem até o lugar é o passeio? Neste caso isso é verdade.

Glaciar Serrano, Puerto Natales

Torres del Paine é enorme e provavelmente seu hotel providenciará os passeios com transporte e guias. Na primeira vez que estivemos lá, ficamos na Hosteria Grey, bem em frente ao lago Grey e à geleira de mesmo nome que fica ao longe. Quase não a notamos, mas quando vemos os icebergs chegando relativamente perto das margens do lago, nos damos conta de onde estamos. Na última vez ficamos no Hotel Las Torres, bastante confortável e profissional, com uma localização boa, mas não tão impressionante quanto o Grey. Quando se caminha o dia inteiro em uma região com clima hostil, escolha um lugar para ficar com um mínimo de conforto. Uma boa noite de sono é garantia de um dia com energia e disposição. Alguns hotéis do parque envelheceram e é bom checar as condições antes de reservar. Para o primeiro dia, faça um tour chamado Full Paine, que dá um giro completo de reconhecimento pelo parque, passando por diversos lagos cor azul, verde, cinza e mais tantas outras cores, cachoeiras cristalinas (Salto Grande, Salto Chico e Saltos del Paine), mirantes, o Maciço Paine, com mais de 3.000 metros de altura, e muita vida animal com condores (a maior ave existente com evergadura que pode chegar a 3 metros), ñandu (um tipo avestruz local), huemul (espécie de alce que está em perigo de extinção), guanacos, o temido e arredio puma, além de muitas espécies de aves. Se der tempo, vale a pena pegar o barco para visitar o Glaciar Grey e fechar o dia em grande estilo. Este é o dia de reconhecimento da região e daqui em diante, as expedições poderão ser mais específicas para partes do parque e muitas caminhadas com diferentes níveis de dificuldades. As opções são infinitas e a cada hora do dia, dependendo da luz, as torres del Paine vão mudando de cor e ao entardecer estão avermelhadas refletindo a luz do sol. Uma coisa é certa, você não vai enjoar desse cenário. Tente ficar alguns dias no parque para que seu contato com esta natureza formidável não seja superficial, mas programe-se já que os hotéis lotam com meses de antecedência. Cada parte em que se caminha é uma surpresa, as flores estão em seu auge, os animais com seus filhotes recém nascidos e o dia é longo o suficiente para você ter a luz do dia a seu favor. Anoitece muito tarde no verão só pra gente aproveitar muito mais. Mas ainda tem muito mais da Patagônia. Logo vou falar da parte que está na Argentina e suas geleiras incríveis já que a região merece muitas e muitas viagens. Ale ravagnani

Maquete de Torres del Paine, Hotel Las Torres

Torres del Paine

Whisky com gelo milenar, Glaciar Grey

Saltos del Paine

Cavalos do Hotel Las Torres

Lupinos, flor da Patagônia

Papoulas, Torres del Paine

Ponte estreita, caminho do hotel Las Torres

Achados de viagem

Tem gente que só viaja pra comprar. Eu viajo para conhecer, mas não resisto a um achado de alguma preciosidade, algo que representa o local, que é especial e não vou encontrar em mais nenhum outro lugar. Na volta, o objeto acaba sendo um elo entre a viagem e nossa vida terrena, e quase me transporto quando penso na história daquilo, volto a viajar novamente e o efeito é ainda mais forte que o de olhar uma fotografia. É trazer um pedacinho da viagem e do país comigo. Ale Ravagnani

Guias de lugares que já fui ou que ainda irei

Coleção de fósforos

Boneco de madeira de Burma

Luminária loja do MOMA, NY

Mão linhas da vida, mercado Camden Town, Londres

Trena da história da arte, Museu Reina Sofia, Madri

Enfeites vintage da cozinha, Centro Pompideau, Paris

Coleção de Flip Books

Azeite trufado da França

Cestaria da Amazônia, Pará

Toy Art, Malba, Buenos Aires

Escultura de madeira, Camboja

Quadro da Oficina de Agosto, Tiradentes

Cerâmica do Panamá

Pôster de filme do Jacques Tati, Paris

Chapéu de Londres

Esculturas em metal, México

Personagens Tim Burton, NY

Casal de ratos, Dublin

Carneiros da Patagônia, Argentina

Maple Syrup, Canadá

Escultura de papel, Montmartre, Paris

Fitas do Bonfim, Salvador

Kiwi, Nova Zelândia

Girafa, África do Sul

Pratos da Associação da Boa Lembrança, Gramado, RS

 

Você re(conhece) São Paulo?

Ponte Estaiada

Este é um ponto de vista que dificilmente temos da cidade. O máximo que vemos é quando pousamos em Congonhas, que dependendo do lado da pista, sobrevoamos por alguns minutos essa megalópole impossível de se conhecer por completo. Recentemente tive a oportunidade de fazer um trabalho na agência que literalmente nos deu asas, ou melhor, hélices. Brifei meu amigo e fotógrafo Thomas Susemihl e lá fomos nós atrás de nossa grande foto da campanha, a Ponte Estaiada no Brooklin vista de cima. Provavelmente ela está virando um ícone e um marco moderno de São Paulo, mas até chegar lá do Campo de Marte, descobri que são muitas as referências que se perdem no meio da selva de pedras. A cidade tem muitas belezas, mas ao mesmo tempo ela cresce tanto que o concreto acaba engolindo tudo, quase como uma grande onda. Deveriam existir muitos mirantes e pontos de observação, porque somente de cima conseguimos enxergar o que há muito nem percebemos mais. A lista é grande, passando pelo Masp, Avenida Paulista, Anhembi, Praça da Sé, Edifício Copan, Memorial da América Latina, Jóquei Clube, Cidade Universitária, Estádio do Pacaembu, Parque do Ibirapuera, e ainda tem muito mais. Agora eu recomendo para qualquer pessoa, seja turista ou nativo, invista num voo e ganhe asas você também. Imagens: Ale Ravagnani

 

Thomas Susemihl, e nosso helicóptero

Trens na Barra Funda

Raia olímpica da USP

Jóquei Clube

Hípica Paulista, Brooklin

Aeroporto de Congonhas

Shopping Morumbi

Catedral Ortodoxa, Paraíso

Praça e Catedral da Sé

Edifício Copan

Santa Casa

Estádio do Pacaembú

Cemitério da Consolação

Ginásio do Ibirapuera

Parque do Ibirapuera

Obelisco e Oca, Ibirapuera

Avenida Paulista

Avenida Paulista

Masp, Avenida Paulista

Capela

Memorial da América Latina

Telhado do Anhembi

Riviera Maia: Cancún ou Playa del Carmen?

Este post é dedicado a nossos queridos amigos Martha e Edu, que quando moravam no México, nos receberam e apresentaram o país com tanto carinho. O país é tão rico e diverso, que vou escrever várias vezes sobre ele. Vou falar sobre a capital, a culinária, cidades históricas, a arte dos muralistas e por aí vai. Mas hoje volto para o Caribe e faço uma comparação entre a famosa Cancún e sua vizinha menor, porém internacional, Playa del Carmen. Claro que vai do gosto do freguês. Cancún é de impressionar por toda infra estrutura que foi construída e atendimento profissional, porém Playa, apesar de já ter crescido bastante, tem um perfil diferente da sua vizinha. É bem menos “aparecida” e muito mais low profile, além de não ostentar, mas sem deixar de lado o charme. Mas uma coisa que é exatamente a mesma nos dois lugares é a cor do mar de cair o queixo. Parece que jogaram tinta para chegar no Pantone exato azul-do-caribe. Mas seja qual for sua praia, a diversão é garantida em qualquer lugar.

CANCÚN

• Grandes hotéis de rede all inclusive
• Muitos americanos e brasileiros em excursão
• Para se andar de carro
• Voos diretos sem grandes deslocamentos
• Vida noturna com shows internacionais e bares animados
• Restaurantes de cadeia americanos
• Fazer compras em shopping center
• Visitar Playa del Carmen que está a apenas 45 minutos
• Pegar piscina no hotel

PLAYA DEL CARMEN

• Pequenos hotéis de charme e pousadas
Mosquito Blue – mosquitoblue.com e Deseo – hoteldeseo.com são ótimas opções
• Viajante independente, principalmente europeus
• Para andar a pé
• Voo direto para Cancún e de lá transfer de hora em hora para Playa
• Vida noturna com restaurantes aconchegantes e bares transados
• Fazer compras e garimpar barganhas nas lojinhas da charmosa 5ª Avenida
• Visitar as ruínas Maias de Tulun que está a apenas 45 minutos
• Pegar mar que parece uma piscina

Playa del Carmen, Riviera Maia

Los Voladores

Quer mais um ótimo motivo pra ir? O Real está bem valorizado por lá, o que torna os preços mais acessíveis. Aliás, onde é que não está vantajoso para um brasileiro viajar? Só mesmo aqui no Brasil que é comum viajar aqui e pagar mais caro do que no exterior. Ah, importante, ainda estamos na temporada de furacões. Vá depois de outubro, que está logo aí e dá tempo de você se programar. Ale Ravagnani

 

 

 

Ruínas de Tulun, Riviera Maia

São Francisco Xavier é fim de semana garantido

Pousada A Rosa e o Rei

Pousada A Rosa e o Rei

Agora com o final do inverno, a charmosa São Francisco Xavier volta a ter sua tranquilidade habitual, sem contar que fica muito mais fácil conseguir reserva naquela pousadinha escolhida a dedo e pagando menos por isso. É a típica viagem de fim de semana em que esquecemos de tudo, até mesmo da senha do computador. A impressão é a de estar muito longe, mesmo estando a duas horas de São Paulo, na Serra da Mantiqueira. Vá para namorar e lavar a alma na natureza. Uma pousada que te ajuda a relaxar é A Rosa e o Rei, e garanto que você vai mesmo se sentir um rei. Ofurô na varanda, vista para o vale ou para a cachoeira, alimentação balanceada, taichi-chuan de manhã e uma fogueira para esquentar a noite. Se estiver sol e calor suficiente pra quebrar o gelo das cachoeiras, procure uma perto da sua pousada (ou na própria), respire fundo e enfrente, porque no verão ou no inverno, a água sempre é fria. Quer sair e passear gostoso pela cidade? Vá ao Photozofia Bar, onde de dia é um gostoso café e à noite quase que vira uma balada, com música boa ao vivo com jazz, blues e MPB e um movimentado bar. A decoração é incrível e um ótimo programa para uma noite na serra.

Photozofia Bar, São Francisco Xavier

Para comprar, a cerâmica se destaca em São Xico (para os íntimos). A Vera da Oficina Vagalume tem peças exclusivas e faz uma cerâmica feita a mão bastante moderna e atual. Depois deste fim de semana em que comemorei meu aniversário lá, voltei um ano mais velho, mas com o corpo e a mente renovados que pareciam por anos. Ale Ravagnani

 

 

 

 

 

Cerâmica da Oficina Vagalume

Vista em São Xico

 

Paraty é para todos

Quando pensamos em Paraty, a primeira coisa que vem à cabeça é o casario colonial e aquelas ruas de pedras difíceis de caminhar. Não que isso não seja verdade. A história está mesmo lá, impregnando cada esquina, igreja e principalmente os moradores que guardam e passam adiante o que ouviu da mãe, do avô, da vizinha e foi passando adiante. A cidade é linda, cenográfica, mas de noite fica ainda mais mágica, iluminada por lampiões, sem a luz fria que impregnou nossas vidas e tirou as nuances das cores, chapando tudo que vemos. Portanto, deixe a cidade para a noite. O dia é do mar e das ilhas, para se descobrir de barco.

Barco no porto de Paraty

Graças aos nossos queridos amigos e velejadores Guilherme e Kátia, tivemos o privilégio de fazer várias descobertas pela Baía de Ilha Grande. O Bistrô nos leva ao final do dia a uma praia que nunca vimos antes, num azul de mar idem, e aí vem a revelação que seu nome não foi em vão. Depois de um dia no mar, a fome é implacável e as panelas começam a fumegar com o talento digno de um chef de cozinha chamado Guilherme. Mas não quero restringir a viagem de ninguém. Quantas e quantas vezes eu e a Carol chegamos no porto logo cedinho e negociamos com algum barqueiro nosso passeio do dia. O valor é pelo tempo que se fica fora, mas vale cada centavo. O barco não tem luxo, mas o suficiente para nos deixar felizes. Sempre tem espreguiçadeiras para esperar a chegada de alguma parada, um isopor que ele providencia cheio de gelo pra garantir a cerveja e nada mais. Só o vento e o barulhinho do motor, que é amenizado com nosso iPod e nossas trilhas prediletas. Não importam as paradas, mas com certeza serão muitas. Lembre da Ilha do Mantimento, da Bexiga, do Cedro, do Algodão, da Cotia, que é super abrigada e segura para ancorar. Bateu aquela fome? O barqueiro (ou seus amigos velejadores) te levam para um ótimo restaurante, o Hiltinho da Ilha do Algodão. A matriz fica em Paraty, mas comer com esta vista, não tem preço. Peça o camarão casadinho e divirta-se.

Vista do Hiltinho da Ilha, Paraty

Ostras a domicílio, Ilha da Cotia

Hora de voltar pra cidade (nada de viajar até lá só pra passar o dia e voltar), e curtir a noite, mas como ainda é fim do dia, um grande programa é degustar a melhor cachaça da cidade, a Maria Izabel. O sítio, que fica à beira mar e a poucos quilômetros de Paraty, já é um programa e tanto e ainda com a degustação da própria Maria Izabel, o programa se torna imperdível e único. Eleja o motorista da vez e é hora de voltar. Já é quase noite, mas todas as lojinhas e ateliers ficam abertos até tarde, e fazer a siesta caminhando, é o melhor programa de todos.

Cachaça Maria Izabel, sítio Santo Antônio

Pra comer são muitas as opções, mas prefira os frutos do mar. O gostoso Thai Brasil é uma boa opção e eles maneram na pimenta. As pousadas também são muitas, e algumas delas estão se renovando, como a Pousada da Marquesa (prefira os quartos que não dão para a praça por causa do barulho), a Arte Urquijo que é super tranquila e tem muito charme, ou se orçamento não for problema, opte pelo design único da Casa Turquesa. Já deixe o programa combinado para o dia seguinte com o barqueiro. Vem aí mais um grande dia pela frente na cidade de tantos estrangeiros que vem ao Brasil, da Flip, de Amyr Klink, minha, sua e de todos nós. Ale Ravagnani

 

 

 

 

 

Paraty, RJ

Hora de voltar e curtir Paraty