Barcelona se renova todos os dias

Domo de vitral em edifício de Barcelona

Detalhe nas ruas

Se não fossem por seus arquitetos-artistas, Barcelona não seria a mesma hoje em dia. Sua paisagem arquitetônica atual transformou a cidade, trazendo uma mescla única entre o moderno e o antigo, o novo e o tradicional. Considero a cidade de Barcelona, situada na região da Catalunha na Espanha, um museu a céu aberto. Sempre me inspira andar por cidades onde a preocupação estética é realmente levada a sério. Aqui a arquitetura é pensada para melhorar a vida de seus habitantes e uma verdadeira inspiração para a vida.

Sagrada Família em construção há mais de 100 anos

Sagrada Família, Gaudí

O onipresente Antoni Gaudí teve a cidade onde viveu e trabalhou como grande fonte de inspiração. Desde a inacabada Sagrada Família, que teve o início de sua construção em 1882 e que está prevista para acabar em 2020, ao fabuloso Parque Güell, que representa o máximo do modernismo catalão e foi construído entre 1900 e 1914. Tudo exprime a arte do mestre Gaudí. O Parque fica numa área alta de Barcelona, com vista para toda a cidade com o mar ao fundo, e isto é só o pano de fundo. É no próprio parque que estão suas atrações. Densamente construído, apesar de se denominar um “parque”, cada detalhe tem algo de extraordinário, os mosaicos que de perto são cacos de azulejos, visto de longe são harmônicos e de uma beleza extrema. As construções são curvilíneas antes mesmo das formas orgânicas estarem tão na moda.

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Parque Guell, Gaudí

Mas Gaudí não parou por aí. Também projetou diversas casas e edifícios como a Casa Milà ou La Pedrera em 1905. O edifício não possui qualquer linha reta, parecendo ondas ou dunas de areia, nada mais apropriado para uma cidade à beira mar. As chaminés que saem de seu telhado também são peculiares como todo o conjunto. A Casa Batlló foi uma reforma que Gaudí realizou no edifício de 1875 e é conhecida como A Casa dos Ossos, devido ao formato dos balcões exteriores que se assemelham a um crânio e ossos.

Casa Milà, Gaudí

Casa Milà, Gaudí

Casa Milà, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Casa Batlló, Gaudí

Mas muitos outros grandes arquitetos contribuíram para a cidade. O Palácio da Música Catalã é um auditório construído em 1905 e junto com seus fantásticos vitrais, é uma obra-prima do modernismo catalão. O Teleférico de Montjuic foi construído para a Exposição Universal em 1929, e estende-se sobre o Porto antigo, e vai da Torre de San Sebastián em Barceloneta até Miramar, para o castelo no topo de Montjuic. A viagem chega a uma altura de cerca de 70 metros, e há pontos de vista do porto e da cidade que são deslumbrantes.

Palácio da Música Catalã

Teleférico de Montjuic

Além destes ícones, mais recentemente Barcelona passou por uma nova onda de transformação. Nos Jogos Olímpicos de 82 o Palau Sant Jordi ou  Palácio dos Esportes foi construído por Arata Isozaki, a Torre de Collserola por Norman Foster e a Torre de Monjuic por Santiago Calatrava. No período pós olímpico, a cidade ainda ganhou o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) de Richard Meier, a Torre Agbar de Jean Nouvel, a Torre do Triângulo Ferroviário (La Sagrera) de Frank Gehry e o Edifício Fórum de Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Todos os principais arquitetos da atualidade estão com obras espalhadas pela cidade, todos disputando para exporem o melhor de sua arte nesta galeria a céu aberto que é Barcelona.

A conclusão que chego é que Barcelona se renova a cada ano, com ou sem crise, e isto só atrai ainda novas ondas de turistas que não param de chegar à cidade e a ajudar renovar a economia espanhola.

Torre de Monjuic, Parque Olímpico

Parque Olímpico

Para se ver do alto

Parque Joan Miró

Ale Ravagnani

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O Brasil mais perto da Ásia

Não é de hoje que a China está nos noticiários. Boom econômico e crescimento acima de dois dígitos e um país bastante distante do ocidente de maneira geral. De repente todo mundo começou a olhar pra lá e novas conexões aéreas, que diga-se de passagem com décadas de atraso, começaram a ligar o Brasil com diversos pontos na Ásia. Há pouco tempo, pra se chegar na China ou em qualquer outro lugar do continente, a ligação poderia ser via Los Angeles, África do Sul ou Europa, mas todas com muitas horas de espera e como consequência, aquele jet leg de derrubar qualquer viajante de econômica.

Suíte da 1ª classe na Singapore Airlines

Uma das boas notícias recentes é a chegada da conceituada companhia aérea Singapore Airlines no Brasil, que promete a partir de março começar a voar pra cá ligando São Paulo à Barcelona com 3 voos semanais, e de lá excelentes conexões via Cingapura. Com certeza eu quero voar na empresa aérea eleita como a número 1 do mundo. Os voos impecáveis da Korean Air ligam São Paulo à Los Angeles e de lá à Ásia toda e vale até mesmo se o destino final for somente os Estados Unidos. A Air China sai daqui e faz conexão em Madri para a China e diversos destinos asiáticos. Outra companhia aérea estrelada e aclamada pelo serviço é a Qatar, que liga o Brasil a Doha no Qatar. Dubai está firme e forte saindo daqui com seus voos lotados da Emirates, além das ligações até Istambul na Turquia pela Turkish Airlines e Tel-Aviv em Israel operado pela El-Al. O que isso traz de bom pra quem gosta de descobrir novos lugares é mesmo a comodidade, menos espera em aeroportos, maior concorrência e preços melhores, mais opções de voos e aquela vontade ainda maior de viajar.

Detalhe do restaurante China Grill em São Paulo

Mais do China Grill

Decoração trazida da China

Detalhes que preenchem o amplo espaço

Mas como culinária e viagem tem tudo a ver, quero ilustrar esse post com uma descoberta da culinária chinesa em São Paulo. Na verdade a descoberta foi de nossos amigos Ligia e Bill que nos trouxeram aqui. Os donos do restaurante vieram diretamente da China e o restaurante China Grill tráz novos sabores a terras tropicais. Iguarias como camarão crocante com coco, peixe na folha de lótus, legumes pra lá de tenros e frescos e um cardápio imenso digno de um banquete são servidos em fartas porções em ambiente moderno, bem decorado e com atendimento excelente.

Esperando pelo banquete

Cardápio didático old fashioned

Programe-se que o lugar fecha cedo e a maioria da clientela também é importada da China. Rua Bueno de Andrade, 508 São Paulo – 11 3203 1966

Ale Ravagnani