Muitos motivos para você ir a Chicago logo

Skyline visto do Millennium Park

Civilidade em Chicago

Willis Tower, prédio mais alto dos EUA

A primeira opção de metrópole nos Estados Unidos que vem na cabeça quando pensamos em viajar é Nova York, mas até você conhecer Chicago. Não que a primeira não seja sempre surpreendente, mas Chicago é diferente. É uma grande cidade, mas sem a bagunça da cidade grande. A maneira como ela está organizada não amedronta e faz a gente se sentir mais acolhido, mas a melhor definição é que Chicago é linda. Grandes arquitetos deixaram um skyline de fazer inveja e uma grande atração é sair a procura dos grandes ícones, seja caminhando pela cidade ou fazendo sob um outro ponto de vista, através de um passeio de barco pelos canais e que termina no grande Lago Chicago. O guia do tour conta a história detalhada de cada edifício, fatos atuais, datas e curiosidades. O edifício mais alto dos Estados Unidos e o 5º maior do mundo com 110 andares é o antigo Sears Tower, hoje com novo nome e chamado Willis Tower, e depois do passeio de barco não deixe de subir lá em cima para ter uma fantástica visão 360º da cidade. Outro grande marco é o par de edifícios redondos Marina City, uma mistura de prédio comercial e residencial construído em 1964 pelo arquiteto Bertrand Goldberg. Mas o maior arquiteto da antiga cidade do Obama é Frank Lloyd Wright. Num suburbio bacana de Chicago chamado Oak Park, Wright começou sua carreira e construiu sua primeira casa em 1898 no estilo Prairie, o único estilo arquitetônico genuinamente americano. A casa-estúdio é aberta para visitação e nos damos conta de cada detalhe que só grandes arquitetos poderiam pensar. Na vizinhança várias outras casas de sua autoria podem ser vistas pelo lado de fora. No total o arquiteto fez mais de 1.000 projetos, sendo que 500 deles foram executados.

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Casa-estúdio Frank Lloyd Wright

Nathan G. Moore House, Frank Lloyd Wright 1895

O que também faz a diferença na cidade são as atrações ao ar livre espalhadas por toda parte, pelo menos para serem curtidas no verão, como o Navy Pier que se estende sobre o lago e é um passeio gostoso numa tarde ensolarada e o Millennium Park, que daria um capítulo à parte. O “feijão”, apelido da escultura interativa do artista Anish Kapoor (o nome oficial é Cloud Gate), é um exemplo de como a arte pode se aproximar das pessoas. De maneira lúdica, não tem quem não fique intrigado com essa obra e não brinque com os reflexos. Ao lado, a Crown Fountain é outro grande exemplo. Além de ser arte, ela é puro entretenimento. Caminhando mais um pouco, chegamos no Jay Pritzker Pavillion, auditório projetado por Frank Gehry e que traz sua marca que vemos em tantos outros projetos, o metal parecendo maleável e orgânico. Quando a luz estiver indo embora e a arquitetura não ficar mais tão interessante, corra para o Chicago Art Institute, um dos museus mais completos e importantes do mundo.

Cloud Gate, Millennium Park

Crown Fountain, Millennium Park

Navy Pier

Navy Pier, roda gigante de 1893

E quando a luz do dia estiver definitivamente ido embora, é hora de curtir a noite. A cidade é famosa pelos clubes de jazz e blues e boas opções não faltam para os notívagos. Fomos ao Back Room, casa pequena e intimista, ficamos cara a cara com uma das vozes femininas mais bonitas que já ouvimos e tivemos uma noite maravilhosa ao som de clássicos do soul music, pagando a barganha de US$ 20 por pessoa com bebidas.

Union Station, set de filmagem de Os Intocáveis

Agora, se você quiser conhecer Chicago pelos olhos de alguns diretores de cinema, não deixe de ver os seguintes filmes, todos filmados na cidade. Atenção, câmera, ação!

• Inimigo Público – 2009
• Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) – 2008
• Estrada da Perdição (Road to Perdition com Tom Hanks) – 2002
• Alta Fidelidade (High Fidelity de Nick Hornby e dirigido por Stephen Frears) – 2000
• O Casamento do meu Melhor Amigo (Julia Roberts) – 1997
• O Fugitivo (The Fugitive com Harisson Ford) – 1993
• Candyman – 1992
• Cortina de Fogo (Backdraft com Robert de Niro) – 1991
• Esqueceram de Mim (Home Alone com Macaulay Culkin) – 1990
• Harry e Sally: Feitos um para o Outro (When Harry Met Sally) – 1989
• Os Intocáveis (The Untouchables de Brian de Palma) – 1987
• A Cor do Dinheiro (The Color of Money) – 1986
• Ordinary People (dirigido por Robert de Niro e Oscar de melhor filme) – 1980
• Intriga Internacional (North by Northwest de Alfred Hitchcock) – 1959

Marina City

Canais e caiaques em Chicago

Vista de barco dos canais

Ale Ravagnani com a colaboração de Rino, Marcio, Beto e Mila

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O restaurante Alinea em Chicago é mesmo o melhor dos Estados Unidos?

Acabamos de conferir se é verdade tal feito. O restaurante de Chicago, além de ser o melhor na terra do Tio Sam, é considerado o 7º melhor restaurante do mundo. Falta para nós, simples mortais, parâmetros para comparação, mas que é uma experiência única isso é sem dúvida e ele cumpre cada centavo gasto nas quase 4 horas de degustação. É uma verdadeira experiência e a pergunta deve ser se ele é bom para você e não necessariamente para o mundo. No total são 16 pratos, ou melhor falando, micro-pratos, mas somando tudo compõe uma bela refeição. Alguma vezes ficamos com aquele gosto de quero mais, mas a ânsia pela próxima experiência se sobrepõe a qualquer gula momentânea. Começando do começo, desde quando resolvemos reservar este banquete para 3 amigos viajando juntos para Chigago, são diversas as particularidades que marcam este restaurante. Foram muitas as trocas de email para se certificar que realmente iríamos encarar a maratona, e as perguntas iam de alergias a algum tipo de alimento, a questões se poderíamos subir escadas. Depois de tudo acertado e checado, chega o grande dia. O ambiente reina a sobriedade, acredito eu para ressaltar somente a comida e nada mais. O início vem com canapés de pequenas porções, mas ao invés do esperado de um aperitivo, texturas inesperadas, sabores que se sobressaem, contraste de texturas, do frio e do quente, mas sempre o inusitado predominando. Um verdadeiro show aos olhos, com uma apresentação impecável, serviço muito solícito, harmonização de vinhos maravilhosos e sem muita afetação. Nosso garçon era simpático e quebrava a formalidade do restaurante. É praticamente um atendente e um sommelier por mesa, mas sem o serviço ser sufocante ou perdermos a privacidade. Alguns pratos que pensamos ser quentes, vem congelados e com textura surpreendentes, outros vem saindo fumaça e não estão necessariamente congelados. As espumas, tão em moda na linha molecular de Ferran Adria aparece, mas vemos que não é pelo modismo, mas sim por ser importante no sabor e na composição. Comemos pelos olhos também, antes mesmo de saber se o sabor agrada. Cada prato ou melhor, colherada, é uma descoberta de sabores e de explosão de cores. É refeição preparada por chef e por artista plástico dos melhores, para se lembrar para sempre. Esqueça a conta e lembre sempre dos sabores e do momento. Neste caso pagar com cartão de crédito não é o mais indicado. A lembrança tem que ser do momento e do sabor e não da conta no final do mês. Ale Ravagnani com a colaboração de Rino Baccin e Marcio Manno

Sobremesa da noite

Menu do restaurante Alinea

Bons destinos para usar suas milhas

Vila de Alter do Chão, Santarém

A primeira coisa que pensamos quando conseguimos acumular milhas para trocar por viagens é emendar aquele feriado em Nova York, passar o Ano Novo em Buenos Aires, ou quem sabe fazer umas comprinhas em Miami. Sem gastar com a passagem, vai sair baratinho… Mas quem disse que conseguimos marcar assim tão fácil cidades tão concorridas? Ou que esses são os melhores lugares para torrar suas milhas? Como essas cidades são servidas por muitas opções de voo, sempre aparecem boas promoções com hotel e aéreo, e que muitas vezes ao fazer as contas, vemos que não vale a pena viajar com as milhas. Minhas melhores viagens usando milhas foram os lugares mais distantes, consequentemente com passagens mais caras. Ir à Patagônia chilena por exemplo, é um bom negócio. Voar São Paulo-Santiago-Puerto Montt-Punta Arenas e voltar com apenas 20.000 milhas, vale muito a pena. Vale cacifar um hotel melhor no parque Torres del Paine economizando com o aéreo. No Brasil, explorar o norte do país, que é bem pouco requisitado, pode ser outra boa opção. Belém e Alter do Chão, perto de Santarém no Pará, são lugares com voos nem tão frequentes e portanto preços mais elevados. Se você nunca ouviu falar de Alter, uma das praias mais bonitas do mundo e segundo o jornal inglês The Guardian, a mais bonita do Brasil, pense logo em ir para lá, antes que o turismo de massa descubra este paraíso à beira do Rio Tapajós. Quando as chuvas param, praias de areia branquinha começam a aparecer e quase acreditamos que o Brasil tem seu Caribe. É uma paisagem de tirar o fôlego e ainda sem muita infra-estrutura, mas mesmo assim somos compensados pelas paisagens da Amazônia. Na América do Norte, procure por lugares que não estão no topo da nossa lista de opções de viagens. Chicago, Vancouver ou até mesmo o Alasca são destinos pouco óbvios, mas cheio de histórias e muita natureza que sempre nos parecem fora de nossas opções quando pensamos em viajar para os Estados Unidos ou Canadá, e apesar da distância do Brasil, o número de milhas é o mesmo que um voo para o México ou Miami. Ale Ravagnani