Viajando com o mestre Henri Cartier-Bresson

O que faz uma imagem ser tão especial e única? Talvez o olhar de um grande fotógrafo, um observador do cotidiano que observa as coisas mais banais e corriqueiras e as transforma em algo único registrando para sempre aquele momento que ficou congelado no tempo. Muito acontece bem debaixo de nosso nariz, mas será que sempre percebemos? Notamos as coisas mais sutis, ou melhor, tiramos delas o que de mais bonito tem o ser humano? Cartier-Bresson foi um grande observador da vida, filtrando pelas lentes de sua velha Leica e que nos presenteia com um olhar imaculado do mundo, onde o ser humano é o centro de tudo, trazendo sua máxima emoção, com as ruas, cidades e o mundo emoldurando e trazendo o mais belo pano de fundo já imaginado. Este magnífico fotógrafo francês trouxe emoção e comove até hoje pela simplicidade do instantâneo. Não tem pose e nem refação. Ou ele conseguia no momento exato ou partia para a próxima foto. Viajando mundo afora e cobrindo fatos importantes como a Guerra Civil chinesa, o funeral do Gandhi na Índia ou a União Soviética pós-guerra, além de inúmeros outros países pelos quais viajou e fez seu registro. E pensar que ele consegue passar tanta expressão, vivacidade e calor humano usando apenas uma cor em suas fotografias. Um pouco antes de parar de fotografar começou a voltar para uma antiga paixão que é o desenho e a pintura, a fim de continuar retratando, mas desta vez com seus pincéis e seu talento nas artes. Talvez com esta frase de Bresson a gente entenda um pouco seu espírito e sua arte, que extrapola qualquer fronteira artística.

“Eu nunca me interessei no processo da fotografia, nunca, nunca. Desde o começo. Para mim, fotografar com uma câmera pequena como a Leica é como um desenho instatâneo.” Henri Cartier-Bresson, 1908 – 2004   Ale Ravagnani

Você re(conhece) São Paulo?

Ponte Estaiada

Este é um ponto de vista que dificilmente temos da cidade. O máximo que vemos é quando pousamos em Congonhas, que dependendo do lado da pista, sobrevoamos por alguns minutos essa megalópole impossível de se conhecer por completo. Recentemente tive a oportunidade de fazer um trabalho na agência que literalmente nos deu asas, ou melhor, hélices. Brifei meu amigo e fotógrafo Thomas Susemihl e lá fomos nós atrás de nossa grande foto da campanha, a Ponte Estaiada no Brooklin vista de cima. Provavelmente ela está virando um ícone e um marco moderno de São Paulo, mas até chegar lá do Campo de Marte, descobri que são muitas as referências que se perdem no meio da selva de pedras. A cidade tem muitas belezas, mas ao mesmo tempo ela cresce tanto que o concreto acaba engolindo tudo, quase como uma grande onda. Deveriam existir muitos mirantes e pontos de observação, porque somente de cima conseguimos enxergar o que há muito nem percebemos mais. A lista é grande, passando pelo Masp, Avenida Paulista, Anhembi, Praça da Sé, Edifício Copan, Memorial da América Latina, Jóquei Clube, Cidade Universitária, Estádio do Pacaembu, Parque do Ibirapuera, e ainda tem muito mais. Agora eu recomendo para qualquer pessoa, seja turista ou nativo, invista num voo e ganhe asas você também. Imagens: Ale Ravagnani

 

Thomas Susemihl, e nosso helicóptero

Trens na Barra Funda

Raia olímpica da USP

Jóquei Clube

Hípica Paulista, Brooklin

Aeroporto de Congonhas

Shopping Morumbi

Catedral Ortodoxa, Paraíso

Praça e Catedral da Sé

Edifício Copan

Santa Casa

Estádio do Pacaembú

Cemitério da Consolação

Ginásio do Ibirapuera

Parque do Ibirapuera

Obelisco e Oca, Ibirapuera

Avenida Paulista

Avenida Paulista

Masp, Avenida Paulista

Capela

Memorial da América Latina

Telhado do Anhembi