Halloween, Dia de los Muertos ou Dia das Bruxas. É hoje!

Seja onde for, hoje é dia 31 de Outubro e dia de comemorar o Halloween nos Estados Unidos ou o Dia dos Mortos no México no dia 02 de novembro. No Brasil as escolas de inglês acabaram aderindo às brincadeiras da comemoração e pouco lembram do Feriado de Finados que vem 3 dias depois. Mas é no México que as tradições falam mais alto e a população comemora festejando nos feriados, com comidas típicas, muitas flores, caveiras, doces e acredite se quiser, alegria. Trick or treating? Ale Ravagnani

Artesanato típico feito com recortes de papel no México

Vitrine de loja na Cidade do México

Oferendas no bairro de San Angel, Cidade do México

Típico Dia de los Muertos, México

Dia de los Muertos, San Angel

Mais oferendas ao dia dos mortos no México

Sábado de novembro no mercado de San Angel

Doces em formato de caveira, México

Quer ser enterrado vivo? Aqui você pode

A morte virou arte pop

Rua "enfeitada" na Cidade do México

Decoração do restaurante mexicano temporário A Casa dos Cariris, São Paulo

Dean & Deluca no bairro do Soho, Nova York

Oferta de abóboras para Halloween em Boston

Estoque para o Halloween, Boston

31 de outubro, Halloween

Descobri que o México fica a 15 minutos de casa

É certo que para se conhecer bem um país, nada melhor do que passar pela culinária, e quando pensamos na comida mexicana aqui em terra brasilis é que percebemos que não temos nenhum grande representante, ou melhor, não tínhamos. O casal de mexicanos Lourdes e Felipe reinventaram o que podemos chamar de restaurante. Apelidaram a casa onde moram de A Casa dos Cariris e, de vez em quando, abrem mediante reserva para simples mortais apreciadores de boas histórias e culinária. Nossos queridos amigos Martha e Eduardo nos presentearam numa dessas raras ocasiões em que um banquete original mexicano foi servido. Claro que eles foram um dos primeiros a descobrirem este lugar mágico. Agora, quando as saudades dos tempos de Cidade do México bate, eles respondem o convite no mesmo dia pra garantir seu lugar na casa da Babete, ou melhor, na casa da Lourdes e confirmam: culinária autêntica ou é nos Cariris ou está a 10 horas de voo de São Paulo.

Enquanto ela fica na cozinha aberta e praticamente junta da sala e das mesas dos comensais, Felipe passa pelas mesas, puxa conversa, conta histórias e nos entretém. Descobrimos que além de artista plástico (www.ehrenberg.art.br), seu filho é um famoso produtor de cinema… mas isso são outras histórias. A da vez é a comida, mas um bom contexto dá outro gostinho à refeição. Desde a entrada na casa amarela, nos damos conta que estamos em território mexicano. Tudo, absolutamente tudo vem de lá. Muita cor, caveiras, e todas as referências pop e artísticas desse rico país estão ali. Cada centímetro é uma lembrança e conta histórias, as pimentas estão espalhadas por todos os lados, secando ou decorando, e a arte e a inspiração dominam os ambientes. O início do banquete foi pelas bebidas. Mulheres nas margaritas e os homens na mistura total, como todo bom mexicano. Começamos com uma michelada, mistura de cerveja com limão, gelo e sal na borda, servido num grande caneco e junto, tequila Don Julio que acompanha sangrita, um pequeno suco de tomate meio adocicado. Junto a isso, como cortesia da casa, uma pequena cumbuca de barro com mezcal, uma bebida feita de agave e que o teor alcólico chega a 52,5%. Só de molhar o lábio parece que já entrou na corrente sanguínea.

Depois dos aperitivos, pra quem escolheu o menu 1, o rico “Arroz moreno”, que lembra de leve o nosso Carreteiro, iniciou o banquete. Para o prato principal, o “Bacalhau de Natal”, em lascas e servido com com um bolo de milho que traz um equilíbrio entre doce e salgado único e percebemos que um foi feito para o outro. Foi de comer de joelhos. Pra quem não tem medo de arriscar a ideia era encarar o “Mole Negro”, prato à base de frango preparado com dezenas de especiarias, à base de cacau e bastante chili. Na Cidade do México, experimentei esta iguaria, mas em outra versão, o “Mole Poblano” no restaurante La Valentina e este não deixou nada a dever, apesar do Felipe dizer que esta versão do prato da região de Oaxaca é completamente diferente das outras. Muitas risadas fecharam essa noite deliciosa em comemoração do meu aniversário. Agora, depois desta noite na Casa dos Cariris, ansiosos esperamos nossa próxima viagem ao México, que fica logo ali em Pinheiros. Ale Ravagnani

Achados de viagem

Tem gente que só viaja pra comprar. Eu viajo para conhecer, mas não resisto a um achado de alguma preciosidade, algo que representa o local, que é especial e não vou encontrar em mais nenhum outro lugar. Na volta, o objeto acaba sendo um elo entre a viagem e nossa vida terrena, e quase me transporto quando penso na história daquilo, volto a viajar novamente e o efeito é ainda mais forte que o de olhar uma fotografia. É trazer um pedacinho da viagem e do país comigo. Ale Ravagnani

Guias de lugares que já fui ou que ainda irei

Coleção de fósforos

Boneco de madeira de Burma

Luminária loja do MOMA, NY

Mão linhas da vida, mercado Camden Town, Londres

Trena da história da arte, Museu Reina Sofia, Madri

Enfeites vintage da cozinha, Centro Pompideau, Paris

Coleção de Flip Books

Azeite trufado da França

Cestaria da Amazônia, Pará

Toy Art, Malba, Buenos Aires

Escultura de madeira, Camboja

Quadro da Oficina de Agosto, Tiradentes

Cerâmica do Panamá

Pôster de filme do Jacques Tati, Paris

Chapéu de Londres

Esculturas em metal, México

Personagens Tim Burton, NY

Casal de ratos, Dublin

Carneiros da Patagônia, Argentina

Maple Syrup, Canadá

Escultura de papel, Montmartre, Paris

Fitas do Bonfim, Salvador

Kiwi, Nova Zelândia

Girafa, África do Sul

Pratos da Associação da Boa Lembrança, Gramado, RS

 

Riviera Maia: Cancún ou Playa del Carmen?

Este post é dedicado a nossos queridos amigos Martha e Edu, que quando moravam no México, nos receberam e apresentaram o país com tanto carinho. O país é tão rico e diverso, que vou escrever várias vezes sobre ele. Vou falar sobre a capital, a culinária, cidades históricas, a arte dos muralistas e por aí vai. Mas hoje volto para o Caribe e faço uma comparação entre a famosa Cancún e sua vizinha menor, porém internacional, Playa del Carmen. Claro que vai do gosto do freguês. Cancún é de impressionar por toda infra estrutura que foi construída e atendimento profissional, porém Playa, apesar de já ter crescido bastante, tem um perfil diferente da sua vizinha. É bem menos “aparecida” e muito mais low profile, além de não ostentar, mas sem deixar de lado o charme. Mas uma coisa que é exatamente a mesma nos dois lugares é a cor do mar de cair o queixo. Parece que jogaram tinta para chegar no Pantone exato azul-do-caribe. Mas seja qual for sua praia, a diversão é garantida em qualquer lugar.

CANCÚN

• Grandes hotéis de rede all inclusive
• Muitos americanos e brasileiros em excursão
• Para se andar de carro
• Voos diretos sem grandes deslocamentos
• Vida noturna com shows internacionais e bares animados
• Restaurantes de cadeia americanos
• Fazer compras em shopping center
• Visitar Playa del Carmen que está a apenas 45 minutos
• Pegar piscina no hotel

PLAYA DEL CARMEN

• Pequenos hotéis de charme e pousadas
Mosquito Blue – mosquitoblue.com e Deseo – hoteldeseo.com são ótimas opções
• Viajante independente, principalmente europeus
• Para andar a pé
• Voo direto para Cancún e de lá transfer de hora em hora para Playa
• Vida noturna com restaurantes aconchegantes e bares transados
• Fazer compras e garimpar barganhas nas lojinhas da charmosa 5ª Avenida
• Visitar as ruínas Maias de Tulun que está a apenas 45 minutos
• Pegar mar que parece uma piscina

Playa del Carmen, Riviera Maia

Los Voladores

Quer mais um ótimo motivo pra ir? O Real está bem valorizado por lá, o que torna os preços mais acessíveis. Aliás, onde é que não está vantajoso para um brasileiro viajar? Só mesmo aqui no Brasil que é comum viajar aqui e pagar mais caro do que no exterior. Ah, importante, ainda estamos na temporada de furacões. Vá depois de outubro, que está logo aí e dá tempo de você se programar. Ale Ravagnani

 

 

 

Ruínas de Tulun, Riviera Maia