Feliz Dia dos Namorados

Praia do Amor na Pipa, Rio Grande do Norte

São Francisco, Califórnia

Fonte da artista Niki de Saint Phalle, Centro George Pompidou, Paris

Union Square em São Francisco, California

Jardins de rosas do Regent`s Park, Londres

Balcão da Julieta do Romeu, Verona, Itália

I left my heart in San Francisco

Ponte Golden Gate no por do sol

A Califórnia é um dos poucos lugares do mundo que transpiram liberdade e irreverência, as pessoas são mais leves, todo mundo parece estar de bem com a vida. Não sei se é a luz da cidade, ou se somos nós que enxergamos com outros olhos, mas que é diferente, isso eu não tenho dúvida. São Francisco são várias cidades em uma só. Pode ser dinâmica e movimentada com seus escritórios e toda a influência do Vale do Silício que traz para ela um ar de tecnologia e dinamismo. Aliás, em qualquer café ou restaurante que se entra, a internet é gratuita e grande parte das pessoas estão conectadas, inclusive eu que não perdia a oportunidade de ver meus emails na hora do almoço. Outro lado marcante da cidade são as compras, para deleite dos brasileiros que não perde uma boa oportunidade. A região da Union Square é super agitada e todas as lojas do mundo estão por ali. Mas vale ir lá também pela praça que é uma delícia e os prédios emolduram os quatro lados num conjunto arquitetônico que mistura o antigo e o moderno de maneira especial. Não há como não perceber turistas e locais fazendo da praça seu restaurante na hora do almoço. Mas já que você está ali perto, aproveite pra dar uma caminhada até a filial do MOMA, o Museu de Arte Moderna. O acervo é um dos melhores dos Estados Unidos, tem um café bem gostoso e claro, como estamos falando de compras em tempos de dólar baixo, a loja do museu é irresistível. Você vai encontrar livros e objetos de arte da mais alta qualidade e criatividade que não encontraria em nenhum outro lugar. O prédio do museu foi projetado por um arquiteto suíço chamado Mario Botta e é um dos marcos da cidade, mas para você ter a melhor visão dele, ande em direção ao Yerba Buena Gardens, que com mais distância o domo fica mais visível e as fotos ainda melhores. Aproveite os jardins e se jogue na grama ouvindo o barulho da água das fontes e a tranquilidade do lugar. O complexo também concentra outros museus menores que valem a pena.

"Heart Parade" na Union Square

San Francisco MOMA

Interior do Museu de Arte Moderna

Tai Chi no Yerba Buena Gardens

Agora é hora de se misturar com multidões de turistas e ver o lado mais turístico da cidade, mas já que somos turistas, que mal tem nisso? O destino é o Fisherman`s Wharf e o Pier 39. Mais lojas, restaurantes, cafés, mágicos, estátuas humanas, leões marinhos e uma vista linda da Baía de São Francisco fazem o lugar ter a fórmula completa para algumas horas serem gastas por ali. Já dá pra ver um pouquinho da ponte Golden Gate bem de longe, mas esta é a próxima parada. Se possível alugue uma bicicleta em um dos muitos lugares disponíveis da cidade, atravesse os 2,7 km pedalando na ponte mais famosa e bonita do mundo e volte de barco. É só embarcar com a magrela que está tudo bem, assim você tem duas visões distintas da ponte que não é dourada, apesar do nome. Se não enjoar de andar de barco, recomendo tomar outro até a Ilha de Alcatraz, onde funcionou o presídio e hoje é um museu. Já escrevi sobre ele no Blog e recomendo muito a visita.

Região do Fisherman`s Wharf

Pescador e Ilha de Alcatraz ao fundo

Ponte Golden Gate

Mas São Francisco ainda tem mais pra se ver. Vá ao bairro Haight-Ashbury e conheça a antiga rua hippie Haight Street. Alguns ainda dão as caras por lá, mas como ela foi um ícone nos anos 60, é divertido andar por ali. Repare na arquitetura vitoriana das casas que estão por todos os lados é dá um charme todo especial na cidade. Com certeza você vai passar por várias ladeiras, que é outro marco, mas aí espero que você esteja dirigindo, porque a pé ninguém aguenta. Chegue até Russian Hill e passe pela Lombard Street, a rua com mais curvas que existe. Este trecho pitoresco é de apenas um quarteirão que rendem boas fotos. Suba a pé e desça de carro. Na vizinhança ao lado, em Telegraph Hill fica a torre art deco de 64 metros Coit Tower e, se você estiver bem de fôlego, suba a pé para ter uma linda vista da cidade. E não podia me esquecer de falar sobre o meio de transporte imperdível que são os bondinhos e um deles pode te levar da badalada Market Street que fica próxima a Union Square até a parte de cima da Lombard. Recupere o fôlego, deixe o preconceito de lado e passeie pelo Castro, o bairro gay da cidade mais liberal do mundo e veja como realmente ali as coisas acontecem de maneira diferente e a liberdade de expressão fala mais alto. Depois de andar tanto na cidade das ladeiras, termine no Golden Gate Park, que é uma enorme área verde da cidade, cheio de atrações mas sem dúvida muito relaxante. Ale Ravagnani

Coit Tower em Telegraph Hill

 

Manobra do bondinho na Market Street

Skyline de São Francisco

A cidade vista da Coit Tower

Mural interno na Coit Tower

Barcos no Pier

Escultura na cidade

Área interna no MOMA

A irreverência da Califórnia

O colorido da arte

Show aéreo no Fisherman`s Wharf, Columbus Day

Congestionamento no Moscone Center

Museu Yerba Buena

Pose no Jardim Japonês, Golden Gate Park

Museus-experiência: Ilha de Alcatraz, Museu Guinness e Auschwitz-Birkenau

Muito se fala em experiência de marca com o consumidor. Acredito que esta mesma visão meio marqueteada também tenha chegado ao turismo. Quantos lugares são “embalados” de tal jeito que a experiência vivida acaba se tornando inesquecível. A Disney com certeza é uma delas, mas aqui vou contar três momentos de viagens que marcaram para sempre com grandes experiências que recriaram a história do lugar de tal maneira que se tornou inesquecível para mim.

A Ilha de Alcatraz na baía de São Francisco não é só uma vista bonita da Golden Gate e da cidade. Vai muito além disso. Partindo de barco do pier em São Francisco, chega-se à ilha que foi uma prisão de 1934 a 1963 e que por ali passaram criminososo famosos como Al Capone. A visita se dá em parte através de um sistema de áudio, bem corriqueiro na maioria dos museus, mas ali feito de maneira diferente. A gravação que ouvimos quando paramos em cada cela e apertamos o número referência é a voz dos presos verdadeiros, que viveram seus dias ali ou então de carcereiros que trabalharam em Alcatraz, contando a história e detalhes de cada pedaço da prisão, coisas que somente eles saberiam dizer. Ao mesmo tempo que é fascinante, é de arrepiar até o último fio de cabelo.

Ilha de Alcatraz, São Francisco

Ilha de Alcatraz e seus ex-detentos-guias

O Museu Guinness em Dublin na Irlanda, é uma ode à cerveja escura mais famosa do mundo e que tem adoradores em todos os lugares. O museu foi construído numa antiga e histórica fábrica da cerveja, anexa à fábrica moderna e atual. O tour pelo prédio passa por todos os processos de fabricação, andar por andar, com os equipamentos originais e a reconstrução com gravações em áudio-visual. Dos ingredientes à história, indo dos equipamentos à fabricação, chegando na marca, embalagens e a premiada publicidade da Guinness. No final do tour, chega-se a um bar envidraçado no último andar da cervejaria e com um visual 360º de Dublin. E a degustação do melhor pint de Guinness de sua vida vindo direto do encanamento da fábrica está incluso no preço do ingresso.

Museu Guinness

Exposição da publicidade da Guinness

Auschwitz-Birkenau próximo a Cracóvia na Polônia é o registro real das barbaridades do holocausto ocorrido pelos nazistas. Não existe experiência mais dolorosa e dramática. A visita começa na própria van que nos leva da cidade até os campos de concentração. Nossa guia conta que faz isso para ninguém esquecer o que seus familiares passaram ali. Ao chegar, um filme no museu nos situa e na sequência, ninguém mais consegue abrir a boca. O silêncio e a emoção domina a todos e quando chegamos aos fornos, câmera de gás ou ao famoso portão que os trens chegavam com os judeus, fica difícil continuar e seguir em frente. Respiramos fundo e damos conta da importância do local continuar existindo. Ale Ravagnani